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A deputada federal Roberta Roma (PL-BA) voltou a ser hospitalizada em Salvador nesta quinta-feira (15), após apresentar dores no peito pela segunda vez em pouco mais de duas semanas. Segundo informações divulgadas pela assessoria da parlamentar, ela passou por novos exames para investigar os sintomas.
Entre os procedimentos realizados está um cateterismo cardíaco. De acordo com a equipe da deputada, os resultados descartaram a ocorrência de um novo infarto. A avaliação médica identificou um quadro de vasoespasmo coronariano, condição caracterizada pela contração temporária das artérias que levam sangue ao coração.
Em comunicado, a assessoria informou que o dispositivo implantado anteriormente permanece funcionando normalmente. Ainda conforme a nota, o procedimento realizado apresentou o resultado esperado, e Roberta Roma está sem sintomas e clinicamente estável.
Apesar da evolução relatada, a parlamentar continuará internada para observação e tratamento clínico. A previsão informada pela equipe é de que ela receba alta nas próximas 48 horas, quando deverá prosseguir com o acompanhamento médico ambulatorial. Durante a internação, ela está acompanhada do marido, João Roma, além de receber apoio de familiares e amigos.
Esta é a segunda internação da deputada em pouco mais de 15 dias. No episódio anterior, ocorrido às vésperas das eleições, Roberta Roma permaneceu quatro dias no hospital após sofrer um infarto. Ela passou três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferida para um quarto um dia antes de receber alta, em 30 de setembro.
O impacto financeiro dos acidentes envolvendo motocicletas na rede hospitalar da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia atingiu grandes cifras nos últimos anos, representando um desafio crescente para a gestão estadual. Segundo um levantamento feito, as internações decorrentes destas ocorrências custaram cerca de R$148,6 milhões em 2025. No ano de 2024, esse custo chegou a R$138 milhões, enquanto que em 2023, foram R$115,8 milhões.
Nestes últimos três anos, a região Centro-Leste, que engloba municípios como Feira de Santana, Serrinha e Itaberaba e concentra 15% da população baiana, foi a que apresentou o maior gasto. Em 2025, foram R$45,7 milhões, representando cerca de 30,7% do custo total do estado. A região Leste, onde está Salvador e região metropolitana e tem 30% dos habitantes da Bahia, em 2025, o valor chegou a R$36,9 milhões, 24,8% do total.
O custo médio de internação por paciente foi estimado em R$ 10.664,79, valor que engloba toda a linha assistencial, desde o atendimento de urgência e emergência no pronto-socorro até os procedimentos em centro cirúrgico e permanência em leitos. O levantamento apontou que o tempo médio de internação é de sete dias. Pacientes mais graves que necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o tempo médio de permanência aumenta para 15 dias.
No perfil epidemiológico observado, verificou-se predominância do sexo masculino entre os pacientes internados, correspondendo a aproximadamente 81% dos casos, enquanto o sexo feminino representou cerca de 19%.