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A saúde pública da Bahia está vivendo mais um momento histórico com a formalização de uma parceria que permitirá a produção, em solo baiano, por meio da Bahiafarma, de quatro medicamentos de alta tecnologia e complexidade, como o Nivolumabe e o Pertuzumabe, fundamentais no tratamento contra o câncer. A assinatura foi realizada pelo governador Jerônimo Rodrigues, neste sábado (21), em Nova Délhi, na Índia, onde cumpre agenda oficial ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A parceria firmada com gigantes globais, como Biocon e Dr. Reddys (Índia), além da Bionovis (Brasil), permitirá a transferência de tecnologia para a produção do que há de mais moderno na saúde, fortalecendo a produção nacional, ampliando o acesso da população a tratamentos de ponta pelo SUS, especialmente na oncologia, além de garantir geração de mais emprego e renda para o estado da Bahia.
"Participei das assinaturas com as empresas que vão financiar, apoiar e investir na produção de medicamentos em parceria com a Bahiafarma. É um momento muito importante para a Bahia. Esse espaço é uma oportunidade também de apresentar o nosso potencial para que empresários indianos possam investir no estado baiano", ressaltou o governador.
A missão integra o esforço de reindustrialização da saúde no Brasil, com participação da Bahiafarma e parcerias estratégicas para reduzir dependências externas. “Produzir mais no país, ampliar o acesso à inovação e fortalecer o SUS é resultado de planejamento, parceria institucional e compromisso com uma saúde pública mais tecnológica e acessível para todos”, afirmou a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana.
De acordo com a diretora-presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes, entre os acordos firmados, “temos a transferência de tecnologia de um medicamento para o câncer de mama, e um protocolo para o Nivolumab, que é um medicamento também para diversos tipos de câncer, entre eles mieloma e câncer de pulmão", explicou.
O governo da Índia liberou as exportações comerciais de vacinas contra a covid-19. As primeiras remessas serão enviadas na sexta-feira para Brasil e Marrocos, disse o secretário de Relações Exteriores da Índia, Harsh Vardhan Shringla, nesta quinta-feira (21) à Reuters.
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, compartilhou a informação pelas redes sociais. As vacinas desenvolvidas pela farmacêutica britânica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford estão sendo fabricadas no Instituto Serum da Índia, o maior produtor mundial de vacinas, que recebeu pedidos de países de todo o mundo. O governo indiano suspendeu a exportação de doses até iniciar seu próprio programa de imunização no fim de semana passado. No início desta semana, a Índia enviou suprimentos gratuitos para países vizinhos, incluindo Butão, Maldivas, Bangladesh e Nepal. O secretário disse que o fornecimento comercial da vacina começaria na sexta-feira, de acordo com o compromisso do primeiro-ministro Narendra Modi de que a capacidade de produção da Índia seriam usadas por toda a humanidade para combater a pandemia.