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Uma tragédia marcou o município de Maracás, no sudoeste da Bahia, após o naufrágio de uma canoa que resultou na morte de três integrantes de uma mesma família. O acidente aconteceu na quarta-feira (24), durante um passeio em uma barragem da cidade.
De acordo com as informações apuradas, a embarcação afundou enquanto transportava cinco pessoas. As circunstâncias iniciais apontam que o desequilíbrio da canoa pode ter ocorrido no momento em que um dos ocupantes se levantou para registrar uma fotografia, provocando o tombamento da embarcação.
As equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para realizar as buscas. O corpo de uma das vítimas foi localizado ainda no dia do acidente, enquanto os outros dois foram encontrados na quinta-feira (25), após a continuidade da operação de resgate.
A Polícia Civil identificou as vítimas como Ivete Bispo de Souza Caires, de 56 anos, Edivaldo dos Reis Caires, de 45, e Cledinaldo dos Reis Caires, de 48. Os corpos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Jequié, onde passaram por exames de necropsia. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os horários e locais dos sepultamentos.
Duas pessoas conseguiram sobreviver ao acidente. Entre elas está um menino de 7 anos, que foi retirado da água por uma das vítimas antes de ela desaparecer. A criança recebeu atendimento inicial e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Maracás, onde permaneceu sob cuidados médicos.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia dará início, entre os dias 19 e 25 de junho, à Operação São João 2026, uma das principais etapas da Operação Festejos Juninos 2026, que teve início em 1º de junho e seguirá até julho em todo o estado.
A ação integra o planejamento nacional da PRF para períodos de grande movimentação nas rodovias federais e tem como objetivo reduzir a violência no trânsito, prevenir sinistros graves e combater a criminalidade durante o ciclo junino, período marcado pelo intenso deslocamento de pessoas em direção aos municípios do interior baiano.
Os festejos juninos são uma das manifestações culturais mais importantes do Nordeste e provocam mudanças significativas na dinâmica das rodovias federais. Na Bahia, o fenômeno é ainda mais expressivo em razão da dimensão territorial do estado e da tradição de deslocamento de milhares de pessoas dos grandes centros urbanos para cidades do interior, onde acontecem algumas das maiores festas do país.
Diferentemente de outras regiões, os festejos juninos baianos não se concentram em apenas uma data ou localidade. Há municípios que iniciam suas comemorações no começo de junho, enquanto outros mantêm programações até julho, o que exige da PRF um planejamento operacional diferenciado e de longo alcance.
Fluxo intenso nas principais rodovias federais - A expectativa é de aumento expressivo no fluxo de veículos nas BRs 324, 101, 116 e 242, principais corredores utilizados pelos motoristas que seguem em direção aos festejos juninos em diversas regiões da Bahia.
Em clima de festas juninas e Copa do Mundo, a Hemoba celebra, neste ano, o Junho Vermelho com a campanha “O Jogo Mais Importante do Ano”, do projeto Hemocentro Unidos/Instituto Pró-Hemo, ao ritmo do forró. O objetivo é lembrar que, fora dos estádios, assim como no futebol, salvar vidas também depende de união, comprometimento e participação ativa. Cada doador de sangue é um jogador essencial nessa equipe que ajuda a salvar vidas. A campanha convida a população a vestir a camisa da solidariedade e entrar em campo doando sangue. As doações contribuirão para atender à demanda de hemocomponentes das unidades hospitalares do estado.
Na Hemoba, várias ações estão programadas na capital e no interior durante o Junho Vermelho, cujo ápice é o Dia Mundial do Doador de Sangue (14/06). Entre as atividades estão apresentações musicais dos forrozeiros Del Feliz (08/06) e Leo Estakazero (10/06), além do Coral Ecumênico da Bahia (13/06), participação de grupos de doadores, parcerias com empresas e publicações nas redes sociais.
Geralmente, em junho, há uma redução no volume de doações ocasionada por diversos fatores, como a maior incidência de infecções respiratórias em decorrência das ondas mais intensas de frio e chuva; o aumento das viagens por causa das férias escolares; e, no Nordeste, as celebrações das festas juninas. Além disso, cresce a demanda por transfusões de sangue devido ao maior número de acidentes nas estradas e ao elevado índice de casos de queimaduras ocasionados pelos fogos de artifício durante os festejos juninos.
Na BA-142, no município de Ituaçu, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), está concluindo a implantação da primeira área de escape em uma rodovia estadual. O equipamento é projetado para salvar vidas, oferecendo uma rota segura para caminhões e carretas que apresentem falhas mecânicas ou problemas nos freios durante descidas acentuadas.
Com a nova estrutura, os condutores ganham uma alternativa de segurança que pode evitar acidentes graves, especialmente em trechos onde já foram registrados diversos sinistros, inclusive com vítimas fatais. Em várias ocasiões, veículos pesados perderam o controle e chegaram a atingir residências na entrada da cidade.
Durante o primeiro mês após a suspensão do uso de radares móveis em rodovias federais, de 15 de agosto a 15 de setembro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 395 mortes nas rodovias federais. No mesmo período do ano passado, foram 488 óbitos, o que significa uma queda de 19%. Os acidentes graves também caíram no período analisado, de 1.561 em 2018 para 1552 em 2019. São considerados graves os acidentes com, pelo menos, uma vítima com ferimentos graves ou óbito. As ocorrências no total de feridos também apresenta queda, o número oscilou de 6.796 no ano passado, para 6.628 em 2019. Para o porta-voz da PRF, Tibério de Freitas, as diminuições se deram em função de um conjunto de ações: “Atualização da legislação de trânsito, planejamento das operações e fiscalizações para poder alcançar condutas em lugares onde a chance de acidentes é maior e tecnologia em rodovias e veículos. É um conjunto de fatores que vem sendo aprimorado”. Outros fatores que ajudaram na queda dos números foram as ações de educação no trânsito com pedestres, motoristas e ciclistas, com crianças e adolescentes nas escolas e profissionais nas empresas.