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O superintendente de Trânsito de Brumado, João Paulo, em entrevista ao Agora Sudoeste, explicou que na manhã desta segunda-feira (1º), através de um ofício encaminhado a Zadar, empresa que operacionaliza a zona azul no município, solicitou a suspensão do serviço da cobrança dos estacionamentos rotativos, pois não se trata de um serviço essencial. "Eu gostaria de esclarecer que ontem saiu uma extensão do decreto do governo do estadual prorrogando o não funcionamento dos serviços não essenciais. Como ontem não conseguimos manter contato com a empresa, hoje pela manhã enviei um ofício para empresa solicitando parar o sistema por não ser de serviço essencial".
Começa a funcionar, na próxima segunda-feira, 22/7, com cobrança de taxa, o sistema de estacionamento rotativo Zona Azul. Os motoristas que forem ao centro da cidade terão, a partir de agora, que pagar uma taxa de R$ 2 reais por uma hora e R$ 4 reais por duas para estacionar o veículo. Cada veículo poderá permanecer estacionado por até, no máximo, duas horas, permitindo a rotatividade no local. O sistema rotativo irá funcionar de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, de 8h às 13h. No domingo não funcionará. O sistema vinha funcionando apenas de forma educativa, sem cobrança de taxa. Consulte as regras ou para mais informações no link.
O diretor de relações institucionais da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Brumado, Orlando Gomes, em contato com o Agora Sudoeste, se manifestou após o Superintendente Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), André Cardoso afirmar que não haverá espaço reservado de estacionamento para os lojistas na zona azul. Para Gomes, é necessário flexibilidade do órgão quanto ao mapeamento das vagas e os valores cobrados. "Estamos tentando mobilizar a comunidade quanto a questão da zona azul, que vai impactar a economia local da forma que vem sendo distribuídas as vagas. Nós, comerciantes, estamos solicitando uma reavaliação do mapeamento e dos valores cobrados, que consideramos elevadíssimos. Serão cobrados R$ 2 reais por hora, e em Caetité, por exemplo, é R$ 1 a hora", ressaltou. Orlando Gomes citou ainda que durante reunião com os comerciantes para tratar sobre os detalhes da zona azul, o coordenador da SMTT, Jansen Ricardo, que presidiu a reunião, deixou claro que o projeto não poderia ser contestado. "Ele disse que o projeto de zona azul estava autorizado, relatou a forma como deveríamos seguir e que aquela reunião era só para demarcar os locais onde cada comerciante poderia necessitar para carga e descarga”, citou Gomes, acrescentando que admite ter ocorrido falha e demora dos comerciantes em atender os chamados da SMTT para discutir o assunto. "Houve uma falha nossa, como comerciantes, em não ter nos interessado por este assunto, na época em que eles nos procuraram, mas estamos nos posicionando no período da implantação, pois vivemos em um sistema democrático e a partir do momento que percebemos que há algo a se opor, isso deve ser observado. Não somos contra a zona azul, apenas queremos chegar a um consenso", finalizou Gomes.