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Pela primeira vez a bandeira da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) foi hasteada nas comemorações do 25 de Junho em Cachoeira, quando a capital do estado é transferida para aquela cidade. E coube à primeira mulher presidente, deputada Ivana Bastos, ser a protagonista do ato. “A participação da Assembleia é muito importante e representa o reconhecimento do Legislativo da importância de Cachoeira e do Recôncavo para a consolidação da independência do Brasil na Bahia”, afirmou a deputada.
Em seu discurso na Câmara Municipal, Ivana Bastos ressaltou que a Assembleia foi a Cachoeira porque sabe que sua força nasce do povo. Segundo a presidente, a ALBA não pertence somente ao edifício onde funciona, em Salvador, ela pertence aos territórios, aos municípios, ao Recôncavo, ao sertão, ao oeste, ao litoral, às comunidades tradicionais, aos trabalhadores, à juventude e às mulheres que constroem a Bahia todos os dias.
Na sessão comemorativa, a ALBA e a Câmara Municipal de Cachoeira assinaram um acordo de Cooperação Técnica para fortalecer a formação, a qualificação e a troca de conhecimentos entre as duas instituições, aproximando ainda mais o Parlamento baiano do Parlamento municipal. “A transferência da ALBA para Cachoeira é um gesto grandioso”, elogiou o governador Jerônimo Rodrigues.
A chefe do Legislativo estadual, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador José Edivaldo Rotondano; o chefe do Ministério Público Estadual, Pedro Maia; o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro; e a primeira-dama do estado, professora Tatiana Veloso, receberam títulos de cidadania. “É justamente por tudo que Cachoeira representa que este dia se torna ainda mais especial para mim. Fico emocionada só de pensar que, mais adiante, terei a honra de receber o Título de Cidadã de Cachoeira”, revelou Ivana, minutos antes de receber a honraria.
Em outro trecho do seu discurso, a presidente da ALBA reverenciou Maria Quitéria, Joana Angélica, Maria Felipa e as mulheres anônimas do Recôncavo. “Muitas não tiveram estátuas. Muitas não tiveram seus nomes nos livros. Mas a Independência também passou por suas mãos. E reverenciamos as mulheres de hoje. Aqui em Cachoeira, a prefeita Eliana Gonzaga, primeira mulher negra eleita para comandar este município, enfrentou ataques, ameaças, racismo e violência política”, assinalou.
Em homenagem à resistência histórica do povo de Cachoeira na luta pela Independência do Brasil na Bahia, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) e a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) vão transferir, pela primeira vez, suas sedes para o município, no dia 25 de junho de 2026.
As duas instituições, que representam os Poderes Judiciário e Legislativo estaduais, somam-se à homenagem já realizada pelo Poder Executivo, que transfere simbolicamente a sede do Governo do Estado para Cachoeira desde 2008, conforme a Lei Estadual nº 10.695/2007.
A data carrega profundo significado histórico. Em 25 de junho de 1822, os moradores de Cachoeira assumiram papel decisivo na liderança do movimento que deu início à guerra pela Independência na Bahia, cuja vitória final ocorreu em 2 de julho de 1823, com a expulsão das últimas tropas portuguesas do território baiano.
No âmbito do Judiciário, o Gabinete da Presidência será instalado no Fórum Augusto Teixeira de Freitas, em Cachoeira, onde serão editados os atos institucionais do Tribunal de Justiça. Para o Presidente da Corte baiana, Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, a iniciativa reconhece a grandeza histórica do município e reforça a aproximação do Judiciário com a sociedade. “Além de prestar as merecidas homenagens a Cachoeira e a sua população, a transferência de sede do Judiciário à cidade também integra o movimento que o Tribunal está fazendo de se aproximar cada vez mais da sociedade baiana”, destaca. A transferência está amparada no Decreto Judiciário nº 540, de 29 de abril de 2026.
No Legislativo, a transferência temporária da sede da Assembleia Legislativa da Bahia foi formalizada por meio do Ato nº 041/2026, assinado pela Presidente da ALBA, Deputada Ivana Bastos. A medida está amparada no Regimento Interno da Casa e na Lei Estadual nº 10.695/2007, que institui a transferência simbólica da Capital do Estado para Cachoeira durante as comemorações históricas da Independência da Bahia. A decisão também levou em consideração a deliberação do Plenário da Assembleia Legislativa, aprovada em sessão realizada no dia 28 de abril de 2026.
A cerimônia de transferência simbólica da sede do Governo do Estado de Salvador para Cachoeira, no Recôncavo Baiano, nesta terça-feira (25), marcou o início das comemorações pelos 201 anos da Independência do Brasil na Bahia. O ato simbólico contou com a participação do governador Jerônimo Rodrigues, que recebeu o título de cidadão cachoeirano e lançou a Feira Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2024). O tiro da alvorada, no porto de Cachoeira, marcou o início da solenidade. Em seguida, houve o hasteamento da bandeira na Praça da Aclamação, com execução dos hinos Nacional, da Bahia e de Cachoeira pela Banda de Música da PM e Filarmônica 25 de Junho; e o 'Te Deum', ato religioso na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em memória aos que lutaram pela independência. Na Câmara Municipal, o governador recebeu o Título de Cidadão Cachoeirano por suas importantes contribuições ao desenvolvimento do município, e na oportunidade, anunciou a entrega ao Ministério da Educação de um documento para que a luta pela independência do Brasil na Bahia seja um componente curricular na rede estadual de ensino e faça parte dos livros didáticos. “É uma honra receber essa homenagem em um local onde a independência do país começou. Com o Governo se instalando em Cachoeira temos a oportunidade de mostrar ao país a nossa força. Encaminharei um documento ao MEC, orientando que os livros e o currículo escolar possam contar a história real do nosso povo, que não é só da Bahia, mas do Brasil”, pontuou Jerônimo Rodrigues. Reconhecer a importância de Cachoeira nas batalhas travadas no 2 de julho, feriado estadual, foi um dos objetivos da mudança de sede do governo por um dia, que aconteceu pelo 17° ano consecutivo, após aprovação da lei 10.695, de 2007. “A data simboliza um trabalho intenso de valorização da história da Independência do Brasil, consolidada na Bahia, a partir da luta do povo. “A participação dos cachoeiranos na batalha do 25 de junho marca o simbolismo que hoje é reforçado nessa transferência da capital do estado pra cá. É o compromisso do governo para seguir trabalhando pela preservação dessa história e valorização da nossa identidade”, afirmou o secretário da Cultura do Estado (Secult), Bruno Monteiro.