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Testes clínicos realizados no Laboratório de Imunologia e Inflamação (Limi) da Universidade de Brasília (UnB) indicam que o ômega-3 – um ácido graxo normalmente encontrado em peixes que reduz o colesterol ruim no organismo – combate a inflamação dos neurônios causada pelo vírus Zika. A substância também auxilia na redução da carga viral nas células do sistema nervoso humano. De acordo com informações da Agência Brasil, o vírus Zika acarreta em complicações neurológicas, como encefalites, síndrome de Guillain Barré e microcefalia. Com a infecção do vírus Zika, as mitocôndrias das células nervosas, que capturam energia e funcionam como uma espécie de “pulmão celular”, são atacadas e sofrem estresse oxidante. O desfecho é a morte dos neurônios. “Quando o Zika infecta um neurônio, ele faz com que esse neurônio produza série de moléculas inflamatórias, citotóxicas e radicais livres que vão causar dano ao DNA”, descreve a coordenadora do Limi/UnB e professora do Depastamento de Biologia Celular, Kelly Magalhães. A Coordenadora do Laboratório de Imunologia e Inflamação da UnB (Limi/UnB), Kelly Magalhães, fala sobre a eficácia do uso de ômega-3 no combate a inflamação dos neurônios humanos e redução da carga viral do vírus Zika. A investigação sobre os efeitos do ômega-3 sobre na prevenção e tratamento aos efeitos do vírus Zika foi feita a partir de amostra do vírus isolado de um paciente infectado em Pernambuco no ano de 2015, quando houve surto da doença em alguns estados brasileiros. Pesquisadores da Universidade de Brasília também realizaram testes com camundongos, os resultados deverão ser divulgados ainda neste semestre. O Limi/UnB participa de rede internacional com laboratórios do Canadá, Escócia e Estados Unidos para pesquisar o vírus Zika.
A Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) divulgou boletim que apresenta os dados de 2019, até a Semana Epidemiológica, sobre as notificações da Dengue, Febre Chikunguya e doença aguda pelo vírus Zika. No boletim, foram apresentadas a classificação final dos casos, bem como o coeficiente de incidência, calculado utilizando-se o número de casos prováveis dividido pela população da área geográfica, e expresso por 100 mil habitantes. Em 2019, foram registrados em Brumado 87 casos de dengue, destes, 13 foram confirmados e 23 descartados. As localidades com maiores ocorrência de notificação foram os bairros: São Félix, Santa Tereza, Centro, São José, Nobre, Mercado, Flores e Lagoa Funda. Em relação a Febre Chikungunya foram registrados 06 casos, destes, 4 confirmados. Os locais com registro foram os bairros: Baraúnas, Centro e Maria José Viana. Doença aguda pelo vírus Zika foram registrados 03 casos, destes, 01 confirmado no bairro Santa Tereza. Para prevenção de novos casos, a secretaria vem realizando desde o acompanhamento e monitoramento dos casos notificados até campanhas de limpeza urbana para eliminação de depósitos em localidade com elevado índice de infestação, bem como palestras em escolas, associações rurais e urbanas, empresas e unidades básicas de saúde.