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A redução da distância entre o desempenho dos estudantes brasileiros e a média dos alunos de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no Pisa 2025 não significa, necessariamente, que o Brasil tenha avançado em aprendizagem.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a aproximação ocorreu principalmente porque o desempenho brasileiro permaneceu relativamente estável enquanto a média dos países da organização recuou, especialmente nos últimos anos.
"O país tem mantido seus resultados relativamente estáveis, enquanto a média da OCDE recuou. Portanto, embora tenha evitado uma piora, o desafio brasileiro continua sendo promover ganhos consistentes de aprendizagem", diz Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann
O Pisa é o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), coordenado pela OCDE, entidade que reúne 38 países, incluindo algumas das maiores economias do planeta, para produzir estudos, estatísticas e recomendações sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico e social. Aplicado a cada três anos pela entidade, a prova avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.
"Podemos afirmar que o Brasil melhorou no longo prazo, sobretudo em ciências e leitura. No entanto, parte importante da aproximação ocorreu porque a média da OCDE caiu, especialmente em matemática", avalia Rodrigo Fulgêncio, 1º vice-presidente da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino e Plataformas Educacionais (Abraspe).
Com os resultados de 2025, que se mantiveram similares em relação a 2022, o Brasil segue no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas. Foram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Nessa mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 (leitura), 469 (matemática) e 486 (ciências). Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Em matemática, por exemplo, o Brasil está com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.
O município de Tanhaçu, no sudoeste da Bahia, registrou evolução nos indicadores da educação básica, com crescimento nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) nos anos iniciais e finais do ensino fundamental.
Nos anos iniciais, o município passou de 5,5 para 6,2, representando uma evolução de 0,7 ponto. Já nos anos finais, o índice avançou de 3,5 para 4,6, um crescimento de 1,1 ponto.
Os resultados são atribuídos ao trabalho desenvolvido pela comunidade escolar, envolvendo professores, gestores, coordenadores pedagógicos, demais profissionais da educação, estudantes e famílias.
O avanço nos indicadores reforça a importância do planejamento e da atuação conjunta para melhorar a qualidade do ensino oferecido aos estudantes da rede municipal.
A Prefeitura de Tanhaçu destacou que cada avanço representa o resultado do esforço coletivo de profissionais da educação, alunos e familiares que participam diariamente da construção do processo de aprendizagem.
Com os novos números, Tanhaçu celebra a evolução dos indicadores educacionais e reafirma o compromisso com o fortalecimento da educação pública no município.
A secretária municipal de Educação de Brumado, Ana Cristina, participou, em Salvador, da apresentação dos resultados do Sistema de Avaliação Baiano da Educação (SABE) 2025, um dos principais instrumentos utilizados pelo Governo da Bahia para acompanhar o desempenho da aprendizagem dos estudantes da rede pública.
O encontro reuniu gestores e representantes das secretarias municipais de Educação de diversas cidades baianas para a divulgação dos indicadores educacionais, que servirão de base para o planejamento de políticas públicas e estratégias voltadas ao fortalecimento da qualidade do ensino.
Para Brumado, os dados apresentados representam uma importante ferramenta de diagnóstico, permitindo identificar avanços, desafios e oportunidades de melhoria no processo de ensino e aprendizagem. As informações também contribuem para o desenvolvimento de ações pedagógicas mais eficientes e alinhadas às necessidades dos estudantes da rede municipal.