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A data de 20 de novembro, marcada nacionalmente como o Dia da Consciência Negra, é dedicada à reflexão, valorização e reconhecimento da história e da luta do povo negro no Brasil. O momento convida a sociedade a revisitar suas raízes, compreender a diversidade cultural e reforçar o compromisso com a promoção da igualdade racial.
A cultura negra integra profundamente a identidade brasileira, presente na música, dança, culinária, religiosidade, arte e em tantos outros elementos que moldaram a formação social do país. Valores como resistência, ancestralidade, sabedoria e criatividade são celebrados nesta data, que também reconhece a contribuição de homens e mulheres negros que desempenharam papéis fundamentais na construção do Brasil.
Além de uma celebração, o 20 de novembro é um chamado à luta permanente contra qualquer forma de preconceito e discriminação, destacando a necessidade de respeito e inclusão como pilares de uma sociedade mais justa.
A Prefeitura de Barra da Estiva reforça a importância da data e reafirma seu compromisso com ações que promovam equidade, respeito e valorização da cultura afro-brasileira.
A 21ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realizará em Brumado o 1º Encontro pela Igualdade Racial, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, na sede da entidade. O evento tem como objetivo promover a conscientização e fortalecer o compromisso da advocacia com a igualdade racial.
O advogado Gonçalo Lírio, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Brumado, destacou que a iniciativa reforça o papel da advocacia no debate sobre temas sociais. “A advocacia não se furta a debater temas importantes para a sociedade, especialmente esse, introduzindo o debate no mês em que se celebra a consciência negra, essencial para a justiça e a sociedade”, afirmou.
Lírio ressaltou ainda que os órgãos do sistema de justiça têm ampliado as discussões sobre questões de relevância social e que a OAB vem se destacando na promoção de debates voltados à igualdade racial.
A programação inclui, na sexta-feira (31), a abertura oficial com apresentação de capoeira e uma mesa-redonda sobre racismo institucional e advocacia. Já no sábado (1º), serão realizados minicursos sobre prerrogativas da advocacia, racismo recreativo, racismo institucional e intolerância religiosa.
O evento é gratuito, oferece certificação de 15 horas e solicita aos participantes a doação de 1 kg de alimento não perecível como forma de colaboração.
Na última terça-feira, 26 de novembro, o Campus XX da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Brumado, promoveu o evento "Novembro Negro", dedicado à reflexão, troca de saberes e aprendizado sobre a cultura e a resistência da população negra no Brasil. A iniciativa foi inspirada pelo Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, data que homenageia a luta contra o racismo e a valorização da história e da identidade afro-brasileira. O "Novembro Negro" reuniu estudantes, professores e a comunidade para um dia de atividades que destacaram a importância da resistência negra ao longo da história e os desafios contemporâneos no combate às desigualdades raciais.
Nesse 20 de novembro de 2024, todos os 26 estados, incluindo os 5.570 municípios brasileiros, e o Distrito Federal vão celebrar, pela primeira vez, o feriado do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em homenagem ao líder negro Zumbi dos Palmares.
Celebrar a consciência negra é lembrar quem somos, de onde viemos e o que significa sermos um país de maioria negra, respeitando e promovendo a diversidade e a valorização de todos os brasileiros e brasileiras”Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial
Instituído pela Lei 14.759/2023, o feriado do Dia da Consciência Negra é um legado desta gestão. Resultado de um movimento do governo brasileiro, em parceria com o parlamento e os movimentos sociais, a data marca a relevância da cultura e história afro-brasileira para o país. “Celebrar a consciência negra é lembrar quem somos, de onde viemos e o que significa sermos um país de maioria negra, respeitando e promovendo a diversidade e a valorização de todos os brasileiros e brasileiras”, afirma a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Antes da promulgação da Lei, a data já era feriado em seis estados e cerca de 1.200 municípios. “Acelebração em âmbito nacional é um chamado para que toda a população possa refletir sobre a identidade do Brasil”, acrescenta Anielle.