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A Polícia Civil da Bahia registrou 24 prisões durante a Operação Caminhos Seguros 2026, realizada entre os dias 5 e 18 de maio em 14 municípios baianos. As ações ocorreram de forma integrada e envolveram, no período, 598 policiais civis, com apoio de 158 viaturas empregadas nas diligências. A operação faz parte da mobilização nacional de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Durante a operação, também foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão, além da apreensão de 33 dispositivos eletrônicos contendo arquivos de material pornográfico infantojuvenil. Os equipamentos apreendidos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passam por perícia e extração de dados que podem contribuir para o avanço das investigações.
As equipes policiais também instauraram 56 inquéritos policiais, concluíram 54 procedimentos com autoria identificada e registraram 271 boletins de ocorrência relacionados à operação. Durante as diligências investigativas, 26 vítimas foram atendidas, 12 denúncias apuradas e 19 locais mapeados.
Além das medidas repressivas, a operação também desenvolveu ações preventivas e educativas em diferentes municípios baianos. Foram realizadas sete ações educativas e visitas a dez escolas, alcançando aproximadamente 3 mil pessoas.
De 2011 a 2024, em média, 64 meninas foram vítimas de violência sexual, por dia, no Brasil. Neste período, 308.077 mil meninas até os 17 anos de idade sofreram esse tipo de violência no país.
Se considerado somente o ano de 2024, foram registrados 45.435 casos, uma média de 3,78 mil notificações por mês.
Os dados analisados pelo Mapa Nacional da Violência de Gênero foram levantados diretamente do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e divulgados nesta segunda-feira (18) para marcar o Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
O Mapa Nacional da Violência de Gênero é uma parceria entre o Observatório da Mulher contra Violência (OMV) do Senado Federal; Instituto Natura e a Associação Gênero e Número.
Os números ainda não refletem a realidade brasileira, de acordo com a diretora executiva da associação Gênero e Número, Vitória Régia da Silva, porque a violência de gênero, incluindo a violência sexual, ainda é profundamente subnotificada.
Ela acrescenta que o país ainda enfrenta problemas relacionados à qualidade da informação, integração e padronização das bases de dados públicas.
No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, a Prefeitura Municipal de Barra da Estiva, por meio da Secretaria de Assistência Social, reforçou a importância da conscientização e da mobilização da sociedade na proteção da infância e adolescência. A campanha “Faça Bonito” chama a atenção para uma realidade que muitas vezes permanece silenciosa, escondida em situações que aparentam normalidade, mas que podem causar danos profundos às vítimas.
A gestão municipal destacou que o abuso infantil nem sempre envolve violência física, podendo ocorrer de maneira psicológica e emocional, o que exige atenção redobrada de pais, responsáveis, educadores e de toda a comunidade. A iniciativa busca fortalecer a rede de proteção e incentivar denúncias em casos de suspeita ou confirmação de violência sexual contra crianças e adolescentes.
A campanha também reforça que denunciar é um ato de cuidado e responsabilidade. As denúncias podem ser realizadas de forma anônima e gratuita por meio do Disque 100. A ação integra o movimento Maio Laranja, que promove debates, orientações e ações educativas em defesa dos direitos das crianças e adolescentes.
A Prefeitura de Barra da Estiva e a Secretaria de Assistência Social destacaram ainda que a união entre poder público e sociedade é fundamental para construir um ambiente mais seguro, baseado no respeito, na informação e na proteção das futuras gerações.
A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Sítio do Mato, cumpriu nesta quarta-feira (10), por volta das 10h30, um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal de Bom Jesus da Lapa. A operação foi conduzida pela equipe do Setor de Investigação (SI) da 24ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin).
De acordo com as investigações, a mulher presa é acusada de facilitar e permitir que sua filha fosse abusada sexualmente pelo padrasto. O caso, enquadrado como estupro de vulnerável, foi alvo de apuração detalhada pelo SI de Sítio do Mato.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de esclarecer todos os fatos e garantir a responsabilização dos envolvidos. Em nota, a instituição reafirmou seu compromisso com a segurança pública e o combate rigoroso a crimes de violência sexual e contra menores.