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Uma mulher, de 35 anos, investigada pela prática dos crimes de homicídio qualificado e fraude processual, foi presa na manhã da última sexta-feira (29), em uma ação policial no município de Itapetinga.
As diligências efetuadas pela 1ª Delegacia Territorial (DT/Itapetinga) e decorre de investigação iniciada pela polícia após a morte de Jobson Oliveira Santos, de 27 anos, que teve o corpo queimado na terça-feira (26), não resistindo aos ferimentos e vindo a óbito nesta quinta-feira (28). Durante as apurações, a equipe policial reuniu indícios de que a investigada, ex-companheira da vítima, praticou o crime, constatando ainda que a cena do fato foi alterada, o que configura fraude processual. A suspeita fugiu da sua residência logo após o ocorrido.
Diante das circunstâncias, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares, sendo expedido o mandado judicial pelo Plantão Judiciário. Este foi cumprido após apresentação da investigada, acompanhada de advogada, na 1ª DT de Itapetinga.
Após a prisão, foram adotados todos os procedimentos legais cabíveis com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva. A mulher segue custodiada à disposição da Justiça.
Quatro policiais militares foram presos preventivamente nesta sexta-feira (12) durante a “Operação Silêncio Quebrado”, deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). A ação ocorreu nos municípios de Cruz das Almas, Governador Mangabeira, Salvador, Feira de Santana e Sapeaçu. Além das prisões, equipes cumpriram seis mandados de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos acusados, apreendendo celulares, equipamentos eletrônicos, munições e outros materiais.
Os policiais, lotados na 27ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), foram denunciados pela 1ª Promotoria de Justiça de Cruz das Almas pelo homicídio qualificado de Josimar Pereira dos Santos, ocorrido em 25 de fevereiro de 2024, no povoado de Poções. Eles também responderão por fraude processual e ameaça. As prisões foram decretadas pela Vara Crime da comarca.
O cumprimento dos mandados contou com a atuação dos Grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP-BA, além da Força Correcional Especial Integrada (Force), da Corregedoria da Polícia Militar e do Batalhão de Choque, vinculados à SSP.
As investigações apontam que os PMs registraram a morte de Josimar como resultado de resistência armada. No entanto, provas periciais e testemunhais descartaram essa versão e indicaram que a vítima foi executada. Testemunhas relataram que Josimar estava em um bar com amigos, após uma partida de futebol, quando os policiais chegaram ao local e iniciaram abordagens. A vítima teria sido levada aos fundos do bar, onde foi morta com um disparo de arma de fogo.
De acordo com o MP-BA, os policiais ainda fotografaram e coletaram dados de todos os presentes, fazendo ameaças para impedir relatos sobre o ocorrido. Eles também teriam removido o corpo da vítima e apresentado uma arma e drogas como se tivessem sido apreendidas com Josimar, na tentativa de legitimar a ação.