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Um homem de 33 anos foi preso neste domingo (2) no bairro Pedra do Descanso, em Feira de Santana, durante uma ação coordenada pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). A captura é resultado de investigações que apuram uma série de crimes de lesão corporal e estupro contra mulheres que atuavam como acompanhantes.
De acordo com as investigações, o suspeito contratava os serviços das vítimas e, ao final, se recusava a realizar o pagamento. Em seguida, passava a ameaçá-las e se identificar falsamente como policial civil, com o objetivo de intimidá-las e evitar denúncias.
Em um dos casos, o investigado atirou uma das vítimas de um veículo em movimento após ela se recusar a manter relação sexual. A mulher sofreu ferimentos graves e foi abandonada em via pública durante a madrugada. Em outro episódio, ele é acusado de agredir e violentar sexualmente outra mulher, repetindo a falsa alegação de ser investigador de polícia.
O trabalho de inteligência conduzido pela DEAM de Feira de Santana revelou que o homem possui um extenso histórico criminal, com registros por extorsão, ameaça, uso de documento falso, lesão corporal em contexto de violência doméstica, falsa identidade e porte ilegal de arma de fogo.
Na tarde de sexta-feira (10), equipes da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) e da Ronda Patrulha (RP), do 24º Batalhão de Polícia Militar, atenderam a uma série de ocorrências envolvendo violência contra uma mulher em Brumado.
De acordo com a PM, as primeiras diligências ocorreram na Rua Princesa Isabel, mas o suspeito não foi localizado. Novas informações levaram as guarnições até uma área rural, onde a vítima teria sido levada e agredida. Apesar das buscas, o homem não foi encontrado no local.
Momentos depois, o suspeito foi identificado em uma residência na Urbis II. Durante a tentativa de abordagem, ele teria disparado contra os policiais, que reagiram. O homem foi atingido, socorrido e levado ao Hospital Municipal de Brumado, mas não resistiu.
O Departamento de Polícia Técnica realizou a perícia, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso.
O Tribunal do Júri do caso Beatriz Pires foi marcado para o dia 16 de outubro, em Brumado, após decisão judicial de transferir o julgamento para fora de Barra da Estiva, cidade onde o crime ocorreu, para garantir segurança e isenção.
Beatriz, de 25 anos e grávida de seis meses, desapareceu em 11 de janeiro de 2023. A investigação apontou o então vereador Valdinei Caires como responsável pelo feminicídio e ocultação de cadáver. Imagens registraram a jovem entrando no carro do parlamentar, e exames encontraram manchas de sangue no veículo.
O Ministério Público sustenta que a gravidez revelaria a paternidade do bebê, o que poderia comprometer a carreira política de Valdinei. Ele nega o crime e afirma ser vítima de perseguição.
O caso, que mobilizou a região e segue sem a localização do corpo, será decidido por jurados em um dos julgamentos mais aguardados do interior baiano.
Na manhã da última quinta-feira (25), policiais militares do Pelotão de Tanhaçu, vinculado à 4ª Companhia do 24º Batalhão de Polícia Militar, prenderam em flagrante um homem acusado de descumprir medida protetiva e ameaçar sua ex-namorada, no município de Ituaçu.
Segundo a ocorrência, o acusado costumava frequentar os locais onde a vítima trabalhava como diarista, proferindo ameaças não apenas contra ela, mas também contra os patrões e moradores das residências em que prestava serviço. Diante dos fatos, ele foi encaminhado à Delegacia Territorial de Ituaçu, onde acabou autuado em flagrante pela autoridade policial.
A prisão ocorreu dentro de um intervalo de menos de 48 horas em que policiais militares da 4ª Companhia do 24º BPM também localizaram dois veículos com sinais de adulteração, reforçando a atuação ostensiva da unidade no combate à criminalidade na região.
O Ministério das Mulheres lançou nesta terça-feira (04) um novo serviço de atendimento às mulheres vítimas de violência. A partir de agora, as mulheres podem entrar em contato com a central de atendimento pelo WhatsApp, por meio do número (61) 9610-0180 ou pelo link https://wa.me/556196100180?text=oi. A atendente virtual, chamada Pagu, oferecerá diversas opções de ajuda. Caso necessário, uma atendente da central pode ser acionada a qualquer momento. É importante ressaltar que a equipe da central é composta somente por mulheres desde março. Até então, o atendimento sobre violência contra mulheres era feito pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, por meio do Disque 100. Com a separação dos serviços, o ministério poderá coletar dados acerca de violência contra a mulher por meio do WhatsApp, que serão usados na formulação de políticas públicas. Para marcar o lançamento do serviço, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, visitou a Central de Atendimento, ao lado da primeira-dama Janja Lula da Silva e do ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida. O Ligue 180 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, de qualquer lugar do país, tanto por telefone quanto pelo WhatsApp.
A Rede de Observatórios da Segurança lançou nesta segunda-feira (06) o boletim Elas vivem: dados que não se calam, que revela um aumento de 13% nos casos de violência contra a mulher em 2022 em comparação com o ano anterior. Foram registrados 2.423 casos de violência em sete estados brasileiros, sendo 495 deles feminicídios. A Bahiamostrou um aumento significativo de 58% nos casos de violência, com pelo menos um caso por dia, e lidera o feminicídio na região Nordeste, com 91 ocorrências. O Maranhão é o segundo estado da região com mais casos de agressões e tentativas de feminicídio, enquanto Pernambuco lidera em violência contra a mulher. O estado do Ceará deixou de liderar nos números de transfeminicídio, mas teve um aumento nos casos de violência sexual. Já o Piauí registrou 48 casos de feminicídio. Os dados foram coletados a partir do monitoramento diário do que circula nos meios de comunicação e nas redes sociais sobre violência e segurança. As informações são consolidadas pela rede em um banco de dados que permite uma análise mais precisa sobre o cenário da violência contra a mulher nos estados monitorados. A divulgação desses dados reforça a importância de se discutir e enfrentar a violência contra a mulher, promovendo ações e políticas públicas que garantam a proteção e o direito das mulheres à vida e à integridade física e psicológica.
O Plenário aprovou nesta terça-feira (14) proposta que altera a Lei Maria da Penha para autorizar delegados e policiais a decidirem, em caráter emergencial, sobre medidas protetivas para atender mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado João Campos (PRB-GO), ao Projeto de Lei 6433/13 e apensados. O projeto segue para análise do Senado Federal. Pela proposta, verificada a existência de risco à vida ou à integridade física da mulher ou de seus dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida por: juiz de direito; delegado de polícia, quando o município não for sede de comarca; ou policial, quando o município não for sede de comarca e não houver delegacia disponível no momento da denúncia. Nos casos em que as medidas protetivas forem decididas por delegado ou policial, o juiz deverá ser comunicado no prazo máximo de 24 horas e decidirá em igual prazo sobre a manutenção ou a revisão da medida, comunicando sua decisão ao Ministério Público.