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A força da cultura regional, da literatura e da produção estudantil marcou a quinta edição da Festa Literária de Macaúbas (FLIMAC), realizada pelo Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) da Bacia do Paramirim. Com o tema “Macaúbas, terra bendita”, o evento homenageou José Benedito do Amaral e Idalina Guedes do Amaral, a Tia Orora, personalidades que deixaram um legado de generosidade, incentivo à arte e preservação das tradições culturais do município. A programação mobilizou estudantes, educadores e comunidades dos oito municípios que compõem o Núcleo Territorial de Educação da Bacia do Paramirim (NTE 12).
A abertura reuniu desfile de fanfarras de escolas estaduais de Boquira, Botuporã, Érico Cardoso e Rio do Pires, além da Filarmônica Nossa Senhora da Imaculada Conceição, do Terno de Reis A Mocidade em Flor e da quadrilha junina do CETEP. As apresentações percorreram as ruas da cidade e culminaram no espaço do evento, onde ocorreram a cerimônia oficial de abertura, uma cantata inspirada nas canções apreciadas pelos homenageados e a inauguração de exposições temáticas que retrataram aspectos históricos, culturais e artísticos de Macaúbas.
A professora de Sociologia, Vanilza Bonfim, do Rêgo destacou a relevância pedagógica da iniciativa. “A festa literária transforma o conhecimento em uma experiência significativa. Ela aproxima os estudantes da leitura, da escrita, da cultura e da realidade em que vivem”. Para a educadora, a participação nas atividades permite que habilidades, muitas vezes não percebidas no cotidiano escolar, ganhem visibilidade. “A aprendizagem ultrapassa os limites da sala de aula, se torna mais dinâmica, participativa e significativa.”
A reunião de abertura, que aconteceu no domingo (17) no CETEP – Centro Territorial de Educação Profissional da Bacia do Rio Corrente, em Santa Maria da Vitória, marcou o início dos trabalhos na região. O auditório abrigou 238 representantes de 41 instituições, estaduais e federais, envolvidas nessa 53ª etapa de campo. O time, mobilizado em 76 veículos, vai percorrer 11 municípios na região, realizando ações de fiscalização, diagnóstico e a implementação de políticas públicas na área de meio ambiente; além de acompanhar o desdobramento de etapas anteriores.
Compondo a mesa da reunião de abertura – além de Luciana Khoury, Promotora de Justiça e Coordenadora do NUSF MPBA, Augusto Queiroz do CREA-BA e Marcos André Queiroz, Procurador da República do Ofício de Povos e Comunidades Tradicionais na Bahia – estiveram Vladimir Correia, Defensor Público da União, pela primeira vez na FPI; Cláudio Pereira, Coordenador do CCR Médio representando o CBHSF; Cristiano Magalhães, Presidente do CBH – Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Corrente para dar boas vindas ao time; Paulo Sérgio Luz, Diretor Geral da ADAB (que representou todos os parceiros em sua fala).
Ainda na mesa, Jürgen Fleischer, Promotor de Justiça de Santa Maria da Vitória, Coordenador do Núcleo Agrário do MPBA e anfitrião da etapa, falou sobre a expectativa em torno da ação: “Eu torcia muito pela vinda de vocês à nossa comarca. Aqui na bacia do Corrente, os desafios são muitos e as intervenções da FPI serão muito positivas para essa região”.
A Fiscalização Preventiva Integrada chega à região pela terceira vez e espera contar ainda com a parceria das Prefeituras, Câmaras de Vereadores e instituições privadas, já que, muito além da ação fiscalizatória, o foco principal é o viés socioeducador da FPI. Ao longo de 22 anos de existência, o programa acumula resultados significativos das ações de educação e gestão ambiental, com foco na agroecologia e respeito aos povos originários e comunidades tradicionais do Velho Chico.
Estudantes da rede estadual de ensino desenvolvem petisco natural para pets à base de farinha da casca do ovo. O alimento é resultado do projeto “Benefícios do aproveitamento da farinha da casca do ovo para suplementação animal", do Curso Técnico em Zootecnia do Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) do Médio Rio de Contas, no município de Ipiaú. Este é um dos inúmeros trabalhos pedagógicos que os alunos da rede estadual vêm realizando, contribuindo para a projeção da educação pública baiana em eventos científicos realizados em outros estados e até fora do país. O estudante Rodrigo Oliveira explica que o projeto buscou mostrar que a casca do ovo pode ser transformada em uma farinha propícia para a reposição de cálcio na dieta alimentar de caninos, aves, suínos, equinos, bovinos e até de seres humanos. As pesquisas mostraram, também, que, ao serem jogadas em aterros ou lixões, as cascas causam contaminação microbiana e problemas ambientais, devido à biodegradação da membrana, causando danos ao meio ambiente. “Este trabalho desperta em nós, alunos, o interesse pelo estudo, pelo ganho de conhecimentos. Sem contar que estamos colocando em prática o que aprendemos em sala de aula e ainda estamos tendo a experiência de levarmos nosso projeto para algumas feiras fora do Estado, bem como para outros países”, reflete.