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A Paróquia Santa Rita das Causas Impossíveis realizou, nesta quarta-feira (01), uma celebração especial dedicada aos enfermos e idosos em Brumado. A programação contou com a Santa Missa na Igreja Matriz e também no Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, levando uma mensagem de fé, conforto e esperança às pessoas que enfrentam momentos de fragilidade.
A iniciativa proporcionou um momento de acolhimento e espiritualidade, reunindo fiéis em oração e intercessão por aqueles que necessitam de cuidados e atenção. A presença da Igreja no ambiente hospitalar reforçou a importância do apoio espiritual no processo de recuperação e no fortalecimento emocional dos pacientes.
Durante a homilia, o padre Matheus Augusto destacou a necessidade de manter a confiança em Deus, mesmo diante das dificuldades. Ele ressaltou que, mesmo nos momentos de dor, a fé deve permanecer firme, lembrando que Deus é fonte de auxílio e nunca abandona seus filhos.
Uma ocorrência de violência doméstica registrada na tarde da última terça-feira (31) mobilizou equipes da Polícia Militar da Bahia no município de Brumado. A ação foi conduzida por uma guarnição do 24º Batalhão, após acionamento para atendimento no Bairro Novo Brumado.
Ao chegarem ao local, os policiais mantiveram contato com as vítimas, um idoso de 74 anos e uma idosa de 71, que relataram ter sido agredidos pelo próprio neto, um jovem de 20 anos. Segundo as informações repassadas à guarnição, a agressão mais recente teria sido direcionada à avó, mas o avô também afirmou já ter sido vítima de episódios anteriores de violência praticados pelo suspeito.
De acordo com os relatos, o jovem possui histórico recorrente de conflitos e agressões no ambiente familiar, o que reforçou a necessidade de intervenção imediata por parte da equipe policial.
O suspeito foi contido no local e, em seguida, conduzido à Delegacia Territorial, onde permanece à disposição da Justiça para a adoção das medidas legais cabíveis.
Um homem de 26 anos foi preso pela Polícia Militar na tarde da última segunda-feira (9) após agredir o próprio avô, de 69 anos, e proferir insultos contra a avó, de 73 anos, na zona rural de Brumado. A ocorrência foi registrada na localidade de Lagoa de São João, entre os distritos de Ubiraçaba e Samambaia.
De acordo com informações do 24º Batalhão de Polícia Militar, a guarnição de motopatrulhamento foi acionada por volta das 16h20 pelo Centro Integrado de Comunicações (CICOM) para verificar uma denúncia de violência doméstica na região.
Ao chegarem ao local, os policiais mantiveram contato com a avó do suspeito. Segundo relato da idosa, o neto iniciou uma discussão e passou a proferir diversos xingamentos contra ela. Durante o desentendimento, a situação se agravou quando o homem partiu para a agressão física contra o próprio avô.
Com base nas informações repassadas pelas vítimas e com o apoio de uma guarnição da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO), os policiais realizaram diligências e conseguiram localizar o suspeito nas proximidades da localidade.
Diante dos relatos e da constatação da ocorrência, o indivíduo foi contido pelos policiais militares e encaminhado à unidade policial para o registro da ocorrência e adoção das medidas legais cabíveis.
A Bahia atravessa um processo de envelhecimento populacional acelerado. Atualmente, o estado tem mais de 2,3 milhões de pessoas idosas e já concentra o maior número de centenários do país, segundo dados do IBGE. As projeções indicam que, até 2070, quatro em cada dez baianos terão 60 anos ou mais, uma transformação demográfica que pressiona as políticas públicas a incorporarem o envelhecimento como prioridade transversal da saúde ao transporte, da assistência social à cultura.
A questão foi colocada no centro da 6ª Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, aberta nesta terça-feira (16), em Salvador, com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, além de outras autoridades.
Em sua fala, a titular da Sesab defendeu que o envelhecimento deve ser enfrentado com planejamento e sensibilidade. “Estamos falando de mães, pais e avós que ajudaram a construir a nossa história. O desafio é garantir que cada etapa da vida seja vivida com autonomia, respeito e dignidade”, afirmou.
Um público em especial está aumentando a quantidade de doações de sangue no Estado. De 2018 para 2019 a Fundação Hemoba já registra um aumento maior que 12% de doadores com idade superior a 60 anos. Fidelizados e atuantes, eles chegam cedo e estão disponíveis para ajudar. É o caso do agricultor Milton Santana. Com 64 anos, ele mora em São Gonçalo dos Campos e sempre que vai a Feira de Santana ou Salvador, faz questão de comparecer ao hemocentro. “Comecei a doar sangue há 40 anos para meu pai que na época estava doente. Não existia a Hemoba, fiz a doação no Hospital Roberto Santos. De lá para cá, sempre que tenho a oportunidade faço minha doação. Nesta quarta (25), minha neta fez aniversário, mas avisei logo para família que iria me atrasar porque precisava salvar vidas. As pessoas precisam se conscientizar que muita gente necessita desse apoio. Quando faço minha doação tenho a certeza que estou fazendo o bem e se um dia for precisar, alguém vai doar pra mim”, declara Milton Santana. De acordo com a coordenadora de captação de doadores Iara Matos, em 2019, cerca de 2030 pessoas com mais de 60 anos doaram sangue. “Normalmente este público possui uma boa conscientização e compromisso. É uma parcela importante da população que ao ser sensibilizada atende o chamado para ajudar o próximo”. A doação de sangue pode ser realizada até os 69 anos, porém a pessoa precisa ter doado em algum momento antes de completar 60 anos. “Os cuidados são os mesmos para qualquer faixa etária. O voluntário precisa ter mais que 50 kg, estar bem de saúde, vir alimentado e trazer um documento oficial com foto”. Descreve Iara Matos.
Conforme dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) recebeu 37.454 denúncias de violações contra a pessoa idosa em 2018. Os números representam um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Segundo o relatório, em se tratando de violações contra idosos no contexto intrafamiliar, pode-se dizer que há uma relação desigual de poder que se expressa contra a integridade física, psicológica, o direito à renda, às finanças e até mesmo a violação da sexualidade. O balanço de 2018 informa que 52,9% dos casos de violações contra pessoas idosas foram cometidos pelos filhos, seguidos de netos (com 7,8%). As pessoas mais violadas são mulheres com 62,6% dos casos e homens com 32%, sendo eles da faixa etária de 71 a 80 anos com 33% e 61 a 70 anos com 29%. Das vítimas 41,5% foram declarados brancos, pardos 26,6%, pretos 9,9%, amarelos com 0,7% e indígenas 0,4%. Sendo a casa da vítima o local com maior evidência de violação, 85,6%. As violações mais constatadas são negligências (38%), violência psicológica (humilhação, hostilização, xingamentos etc) com 26,5%, seguido de abuso financeiro e econômico/violência patrimonial que envolve, por exemplo, retenção de salário e destruição de bens com 19,9% das situações. A quarta maior recorrência se refere à violência física, 12,6%. Importante frisar que, em sua maioria, as denúncias são tipificadas com mais de um tipo de violação, ou seja, uma mesma vítima pode sofrer várias dessas violações apresentadas. Outro dado relevante é que mais de 14 mil vítimas declararam ter algum tipo de deficiência. Dessas, 41,6% tem alguma deficiência física e 37,6% deficiência mental, seguidos de deficiência visual com 11,5% e deficiências intelectual e auditiva, com 4,6% e 4,4%, respectivamente.