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A automedicação pode causar até 20 mil mortes por ano, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma). O risco real à saúde acendeu o alerta nas estudantes Ana Luiza Estrela e Amandah Pereira, do Colégio Estadual da Bahia (Central), localizado em Salvador. Orientadas pelas professoras Fernanda Brito e Valéria Oliveira, as meninas utilizaram caixas e bulas de remédios para criar um jogo educativo que chama atenção para a prática de se automedicar.
A ideia, colocada em prática no Clube de Ciências Orbitz, surgiu a partir da observação de dois problemas comuns, o descarte incorreto de medicamentos e a prática da automedicação entre os jovens. “A partir disso, pensamos em unir educação e sustentabilidade, utilizando materiais que normalmente seriam descartados, como caixas e bulas de remédios, para criar um jogo educativo”, conta Fernanda Brito.
Com o protótipo desenvolvido, o jogo passou por testes e ajustes até chegar na versão final. O objetivo, segundo suas criadoras, é conscientizar os jovens sobre os riscos da automedicação e ensinar a forma correta de descartar medicamentos. “O jogo funciona como um tabuleiro educativo, onde os participantes avançam por meio de desafios, perguntas e situações do cotidiano, aprendendo de forma dinâmica e interativa”, explicam Ana e Amandah.
A professora ressalta os diferenciais da ideia, como o uso de materiais recicláveis e o baixo custo de produção. Com novas etapas planejadas, a exemplo do aprimoramento do design e da ampliação dos testes com mais alunos, o jogo segue em desenvolvimento. “Pensamos futuramente em expandir o projeto, seja por meio de patente ou transformando em um produto educativo acessível para outras escolas, incentivando tanto a educação quanto a sustentabilidade”, diz Valéria Oliveira.
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