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As cinco vítimas do trágico acidente aéreo ocorrido em São Paulo na última quarta-feira (23) foram identificadas. Todos os ocupantes da aeronave eram funcionários da empresa baiana Abaeté Aviação e estavam a bordo em uma missão profissional. Entre eles, estavam o comandante, copiloto, médica, enfermeiro e mecânico. As vítimas são: Jefferson Rodrigues Ferreira, de 36 anos, comandante do voo e morador de Guanambi, na Bahia. Com 13 anos de experiência como piloto, Jefferson era casado e não tinha filhos. Dulcival da Conceição Santos, de 39 anos, copiloto, nascido em Sergipe e residente em Salvador. Dulcival era solteiro e sem filhos. Sylvia Rausch Barreto, de 31 anos, médica, natural de Pedra Azul (MG), mas criada em Salvador, onde se formou pela Unime. Além de atuar na área médica, era sócia de uma loja de eletrônicos. Era solteira. Joseilton Borges, de 53 anos, mecânico da aeronave, com 17 anos de experiência e dirigente do Sindicato dos Aeroviários da Bahia. Ele deixa esposa e duas filhas. Erisson Silva da Conceição Cerqueira, enfermeiro residente em Salvador, também solteiro e sem filhos. O Acidente - A aeronave, que partiu do Aeroporto Internacional de Florianópolis às 16h58 com destino ao Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, faria uma parada antes de seguir para Salvador. No entanto, em São Paulo, o avião colidiu com um morro e caiu em uma área de mata em Santa Branca, durante uma forte tempestade. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave perdeu contato com os radares às 18h39min, sendo localizada horas depois, por volta das 23h, pelos bombeiros que foram acionados para o resgate. As condições adversas, como chuva intensa e baixa visibilidade, dificultaram a chegada aos destroços e a localização das vítimas. Infelizmente, todas as pessoas a bordo foram encontradas sem vida.
As defensorias públicas dos estados do Paraná e de São Paulo estão trabalhando em conjunto e abriram procedimento administrativo para acompanhar as investigações sobre a queda da aeronave ATR-72, da Voepass Linhas Aéreas, que sexta-feira (9) fazia a rota Cascavel (PR) - Guarulhos (SP). O avião caiu no começo da tarde em Vinhedo, interior de São Paulo, e 58 passageiros e quatro tripulantes morreram. Diante da necessidade de coordenar as informações prestadas aos familiares das vítimas, as defensorias do Paraná e de São Paulo organizaram algumas perguntas e respostas que já estão sendo repassadas às famílias que chegam a São Paulo para acompanhar o trabalho de reconhecimento sob responsabilidade do Instituto Médico Legal ou procuram o centro de atendimento em Cascavel. As defensorias elencaram 13 questões que poderão contribuir para os familiares das vítimas, reafirmando que as pessoas devem ficar atentas a possíveis golpes e notícias falsas. Em caso de suspeitas, os familiares podem acionar o canal exclusivo de WhatsApp (41 9 9232-2977) criado pelas defensorias. As defensorias ressaltam, ainda, que as liberações dos corpos só poderão ser feitas das 9h às 17h. Não haverá liberação após esse horário. Em São Paulo, a defensoria oferece atendimento multidisciplinar no anfiteatro do Instituto Oscar Freire, da Faculdade de Medicina da USP, na rua Teodoro Sampaio, 115, ao lado do IML.