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Em 2026, a Bahia registrou uma redução de 41% no número de casos prováveis de dengue. Até a 18ª Semana Epidemiológica (11/05) foram notificados 10.162 casos e quatro óbitos, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 17.236 casos e cinco mortes.
Atualmente seis municípios (Alagoinhas, Campo Alegre de Lourdes, Maraú, Remanso, Santa Maria Da Vitória, Uauá) estão em epidemia. Outros nove (Araci, Aramari, Aratuípe, Buritirama, Casa Nova, Curaçá, Itiúba, Mucugê, Teodoro Sampaio) estão em situação de risco, enquanto que 49 estão em alerta. “Quando a gente classifica um município em epidemia, estamos dizendo que a transmissão está acima do esperado”, explica Rafael Gomes, técnico da vigilância epidemiológica do Estado.
Rafael alerta que mesmo com a redução de casos prováveis em relação ao ano passado, as ações de medidas preventivas não devem parar. “A população deve trabalhar junto com o poder público sempre. Temos o trabalho dos agentes de combate às endemias que fazem as visitas domiciliares, que auxiliam a população dentro de casa, mas as pessoas devem disponibilizar ao menos 10 minutos por semana para verificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, como vasos de plantas e garrafas com presença de água parada”, destaca
Outra medida de prevenção é a vacinação, que atualmente está disponível para adolescentes de 10 a 14 anos e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, com idade entre 15 e 59 anos, 11 meses e 29 dias. A escolha desse grupo deve-se à natureza do trabalho desses profissionais, que atuam diretamente na assistência e na prevenção dentro das comunidades. Entre os beneficiados estão: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem; agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE); odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, profissionais das equipes multiprofissionais, nutricionistas e farmacêuticos.