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Um homem de 48 anos foi preso nesta segunda-feira (2), no município de Piripá, no sudoeste da Bahia, sob suspeita de envolvimento em crimes de natureza sexual contra estudantes adolescentes. A detenção ocorreu em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
As investigações tiveram início após denúncias envolvendo condutas inadequadas dentro de uma unidade escolar da rede municipal. De acordo com a apuração, os fatos teriam ocorrido ao longo do ano passado, em ambientes internos da instituição de ensino.
As vítimas, com idades entre 12 e 13 anos, prestaram depoimento às autoridades e confirmaram as acusações em procedimento formal perante a Justiça no início de 2026. A Polícia Civil informou que a prisão foi solicitada após indícios de que o investigado estaria tentando interferir no andamento das investigações.
Durante a operação, também foi cumprido mandado de busca e apreensão, sendo recolhido o aparelho celular do suspeito para análise pericial. O homem permanece custodiado e à disposição do Poder Judiciário enquanto o caso segue sob investigação.
A Prefeitura de Brumado, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, inicia a partir desta segunda-feira (26) a vacinação contra a dengue no município. A medida representa mais um avanço importante nas ações de prevenção e cuidado com a população, reforçando o compromisso da gestão com a saúde pública.
Neste primeiro momento, a campanha é direcionada ao público de 10 a 14 anos, que deverá procurar a unidade de saúde mais próxima para receber a dose da vacina. A orientação é que pais e responsáveis fiquem atentos e garantam a imunização dentro do público-alvo estabelecido pelo Ministério da Saúde.
A Secretaria de Saúde destaca que a vacinação é uma estratégia fundamental no combate à dengue, aliada a outras medidas preventivas, como o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti. A iniciativa integra as ações da Prefeitura de Brumado dentro do lema “Nossa gente, nossa riqueza”, priorizando o bem-estar coletivo.
A Prefeitura Municipal de Barra da Estiva, por meio da Secretaria de Assistência Social, celebrou nesta terça-feira (18) o Dia do Conselheiro Tutelar, data dedicada ao reconhecimento dos profissionais responsáveis por zelar pelos direitos de crianças e adolescentes no município.
A gestão municipal destacou a importância do trabalho desenvolvido pelos conselheiros, que atuam diariamente na proteção de jovens em situação de vulnerabilidade, cumprindo as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo a administração, a atuação desses profissionais representa compromisso, sensibilidade e responsabilidade diante dos desafios encontrados na rotina de atendimento às famílias.
A Prefeitura reforçou ainda que o serviço prestado pelos conselheiros tutelares é essencial para garantir segurança, dignidade e oportunidades a crianças e adolescentes, reiterando agradecimento pela dedicação e pelo papel fundamental desempenhado no fortalecimento da rede de proteção social.
Nesta terça-feira (23), o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora – SERAFA recebeu a visita de representantes do Ministério Público para a realização de uma inspeção. A ação foi considerada positiva e enriquecedora, promovendo a troca de experiências, o reconhecimento das boas práticas já consolidadas e a identificação de pontos que podem ser aprimorados.
De acordo com a coordenação, a presença do Ministério Público fortalece o compromisso do SERAFA em garantir proteção, cuidado e desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, sempre em articulação com a rede de proteção. A avaliação destacou que o trabalho desenvolvido tem impacto direto na vida das famílias acolhedoras e dos jovens assistidos.
Jovens de até 19 anos são o grupo que está liderando a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) em todo o país. Ao todo, são 7,2 milhões ou 34% do total de mais de 21,5 milhões de emissões. As principais razões para essa adoção da nova identidade por crianças e adolescentes são o hábito de adotar novas tecnologias e a necessidade de ter o primeiro documento com foto, já que muitos não possuíam o antigo RG. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) nesta segunda-feira (10/3). Esse é o caso dos irmãos Arthur e Beatriz Amâncio, de dois e seis anos, respectivamente. Eles foram com o pai Rafael fazer a CIN por dois motivos: abrir conta bancária e tirar passaporte. “A conta é para guardar a mesada em algum investimento sem risco e o passaporte é porque estamos querendo fazer uma viagem para o exterior com a família toda no fim do ano”, explica Rafael, engenheiro civil. Como já ia levar os filhos, Rafael aproveitou e também fez a sua CIN. Ele aprovou a nova identidade e ressaltou as melhorias de segurança. “Com tantas tecnologias disponíveis, era preciso que os documentos incorporassem os requisitos de segurança mais modernos, seja na versão de papel ou na digital”. E segundo o engenheiro, as crianças já estão acostumadas com essas tecnologias. No dia a dia, Arthur e Beatriz já passam por reconhecimento facial para entrar na escola, no condomínio, e para usar o tablet. Também não estranham o QR code, mas ainda não sabem exatamente por que tem um na carteira de identidade. “Eles só veem QR code em restaurantes. Costumam associar com cardápios”, conta o pai. Já o estudante universitário Bernardo Melo, 19, tinha a identidade antiga, mas ela estava em mal estado de conservação e a foto era antiga, o que dificultava a identificação dele em diversas situações. O estudante disse que gostou das novas características da CIN e que a mudanças não assustaram.
O Brasil registrou, ao longo de todo o ano de 2023, uma média de 196 casos de violência física contra crianças e adolescentes de até 19 anos. Cerca de 80% das agressões contra crianças de até 14 anos ocorreram dentro de suas próprias casas. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (24) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com base em casos notificados por unidades de saúde. Dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), mantido pelo Ministério da Saúde, indicam que casos de violência afetam todas as faixas etárias em questão.
Em 2023, foram registradas mais de 3 mil notificações envolvendo bebês com menos de 1 ano, enquanto 8.370 casos estavam relacionados a crianças de 5 a 9 anos. Adolescentes de 15 a 19 anos foram as principais vítimas de agressões, respondendo por 35.851 notificações ao longo do ano.
“Mamãe, eu vou poder ir para a escola?” “Por que há massacre?” A professora Gina Vieira, pesquisadora em educação no Distrito Federal, ficou aturdida ao ouvir do filho de 12 anos a palavra “massacre” e perguntas que exigem mais do que uma simples resposta: exigem atenção, ouvidos disponíveis, seriedade, serenidade e acolhimento. “Muitas vezes, as famílias se recusam a conversar [sobre atentados tornados públicos em escolas e outros ambientes] porque acreditam que isso pode traumatizar a criança. Só que as crianças estão em um mundo em que elas são expostas de maneira visceral a tudo o que acontece”, diz a pesquisadora em educação que tem projetos premiados no campo da educação e de direitos humanos. Ela explica que dialogar com as crianças sobre o que está acontecendo requer que os pais superem a perspectiva ingênua de acreditar que a violência na escola é algo relativo ao ambiente escolar. Gina Vieira entende que mensagens de ódio e desinformação passaram a ocupar espaço central no país. “É necessário que os pais ouçam as crianças e estejam atentos aos sinais de que podem estar assustadas, apreensivas e com medo”, diz Gina Vieira. Acolher esses sentimentos é a palavra adequada, segundo a professora de psicologia Belinda Mandelbaum, da Universidade de São Paulo (USP). “Em um primeiro momento, é necessário escutar o que chegou até elas. Escutar os medos e as impressões. A partir dessa escuta, os adultos podem, de alguma maneira, contribuir para uma ampliação da compreensão da criança sobre aquilo que ocorreu”. Assim, os adultos devem ficar disponíveis para poder responder às perguntas das crianças, ouvir e pensar com ela sobre as questões que elas têm.Para a psicopedagoga Ana Paula Barbosa, que também é professora de psicologia e pesquisa o desenvolvimento infantil, é fundamental que os adultos não neguem às crianças a possibilidade de sentir e se emocionar. É preciso que as famílias estejam dispostas para essa conversa. “Elas vão perguntar: ‘mãe, o que está acontecendo?’, ‘morreram crianças?’" Não negue e não se afaste. Acolha a criança e pergunte em que espaço ela ouviu aquela informação. Então, traga a criança para perto. Perguntar o que ela está sentindo e explicar o que é o medo”, pondera a professora do Centro Universitário de Brasília. A professora recomenda que é possível explicar que o medo é um sentimento e que as famílias e as pessoas na escola estão trabalhando para cuidar da segurança dela.
O Ministério da Cidadania lançou a segunda etapa da Campanha de Prevenção ao Uso de Drogas. Com a mensagem “Você nunca será livre se escolher usar drogas”, as peças têm como foco jovens de 14 a 18 anos. A campanha alerta sobre as consequências para quem decide experimentar qualquer tipo de droga, mostrando aos jovens os prejuízos causados ao desenvolvimento, a perda de liberdade causada pelo vício e os riscos trazidos. O secretário nacional de Prevenção e Combate às Drogas, do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro Jr., destacou a importância dessas ações de conscientização, levando informações e alertas importantes principalmente para os mais jovens. “Essa campanha é muito importante por trazer uma série de inovações que atingem o público alvo. As ações em redes sociais, por exemplo, foram fundamentais para alcançarmos os jovens”. Cordeiro explicou que a segunda fase reforça o trabalho que já é realizado pelo Ministério da Cidadania. “Este segundo momento da campanha tem o objetivo de fortalecer ainda mais o debate em torno do tema e levar ainda mais longe o trabalho de prevenção e combate que vem sendo realizado pela pasta."
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta que a exposição às telas de computadores, celulares e tablets por crianças e adolescentes pode afetar o sono, a atenção, o aprendizado, o sistema hormonal (com risco de obesidade), a regulação do humor (com risco de depressão e ansiedade), o sistema osteoarticular, a audição, a visão. Também há riscos de exposição a grupos de comportamentos de risco e a contatos desconhecidos, com possibilidade de acesso a comportamentos de autoagressão, tentativas de suicídio e crimes de pedofilia e pornografia. A recomendação de exposição a mídias para crianças menores de dois anos é tempo zero, pois as evidências das pesquisas mostram que as interações sociais com os cuidadores são muito mais eficazes e estimulantes para o desenvolvimento da linguagem, da inteligência, da interação social e das habilidades motoras. Também proporcionam momentos de aprendizagem global, capacidade de resolução de problemas e habilidade de controle emocional, tornando a criança um adulto mais saudável e resiliente. Para crianças de 2 a 5 anos de idade, a recomendação é de 1 hora por dia de permanência, ao todo, à frente de televisões, celulares, tablets e videogames. Acima dessa idade é recomendável o tempo de até 2 horas. O acesso deve ser monitorado e permitido apenas ao que é liberado para cada idade, respeitando-se a classificação indicativa, além de evitar conteúdos de violência, sexual e de comportamentos inadequados. A SBP recomenda que as escolas e as famílias possam atuar em conjunto com as equipes de saúde no sentido de monitorar rigorosamente o tempo de exposição à tela em casa e na escola, de forma que a soma não ultrapasse o limite recomendado. Recomenda-se também programar os dispositivos para acesso apenas a conteúdo de alta qualidade com eficácia de aprendizagem demonstrada, discutido em equipe no planejamento pedagógico.
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de jovens, adolescentes e Idosos, ofertado através do Centro de Referência de Assistência Social-CRAS, iniciou as atividades de 2019, em Brumado. O Serviço de Convivência e fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um conjunto de serviços realizados em grupos, de acordo com o seu ciclo de vida, e que busca complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de situações de risco social.
Além da preocupação com a vida estudantil dos filhos, os pais também devem ficar atentos ao calendário nacional de vacinação, já que a maior parte das doses deve ser aplicada durante o período que vai do nascimento até a adolescência. Além disso, muitas das doenças que podem ser prevenidas por meio da imunização são contagiosas, o que aumenta a importância de redobrar os cuidados. No Brasil, todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são ofertadas de maneira gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em todo o País, mais de 36 mil salas de vacinação localizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão aptas a receber a população. A imunização é fundamental não somente para evitar a propagação de doenças que ainda acometem os brasileiros, mas também para impedir que doenças já erradicadas voltem a afetar a população. Ao todo, estão disponíveis vacinas para mais de 20 doenças – sendo a maioria voltada para crianças –, além de vacinas especiais para grupos em condições clínicas específicas, como portadores de HIV. Até os dez anos de idade, o calendário nacional de vacinação prevê imunização contra tuberculose, tétano, difteria, hepatite B, coqueluche, poliomielite, pneumonia, sarampo e rubéola, entre outras doenças. Ao todo, são 12 vacinas aplicadas em 25 doses. Na adolescência, a frequência de imunização diminui, mas é igualmente fundamental que os pais mantenham a caderneta em dia. Nessa etapa da vida, são aplicadas tanto vacinas que nunca foram administradas (como HPV e dupla adulto), como doses de reforço para vacinas aplicadas durante a infância (tríplice viral e hepatite B, por exemplo).