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Menos de 300 mil baianos atenderam ao chamado e compareceram aos postos de vacinação para tomar a vacina bivalente contra a Covid-19. O número aponta que menos de 30% das mais de um milhão de doses disponibilizadas no estado desde fevereiro foram aplicadas. Coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Vânia Rebouças atribui a baixa adesão popular a falsa sensação de segurança dos baianos em relação a doença que já matou mais de 31 mil pessoas no estado. “Estamos com essa baixa adesão. Já distribuímos mais de um milhão de doses da bivalente aqui no estado e, até o momento, menos de 300 mil se vacinaram. Atribuímos isso a falsa sensação de proteção, o que é um equívoco. É de extrema importância que as pessoas que compõem o público desta etapa compareçam aos locais de vacinação”, explica Rebouças. A vacina bivalente, neste momento, é destinada ao público de 60 anos ou mais, pessoas vivendo em instituições de longa permanência a partir de 12 anos (ILP e RI) e seus trabalhadores, pessoas imunocomprometidas a partir de 12 anos de idade, indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos de idade), gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos de idade), população privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas, além de funcionários do sistema de privação de liberdade. As vacinas, segundo a coordenadora, têm a validade de 10 semanas depois de retirada dos ultra freezers. “Essa vacinação vem acontecendo de forma muito lenta nos municípios baianos e não queremos perder doses”, completa. A Secretaria da Saúde do Estado segue em contato com os municípios e realizando campanhas educativas com o intuito de sensibilizar a população e alavancar os índices vacinais na Bahia.
A cidade de Brumado, na Bahia, já iniciou a aplicação da dose de reforço da vacina contra a COVID-19 para grupos prioritários. A novidade é a aplicação da dose bivalente, que é indicada para aqueles que já tomaram duas doses de vacinas monovalentes contra o coronavírus. A vacinação da dose de reforço é importante para garantir a proteção contra a doença, especialmente diante da ameaça de novas variantes. Os grupos prioritários que já podem receber a dose bivalente são idosos a partir de 60 anos, profissionais de saúde, pessoas com comorbidades e imunossuprimidos. Os interessados em receber a dose de reforço devem procurar uma unidade básica de saúde mais próxima e completar o seu esquema vacinal. É importante que as pessoas fiquem atentas aos prazos estabelecidos para a aplicação da dose de reforço e sigam as orientações dos profissionais de saúde. A vacinação é a principal medida de prevenção contra a COVID-19 e é fundamental que todos os cidadãos se imunizem para proteger a si mesmos e a população em geral.
O Ministério da Saúde pretende começar a aplicar as doses de reforço com a vacina bivalente para imunização contra a covid-19 a partir do dia 27 de fevereiro. Essas vacinas aumentam a imunidade contra o vírus da cepa original, bem como da variante Ômicron. O anúncio foi feito hoje (26) durante a primeira reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, na Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Na primeira fase, a campanha terá foco em pessoas com idade acima de 70 anos, imunocomprometidos e moradores de comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. Na sequência (Fase 2, com data ainda a ser definida), a campanha será voltada a pessoas com idade entre 60 e 69 anos. Gestantes e puérperas serão o foco da Fase 3; e profissionais de saúde serão o foco da quarta fase da campanha.