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A Justiça de Alagoas negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do advogado João Neto, de 47 anos. Ele foi preso em flagrante após agredir a companheira em um apartamento na cidade de Maceió. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que a mulher deixa o apartamento com o rosto ensanguentado. Nas imagens, João Neto aparece segurando um pano, tentando conter o sangue que escorre do rosto da vítima. A defesa alegou que o advogado é réu primário, tem residência fixa, bons antecedentes e trabalha regularmente. Também afirmou que o caso teria sido um acidente doméstico, e não uma agressão. Mas o desembargador Carlos Cavalcanti de Albuquerque Filho decidiu manter a prisão preventiva. Segundo ele, a medida é necessária para proteger a integridade física e psicológica da vítima, além de garantir a ordem pública. João Neto segue preso na Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcante de Oliveira, em Maceió.
A Polícia Federal deflagra, na manhã desta quarta-feira (18/12), a Operação Linha Verde, com o objetivo de desmantelar associação criminosa voltada à prática de fraudes contra a Caixa Econômica Federal, através da abertura de contas e aquisição de créditos, com a utilização de documentos falsos em nome de terceiros, sem a anuência destes, os quais também figuram como vítimas ao lado da instituição financeira. A Caixa Econômica Federal, até o atual estágio da investigação policial, suportou um prejuízo superior a R$ 567 mil, o qual provavelmente está subdimensionado, sendo que o real prejuízo será alcançado com a execução das medidas cautelares atinentes a esta operação. A operação Linha Verde abrange o estado da Bahia, nas cidades de Salvador e Jequié, além dos estados de Sergipe e Alagoas, envolvendo a ação de 21 policiais federais. Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. Além do bloqueio e sequestro de bens e valores pertencentes aos investigados até o limite individual de R$ 300 mil, por intermédio do sistema SISBAJU. De acordo com o RIF – Relatório de Informação Financeira do COAF, a associação criminosa, entre 2020 a 2024, foi responsável por movimentações bancárias suspeitas, no valor de R$ 4.674.295,59. Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato (pena de reclusão, de um a cinco anos e multa) e associação criminosa (pena de reclusão, de cinco a dez anos e multa).