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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), manifestou forte reação às declarações do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), que afirmou, durante agenda política em São Paulo, que a população baiana se sentiria "alforriada" caso ele e ACM Neto (União Brasil) fossem eleitos. A fala repercutiu no cenário político e motivou uma resposta pública do chefe do Executivo baiano.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Jerônimo classificou a declaração como desrespeitosa e afirmou que o uso da expressão remete a um dos períodos mais dolorosos da história do país. Segundo o governador, a referência à "alforria" carrega um significado histórico ligado à escravidão e, por isso, considera inadequado utilizá-la ao se referir ao povo baiano.
Ao comentar o episódio, o governador destacou que respondeu não apenas na condição de gestor estadual, mas também como cidadão baiano e descendente de negros e indígenas. Para ele, a população da Bahia construiu sua trajetória marcada pela resistência e pela defesa da liberdade, razão pela qual rejeitou qualquer interpretação de que o estado necessite ser "libertado".
Jerônimo também afirmou que quem pretende governar o Brasil deve demonstrar respeito à história e à identidade dos estados brasileiros. Durante sua manifestação, o petista ainda fez críticas à relação política entre Ronaldo Caiado, ACM Neto e o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que os eleitores baianos conhecem o posicionamento adotado por essas lideranças nos últimos anos.
A declaração de Caiado foi feita ao responder a um questionamento sobre a articulação política na Bahia. Na ocasião, o governador de Goiás afirmou que, com sua eleição à Presidência da República e a vitória de ACM Neto no governo estadual, "o povo baiano vai se sentir alforriado". A fala rapidamente repercutiu entre lideranças políticas e passou a integrar o debate da pré-campanha eleitoral.
A comunidade de Barra da Estiva poderá acompanhar, nesta sexta-feira (31), a exibição gratuita do documentário “Terra Batida”, produção que aborda aspectos da cultura afro-brasileira e baiana, com destaque para memória, identidade, espiritualidade e saberes ancestrais.
A sessão será realizada às 19h, no Auditório Municipal Dorane Santos Aguiar, em uma iniciativa da Diretoria Municipal de Cultura. A entrada será gratuita.
Dirigido por Jon Lewis e com produção executiva de Sol Moraes, o documentário percorre diferentes localidades da Bahia, entre elas Salvador, o Recôncavo Baiano, Foz do Imbassaí e a Chapada Diamantina.
Ao longo da produção, histórias e manifestações culturais revelam a importância da oralidade, das tradições e da memória coletiva na preservação da identidade cultural. O filme também apresenta relatos relacionados à resistência e à transmissão de conhecimentos entre gerações.
Pela primeira vez a bandeira da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) foi hasteada nas comemorações do 25 de Junho em Cachoeira, quando a capital do estado é transferida para aquela cidade. E coube à primeira mulher presidente, deputada Ivana Bastos, ser a protagonista do ato. “A participação da Assembleia é muito importante e representa o reconhecimento do Legislativo da importância de Cachoeira e do Recôncavo para a consolidação da independência do Brasil na Bahia”, afirmou a deputada.
Em seu discurso na Câmara Municipal, Ivana Bastos ressaltou que a Assembleia foi a Cachoeira porque sabe que sua força nasce do povo. Segundo a presidente, a ALBA não pertence somente ao edifício onde funciona, em Salvador, ela pertence aos territórios, aos municípios, ao Recôncavo, ao sertão, ao oeste, ao litoral, às comunidades tradicionais, aos trabalhadores, à juventude e às mulheres que constroem a Bahia todos os dias.
Na sessão comemorativa, a ALBA e a Câmara Municipal de Cachoeira assinaram um acordo de Cooperação Técnica para fortalecer a formação, a qualificação e a troca de conhecimentos entre as duas instituições, aproximando ainda mais o Parlamento baiano do Parlamento municipal. “A transferência da ALBA para Cachoeira é um gesto grandioso”, elogiou o governador Jerônimo Rodrigues.
A chefe do Legislativo estadual, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador José Edivaldo Rotondano; o chefe do Ministério Público Estadual, Pedro Maia; o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro; e a primeira-dama do estado, professora Tatiana Veloso, receberam títulos de cidadania. “É justamente por tudo que Cachoeira representa que este dia se torna ainda mais especial para mim. Fico emocionada só de pensar que, mais adiante, terei a honra de receber o Título de Cidadã de Cachoeira”, revelou Ivana, minutos antes de receber a honraria.
Em outro trecho do seu discurso, a presidente da ALBA reverenciou Maria Quitéria, Joana Angélica, Maria Felipa e as mulheres anônimas do Recôncavo. “Muitas não tiveram estátuas. Muitas não tiveram seus nomes nos livros. Mas a Independência também passou por suas mãos. E reverenciamos as mulheres de hoje. Aqui em Cachoeira, a prefeita Eliana Gonzaga, primeira mulher negra eleita para comandar este município, enfrentou ataques, ameaças, racismo e violência política”, assinalou.