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O Ministério da Saúde passou a disponibilizar, a partir de segunda-feira (24/8), 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para mulheres em situação de violência e mães atípicas. A iniciativa também contempla outros familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O serviço está disponível no Meu SUS Digital. A medida amplia o acesso à proteção e ao cuidado, para que nenhuma mulher precise enfrentar situações de vulnerabilidade sozinha.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa amplia o acesso ao cuidado de forma segura e adaptada à realidade das mulheres em situação de vulnerabilidade. “A proposta é oferecer o teleatendimento diretamente à população como uma primeira forma de acolhimento e de início do plano terapêutico. Depois, esse cuidado será articulado com a rede local, nos estados e municípios. Onde essa rede ainda não estiver disponível, o Ministério da Saúde continuará oferecendo o atendimento remoto”, afirmou Padilha.
A iniciativa para mulheres em situação de violência começou em março deste ano, como projeto-piloto nas cidades de Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Agora, as consultas remotas contemplam todos os estados brasileiros, além da inclusão de outro público: mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras, podem acessar o serviço.
Quem tem o aplicativo Meu SUS Digital instalado no celular já recebeu uma notificação sobre a nova oferta do teleatendimento, com a mensagem: "Mulheres em situação de violência ou que cuidam de familiares com deficiência ou doenças raras podem agendar teleconsulta com especialista. Toque aqui e conheça o Acolhe Mais”. O recado é importante para que as mulheres conheçam o serviço e busquem apoio.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), acompanha o cenário epidemiológico da hantavirose no Brasil e no exterior, especialmente após o evento internacional envolvendo o vírus Andes. Até o momento, não há registro de surto da doença na Bahia, e o último caso confirmado de hantavirose com Local Provável de Infecção (LPI) no estado ocorreu em 2004, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde.
O monitoramento é realizado de forma integrada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), pelo Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), garantindo a verificação e avaliação de rumores, além da notificação, investigação e resposta oportuna diante de eventuais casos suspeitos.
Segundo a vigilância estadual, a hantavirose é uma zoonose viral aguda rara no Brasil, geralmente associada à exposição à urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados, sobretudo em áreas rurais, periurbanas ou ambientes com infestação. A Suvisa destaca que não há evidência de circulação sustentada da doença na Bahia e que o Ministério da Saúde não registra circulação do vírus Andes no Brasil, mesmo diante do episódio internacional envolvendo passageiros de um cruzeiro.
A orientação das autoridades de saúde é manter medidas preventivas simples, como evitar contato com urina, fezes e saliva de roedores, proteger alimentos e caixas d’água, vedar frestas e acessos que favoreçam a entrada desses animais e higienizar adequadamente ambientes fechados por longos períodos. Locais com sinais de roedores devem ser ventilados antes da limpeza, evitando varrição a seco, para reduzir o risco de inalação de partículas contaminadas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o evento internacional relacionado ao navio não representa, até o momento, impacto direto para o Brasil, e os casos confirmados no país não têm relação com a situação monitorada internacionalmente. A transmissão entre pessoas é considerada incomum e, até o momento, foi documentada apenas em situações associadas ao vírus Andes, geralmente envolvendo contato próximo e prolongado com pessoas sintomáticas.