Agora Sudoeste
Publicado em: 18 Mai 2026 / 11h00
Autor: Por Wilker Porto / Agora Sudoeste

Bahia mantém vigilância ativa para hantavirose; não há registro recente da doença no estado

Foto - Divulgação

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), acompanha o cenário epidemiológico da hantavirose no Brasil e no exterior, especialmente após o evento internacional envolvendo o vírus Andes. Até o momento, não há registro de surto da doença na Bahia, e o último caso confirmado de hantavirose com Local Provável de Infecção (LPI) no estado ocorreu em 2004, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde.

O monitoramento é realizado de forma integrada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), pelo Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), garantindo a verificação e avaliação de rumores, além da notificação, investigação e resposta oportuna diante de eventuais casos suspeitos.

Segundo a vigilância estadual, a hantavirose é uma zoonose viral aguda rara no Brasil, geralmente associada à exposição à urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados, sobretudo em áreas rurais, periurbanas ou ambientes com infestação. A Suvisa destaca que não há evidência de circulação sustentada da doença na Bahia e que o Ministério da Saúde não registra circulação do vírus Andes no Brasil, mesmo diante do episódio internacional envolvendo passageiros de um cruzeiro.

A orientação das autoridades de saúde é manter medidas preventivas simples, como evitar contato com urina, fezes e saliva de roedores, proteger alimentos e caixas d’água, vedar frestas e acessos que favoreçam a entrada desses animais e higienizar adequadamente ambientes fechados por longos períodos. Locais com sinais de roedores devem ser ventilados antes da limpeza, evitando varrição a seco, para reduzir o risco de inalação de partículas contaminadas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o evento internacional relacionado ao navio não representa, até o momento, impacto direto para o Brasil, e os casos confirmados no país não têm relação com a situação monitorada internacionalmente. A transmissão entre pessoas é considerada incomum e, até o momento, foi documentada apenas em situações associadas ao vírus Andes, geralmente envolvendo contato próximo e prolongado com pessoas sintomáticas.