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O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, recebeu nesta terça (1º) a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início dos ensaios em humanos, da sua candidatura à vacina contra a gripe aviária A (H5N8). Para isso, o Instituto pretende recrutar 700 adultos e idosos voluntários que participarão das fases 1/2 do estudo em cinco centros de pesquisa brasileiros. A vacina influenza monovalente A (H5N8) (inativada, fragmentada e adjuvada) será testada em duas doses com intervalo de 21 dias, primeiramente em adultos de 18 anos até 59 anos e 11 meses e depois em pessoas com 60 ou mais. O Instituto Butantan concluiu os estudos pré-clínicos com resultados específicos de segurança e imunogenicidade. "Estamos em conversas com o Ministério da Saúde, que se mostrou sensível ao avanço dessa discussão. Com a plataforma aprovada, o Instituto pode produzir um contingente de 30 milhões de doses após os resultados iniciais. Este contingente estratégico pode ser utilizado caso o vírus comece a se disseminar entre humanos e tenha esperanças semelhantes às representadas pela vacina candidata do Instituto Butantan", afirma o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás. O Ministério da Saúde publicou em dezembro de 2024 um Plano de Contingência Nacional do Setor Saúde para Influenza Aviária no qual define as estratégias que devem adotar em caso de situação de emergência relacionada à doença. Uma delas é provar estoques estratégicos de medicamentos e insumos que podem combater a disseminação da doença.
O Brasil voltou a ser um país livre da influenza aviária, após ter cumprido os protocolos internacionais que preveem, entre outras medidas, o prazo de 28 dias sem novos registros em granjas comerciais. O anúncio oficial de cumprimento do período de vazio sanitário foi dado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em comunicado enviado nesta quarta-feira (18) à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). “Com a notificação, o país se autodeclara livre da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP)”, informou o ministério. O único caso confirmado em estabelecimento comercial ocorreu em uma granja no município gaúcho de Montenegro, no dia 16 de maio. A confirmação da doença foi feita no dia 22 de maio, após a conclusão da desinfecção da granja contaminada. Conforme previsto em protocolo, foi iniciado, ali, o período de vazio sanitário. De acordo com o ministério, com o encerramento desse prazo sem novas ocorrências, “o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas, recuperando novamente o status de livre da doença”.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou no sábado (7/6), a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma criação de aves domésticas de subsistência no município de Campinápolis, no estado de Mato Grosso. O Serviço Veterinário Oficial interditou a propriedade e coletou amostras para análise laboratorial, as quais resultaram positivas para gripe aviária. Esse é o quarto foco da doença em aves de subsistência detectado no Brasil. As medidas de erradicação e as ações de vigilância no raio de 10 quilômetros ao redor do foco foram iniciadas neste domingo (8/7). O Mapa esclarece que, no raio detectado, não há estabelecimentos avícolas comerciais.
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) informa que, até o momento, não há registro de casos suspeitos de influenza aviária no estado. Em razão da confirmação da presença do vírus H5N1 em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional pelo período de 60 dias. Como medida imediata, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), vinculada à Seagri, realizou o rastreamento do trânsito de ovos férteis e pintos oriundos de granjas matrizeiras das regiões afetadas, tendo sido confirmada a inexistência de circulação desses materiais entre o Rio Grande do Sul e a Bahia. Como medida preventiva, foram reforçados o monitoramento e as ações de biossegurança em todo o território baiano, com foco na proteção da avicultura e da saúde pública. Todas as ações preventivas seguem as diretrizes do Plano Nacional de Contingência para a Influenza Aviária, bem como do Programa Estadual de Sanidade Avícola, garantindo a adoção de medidas eficazes de contenção e erradicação em caso de eventuais ocorrências. A Seagri reforça que a influenza aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos, sendo esses alimentos seguros para a população. O risco de infecção humana é considerado baixo e geralmente restrito a pessoas com contato direto e frequente com aves infectadas, vivas ou mortas. O Governo da Bahia segue vigilante e comprometido com a proteção da saúde pública e a segurança sanitária do setor avícola, assegurando a continuidade das atividades produtivas com responsabilidade e prevenção.
Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária, atualizou nesta segunda-feira, 19 de abril, a situação de emergência zoossanitária da gripe aviária, após ter sido confirmada na última semana a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em matrizeiro de aves comerciais, no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Em coletiva de imprensa, a pasta informou que descartou três das seis suspeitas de gripe aviária que estavam em análise. Os casos que deram negativo estão em locais de produção familiar para subsistência: Triunfo (Rio Grande do Sul), Graccho Cardoso (Sergipe) e Nova Brasilândia (Mato Grosso). Outros três casos ainda estão em análise: Salitre (Ceará), região de produção familiar para subsistência; Ipumirim (Santa Catarina), granja comercial; e Aguiarnópolis (Tocantins), também granja comercial. Há uma nova investigação em curso, em Estância Velha (RS). CONTENÇÃO DOS EFEITOS — O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lembrou que a pasta tem trabalhado ativamente para que, nas negociações de acordos sanitários internacionais, os países parceiros reconheçam o princípio de regionalização, preconizado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) - restringindo a exportação aos 10 quilômetros de raio do foco de IAAP.
O Brasil já contabiliza dois casos confirmados de gripe aviária, sendo um em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, e outro em um zoológico de Sapucaia do Sul, também no Rio Grande do Sul. O país investiga ainda seis casos, sendo dois em granjas comerciais do Tocantins e de Santa Catarina.Os demais focos foram registrados em produções domésticas e de subsistência no Mato Grosso, no Ceará, em Sergipe e no Rio Grande do Sul. Os dados constam no painel de monitoramento de síndromes respiratórias e nervosas em aves, gerido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, e foram atualizados nesta segunda-feira (19). Em conversa com jornalistas, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avaliou que uma das formas de se reestabelecer a normalidade é manter o rigor na vigilância de casos. “Todos os fiscais, todos os sistemas estaduais estão alertas a qualquer tipo de suspeita – e a própria população também.” Segundo Fávaro, ao primeiro sintoma de um animal doente, tanto criadores de aves de subsistência no fundo de casa até granjas comerciais devem alertar a pasta, que se encarrega de atualizar o sistema. “A gente vai lá, investiga. Com transparência e eficiência, bloqueando e investigando esses casos, a gente ganha também credibilidade. Essa é a maior prova de que o sistema está funcionando.” O ministro ressalta que o sistema brasileiro é tido como o melhor do mundo. "É assim que a gente vai superar esse momento difícil e voltar à normalidade o mais rápido possível”.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta quinta-feira (15/5) a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em matrizeiro de aves comerciais. A detecção ocorreu no estado do Rio Grande do Sul, no município de Montenegro. Esse é o primeiro foco de IAAP detectado em sistema de avicultura comercial no Brasil. Desde 2006, ocorre a circulação do vírus, principalmente na Ásia, África e no norte da Europa. O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo. O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas). As medidas de contenção e erradicação do foco previstas no plano nacional de contingência já foram iniciadas e visam não somente debelar a doença, mas também manter a capacidade produtiva do setor, garantindo o abastecimento e, assim, a segurança alimentar da população. O Mapa também está realizando a comunicação oficial aos entes das cadeias produtivas envolvidas, à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), aos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, bem como aos parceiros comerciais do Brasil. O Serviço Veterinário brasileiro vem sendo treinado e equipado para o enfrentamento dessa doença desde a primeira década dos anos 2000.
O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em função de casos de gripe aviária detectados em aves silvestres. A portaria, assinada pelo ministro Carlos Fávaro, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite dessa segunda-feira (22) e tem validade de 180 dias. A medida, de acordo com a pasta, tem como objetivo evitar que a doença chegue à produção de aves de subsistência e comercial, além de preservar a fauna e a saúde humana. Ainda segundo o ministério, a declaração de estado de emergência zoossanitária possibilita a mobilização de verbas da União e a articulação com outros ministérios, organizações governamentais nas três instâncias e não governamentais. Na tarde dessa segunda-feira (22), o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo confirmou três novos casos positivos para influenza aviária (H5N1) no Espírito Santo, que estavam em investigação desde a semana passada. griEm nota, o ministério informou que as aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus (nome popular trinta-réis-de-bando) foram encontradas nos municípios de Linhares, Itapemirim e Vitória.
Mulher, de 56 anos, morava na província de Guangdong, na China Share on WhatsApp Share on Facebook Share on Twitter Share on Linkedin Publicado em 12/04/2023 - 09:50 Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil - Brasíliaouvir:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a primeira morte por gripe aviária no mundo. A mulher, de 56 anos, morava na província de Guangdong, na China, e começou a apresentar sintomas em 22 de fevereiro. No dia 3 de março, ela precisou ser hospitalizada em razão de uma pneumonia grave e morreu no dia 16 do mesmo mês. No último dia 27, o governo chinês confirmou que a paciente foi infectada pelo vírus H3N8, causador da gripe aviária.O caso foi detectado por meio do sistema de vigilância de infecções respiratórias agudas graves. A mulher tinha comorbidades e um histórico de exposição a aves vivas antes do início dos sintomas da doença, além de contato com pássaros selvagens dentro da própria casa.De acordo com a OMS, apenas três casos de gripe aviária foram identificados em humanos em todo o mundo – todos na China. “Uma investigação epidemiológica e o rastreamento de contatos próximos foram realizados. Não foram encontrados outros casos entre pessoas próximas ao indivíduo infectado”, destacou a entidade, por meio de nota.