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Na manhã desta segunda-feira (02), o Corpo de Bombeiros localizou uma ossada com aproximadamente 40 segmentos na área de buscas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. O fato acontece três anos e três meses depois da tragédia. De acordo com informações do G1, os militares encontraram um segmento corpóreo em um espaço denominado "Esperança 1". Depois, foi feita uma busca especializada, que resultou na localização da ossada. "Em meio à atuação de maquinário, foi identificado um segmento. Então, todos os esforços foram destinados para esse local, encontrando uma ossada com aproximadamente 40 segmentos. Daremos continuidade aos trabalhos nos próximos dias buscando novos encontros", afirmou o tenente Sandro Aloísio Matilde Júnior, do Corpo de Bombeiros.
As chuvas das primeiras semanas de 2022 em Minas Gerais têm colocado a mineração em alerta, ao mesmo tempo em que moradores de áreas próximas às minas e às barragens voltam a temer a repetição de tragédias como a de Brumadinho (MG). O episódio que tirou a vida de 270 pessoas completa exatos três anos nesta terça-feira (25). De lá para cá, o setor e o poder público anunciaram medidas que prometiam trazer maior segurança à população. No entanto, um dossiê divulgado na semana passada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) mostra que o cenário atual segue oferecendo preocupações. Constatou-se que 18 das 31 estruturas de mineração em situação de emergência no estado precisam de medidas emergenciais. O relatório é fruto de uma parceria com a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), órgão ambiental vinculado ao governo mineiro. Foram reunidas informações como a pluviosidade média que incidiu em cada barragem, a existência ou não de plano para o período chuvoso, a avaliação da performance do sistema de drenagem, as referências a anomalias e patologias registradas, além de ações planejadas de manutenção e monitoramento. O levantamento, considerado preventivo, foi anunciado como uma resposta aos últimos acontecimentos em meio às chuvas torrenciais. Em algumas localidades, foram registrados mais de 200 milímetros em apenas dois dias. Segundo o MPMG, as mineradoras tiveram um prazo de cinco dias para apresentar documentos e prestar esclarecimentos. Expostas ao alto volume pluviométrico, as 18 estruturas precisarão de algum tipo de intervenção específica para prevenir novas intercorrências.
Mais uma vítima do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) foi identificada pelo Instituto Médico Legal (IML) vinculado à Polícia Civil de Minas Gerais. Trata-se da técnica de enfermagem Angelita Cristiane Freitas de Assis. Funcionária da mineradora, ela perdeu sua vida aos 37 anos, deixando o marido e dois filhos. O desastre ocorreu em janeiro de 2019 e, além da gerar impactos ambientais e socioeconômicos em diversas cidades, causou 270 mortes. Passados mais de dois anos e oito meses, ainda faltam encontrar corpos de oito vítimas. Os bombeiros prosseguem com as buscas. Os restos mortais de Angelita foram encontrados no dia 5 de agosto. O processo de identificação, concluído ontem (6), foi conduzido pelo setor de Antropologia Forense do IML. Devido ao tempo que se passou desde a tragédia, as condições em que os corpos são encontradas nem sempre possibilitam um processo de reconhecimento célere. Segundo nota divulgada pela Polícia Civil, foram realizadas inúmeras repetições do exame de DNA e contraprovas para se obter um laudo conclusivo. "Os procedimentos para a identificação envolveram três fases principais: a perícia no local do encontro do segmento; as análises no IML, para estimativa da idade, sexo e ancestralidade da vítima; e, por fim, os exames de DNA, conduzidos pela equipe do Instituto de Criminalística", acrescenta o texto.
A Vale divulgou na terça-feira (28) um comunicado informando que suas análises mais recentes apontam que há grande probabilidade de que não ocorra ruptura da Barragem Sul Superior, na Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais. A mineradora também assegura ter adotado todas as medidas preventivas para qualquer cenário e que mantém um monitoramento da situação 24 horas por dia. Há cerca de duas semanas, a ocorrência de uma movimentação preocupante no talude de uma cava da Mina de Gongo Soco foi tornada pública tanto pela Vale e como pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A cava fica a 1,5 quilômetro da Barragem Sul Superior. O receio é de que o desprendimento do talude, dado como certo, funcione como um gatilho para o rompimento da barragem. No entanto, a mineradora disse ter agora mais elementos de análise do comportamento da estrutura. Segundo a Vale, os novos estudos apontam que a tendência é de que parte do talude deslize para dentro da cava sem maiores consequências. "Esta hipótese diminui a possibilidade de impacto na barragem Sul Superior", informa em nota.
Subiu para 160 o total de óbitos identificados após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). De acordo com balanço divulgado hoje (11), pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, nove mortos ainda não foram identificados e 160 pessoas seguem desaparecidas – entre funcionários da Vale, terceirizados que prestavam serviços à mineradora e membros da comunidade. No 18º dia de buscas, as operações contam com um efetivo de 376 homens, incluindo 158 militares de Minas Gerais, 132 de outros estados e 63 da Força Nacional. Há também 22 voluntários que auxiliam as equipes. A tragédia deixou ainda 138 pessoas desabrigadas. Os bombeiros continuam as buscas por vítimas na região de Brumadinho, onde a barragem da mineradora Vale, se rompeu, no dia 25 de janeiro, e um mar de lama atingiu casas, uma pousada, o refeitório da empre e outros locais, deixando mortos e desaparecidos.
Um vídeo obtido com exclusividade pelo Portal R7 nesta quarta-feira (30) mostra o momento exato do rompimento da barragem em Brumadinho na última sexta-feira (25). (Veja o vídeo)
Após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho (MG), o Instituto Inhotim informou que, por segurança, está evacuando o museu. “Aguardamos informações oficiais sobre o rompimento da barragem”, informou o instituto, por meio de seu perfil na rede social Twitter. Com 14 hectares de visitação, o parque, localizado no próprio município de Brumadinho, conta com um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do país, além de uma coleção de espécies raras de todos os continentes. A barragem de rejeitos da mineradora Vale na Mina do Feijão se rompeu no início da tarde de hoje (25). As primeiras informações indicam que os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco. “Ainda não há confirmação se há feridos no local. A Vale acionou o Corpo de Bombeiros e ativou o seu Plano de Atendimento a Emergências para Barragens”, informou a mineradora.