Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
O cenário gastronômico mundial está celebrando uma nova estrela: o azeite Rio de Contas, uma iguaria da Chapada Diamantina, tem conquistado paladares exigentes e se destacado como um produto de qualidade rara. Este azeite extravirgem, o primeiro do Nordeste brasileiro, está sendo reconhecido por seus sabores tropicais e pela sua produção cuidadosa e artesanal, realizada a mais de mil metros de altitude. Produzido a partir de azeitonas selecionadas, cultivadas de forma sustentável em terras férteis e sob condições climáticas ideais, o azeite Rio de Contas é fruto de um projeto familiar que tem suas raízes na fazenda experimental do município de Rio de Contas, na Bahia. O produtor Christophe Chinchilla compartilhou que o plantio das oliveiras, do tipo 'arbequina', teve início há cerca de quinze anos, em uma iniciativa ousada e inovadora. "Por volta de 2005, meu pai resolveu começar um novo empreendimento, algo um pouco inovador. Naquele momento, o Brasil não produzia azeite, era praticamente tudo importado de Portugal, Argentina e Chile. Então, ele resolveu buscar um lugar que tivesse condições climáticas parecidas com as de sua terra natal, no sul da França. Em Rio de Contas, ele se sentiu em casa e decidiu tentar a aventura", compartilhou Chinchilla. Após anos de dedicação e alguns desafios agronômicos, a primeira colheita significativa aconteceu em 2018, marcando um marco na história da produção de azeite de oliva no Nordeste do Brasil. E em 2021, o azeite Rio de Contas foi coroado com a medalha de ouro no prestigioso concurso Olio Nuovo Days de Paris, confirmando sua excelência e conquistando reconhecimento internacional. Com sua produção cuidadosa e artesanal, e o sabor único das azeitonas cultivadas em um terroir de tipo mediterrâneo, o azeite Rio de Contas representa não apenas uma conquista para a região da Chapada Diamantina, mas também um orgulho para o Brasil, demonstrando a capacidade do país de produzir produtos gastronômicos de alta qualidade que são apreciados em todo o mundo.
O Ministério da Agricultura, Pecuária a Abastecimento suspendeu a comercialização de 33 marcas de azeite de oliva por terem sido adulteradas. De acordo com a pasta, a maior parte das fraudes foi feita com a mistura com óleo de soja e óleos de origem desconhecida. De acordo com informações da Agência Brasil, as marcas que praticaram fraudes foram: Aldeia da Serra; Barcelona; Casa Medeiros; Casalberto; Conde de Torres; Dom Gamiero; Donana (premium); Flor de Espanha; Galo de Barcelos; Imperador; La Valenciana; Lisboa; Malaguenza; Olivaz; Oliveiras do Conde; Olivenza; One; Paschoeto; Porto Real; Porto Valencia; Pramesa; Quinta da Boa Vista; Rioliva; San Domingos; Serra das Oliveiras; Serra de Montejunto; Temperatta; Torezani (premium); Tradição; Tradição Brasileira; Três Pastores; Vale do Madero e Vale Fértil. Segundo o ministério, uma fiscalização da Operação Iris identificou 59 lotes com irregularidades. A operação teve início em 2016, mas os lotes com irregularidades são de coletas feitas em 2017 e 2018. Os lotes suspensos podem ser consultados aqui. “O processo é lento, pois envolve exames laboratoriais, notificação dos fraudadores, perícias, períodos para apresentação de defesa (até dois recursos) e julgamento dos recursos em duas instâncias administrativas”, disse o ministério. Ainda de acordo com a pasta, praticamente não existe mais estoque no mercado desses lotes, e os remanescentes foram destruídos após o julgamento dos processos administrativos. No entanto, é possível que os consumidores encontrem ainda outros lotes das mesmas marcas. A recomendação é que os comerciantes verifquem a procedência do azeite antes de formar os estoques que serão colocados à venda. Caso os supermercados venham a ofertar os produtos, podem ser punidos. “Embora os supermercados tenham sido alertados quanto às marcas que sistematicamente produzem azeite fraudado, muitos comerciantes ainda insistem em vender esse tipo de produto em razão do baixo preço”, ressaltou a pasta.