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A Operação Véu de Areia resultou na prisão de 12 investigados por lavagem de capitais, no cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão e no bloqueio judicial de R$ 49,6 milhões em bens e valores. Deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta quinta-feira (20), a ação teve como principal objetivo atingir a estrutura financeira de uma organização criminosa e interromper a movimentação de recursos relacionados às atividades ilícitas.
Na Bahia, foram realizadas nove prisões, sendo oito em Salvador e uma em Cruz das Almas. Em São Paulo, foram cumpridos outros três mandados de prisão preventiva, nos municípios de Taboão da Serra, Praia Grande e na capital, no bairro de Paraisópolis. Entre os presos na Bahia, sete estavam em liberdade e outros dois já se encontravam no sistema prisional, onde tiveram as ordens judiciais cumpridas.
Em Salvador, as prisões e os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros do Arenoso, Fazenda Grande do Retiro e Cabula VI. Também foi aplicada medida cautelar diversa da prisão no município de Milagres, determinando que o investigado compareça periodicamente ao Poder Judiciário para prestar esclarecimentos, conforme decisão judicial.
Asfixia financeira
As investigações apontam que os presos mantinham ligação com uma liderança criminosa. Segundo as apurações, os envolvidos exerciam diferentes funções na estrutura financeira do grupo, com participação na movimentação e ocultação de recursos.
Uma organização criminosa investigada por abastecer o mercado ilegal de armas de fogo na Bahia é alvo da Operação Exarmatio, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (11). A ofensiva cumpre 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju (SE), além de bloquear judicialmente R$ 38 milhões em bens e valores vinculados aos investigados.
As investigações apontam que o grupo atua de forma estruturada na comercialização clandestina de armas de fogo, com atuação interestadual e divisão de funções entre seus integrantes. A operação busca desarticular a organização criminosa, interromper o fluxo financeiro do grupo e reunir novos elementos de prova para o avanço das investigações.
Coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), a operação mobiliza cerca de 80 policiais civis, distribuídos em 20 equipes, responsáveis pelo cumprimento das medidas judiciais e pelo prosseguimento das investigações.
A Operação Exarmatio conta com o apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (DRFR/Feira de Santana), da Diretoria Regional de Polícia do Interior Leste (DIRPIN/Leste), por meio da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª COORPIN/Feira de Santana), além da Polícia Civil de Sergipe.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, no último dia 6 de julho, o bloqueio de R$ R$ 6.150.378 do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG).
A decisão foi motivada por suspeita de direcionamento de pelo menos 21 emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, mesmo sem mandato eletivo. A destinação de emendas é uma prerrogativa de parlamentares em exercício.
A decisão se tornou pública neste domingo (12), após o levantamento do sigilo judicial.
“Das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação”, disse o ministro do STF.
Em nota enviada à imprensa, a defesa do ex-deputado negou irregularidades e disse rejeitar a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar.
Os advogados afirmam que o ex-parlamentar não foi ouvido nem intimado nesse processo, e que tomou conhecimento da decisão pela imprensa.