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Como parte da formação permanente do clero e da vida religiosa, os sacerdotes da Diocese de Caetité e os religiosos participam, anualmente, da Atualização do Clero, um momento dedicado ao aprofundamento de temas relevantes para a vida pastoral, espiritual, humana e psicossocial. Há muitos anos, a Diocese cultiva a bela tradição de realizar esse encontro juntamente com as religiosas de vida consagrada, fortalecendo a comunhão e a caminhada formativa entre os diversos carismas presentes na Igreja Particular de Caetité.
Neste ano, a Atualização aborda um tema de grande relevância e atualidade: a saúde mental e os desafios das doenças e sofrimentos psíquicos que afetam tantas pessoas na sociedade, inclusive sacerdotes e religiosas. Afinal, a vocação não elimina a condição humana, mas convida cada pessoa a viver sua missão com maturidade, equilíbrio e permanente cuidado consigo mesma.
Para conduzir essa reflexão, a Diocese recebeu o renomado Prof. Dr. William Cesar Castilho – professor, psicanalista e escritor – que tem proporcionado momentos de profunda reflexão por meio de suas obras “A Ideologia da Vergonha e o Clero do Brasil” e “Os Sete Pecados Capitais à Luz da Psicanálise”.
Ao longo desses dias, sacerdotes e religiosas são convidados a renovar o “sim” dado a Deus, buscando uma integração cada vez mais profunda entre fé, humanidade e missão. Trata-se de um caminho de liberdade vivida na responsabilidade, na verdade e na confiança no Senhor, que chama seus discípulos à autenticidade e à santidade.
O papa pediu hoje (21), na abertura de uma reunião histórica da igreja para abordar os abusos sexuais cometidos por membros do clero, "medidas concretas e efetivas" de combate. Segundo o pontífice, não basta apenas condenar esses crimes. "O povo de Deus está a ver-nos e espera que nós não só condenemos, mas que tomemos medidas concretas e efetivas", afirmou o papa Francisco perante 190 representantes da hierarquia religiosa. "A concretização [dessas medidas] é necessária", destacou. "Confrontados com o flagelo do abuso sexual realizado por homens da Igreja contra as crianças, pensei em consultar-me convosco, patriarcas, cardeais, arcebispos, bispos, superiores religiosos e responsáveis, para que juntos possamos ouvir o grito dos pequenos que pedem justiça", ressaltou Francisco.