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Cerca de 700 mil romeiros e peregrinos de todo o país participaram da Romaria de Bom Jesus da Lapa, na zona turística Caminhos do Oeste, que teve seu ponto alto, na quarta-feira (6), em 10 dias de celebrações dos 334 anos da devoção. Alvorada de fogos de artifício, missa solene e procissão marcaram o encerramento da programação. A Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA) participou do evento, com palestras, apresentações culturais e uma exposição sobre o roteiro turístico religioso da região, na Biblioteca Leonor Magalhães Cezar. A pasta também realizou a pesquisa sobre o perfil dos turistas que participam da romaria e sua avaliação dos serviços na cidade. “O incentivo ao turismo religioso católico é uma das prioridades do Governo do Estado, devido à vocação natural que a Bahia tem no segmento, por abrigar grandiosas manifestações da fé, como acontece aqui em Bom Jesus da Lapa”, disse a assessora-técnica da Setur-BA, Ilnah Oliveira. “O governo baiano é um grande parceiro das celebrações na Lapa, contribuindo para a atração de mais turistas e a perpetuação da tradição da romaria”, ressaltou o promotor cultural João Paulo Lélis, que coordenou a exposição. O grande fluxo de visitantes resulta em geração de vagas de emprego e injeção de recursos na economia do município, como na rede hoteleira, que registrou 100% de ocupação neste período do ano. “Temos três hotéis, que são mantidos pelos romeiros. São 300 leitos e todos estão ocupados. Já temos clientes fixos, que fazem reserva de um ano para o outro”, comemorou a hoteleira Juliana de Castro. São fiéis como Zildo Lopes, 57 anos, que percorreu mais de 400 quilômetros de moto, da cidade mineira de Taiobeiras até Bom Jesus da Lapa. “Esta cidade é abençoada. Aqui, podemos rezar, demonstrar nossa devoção e ainda aproveitar os atrativos turísticos da região. Na primeira excursão, éramos apenas três. Hoje, somos 100 motorromeiros vindos de Minas Gerais”, relatou.
O mês de agosto é o auge do turismo religioso no estado, com a celebração a Irmã Dulce e também a maior romaria do município de Bom Jesus da Lapa, que, somente neste mês, deve receber mais de 600 mil visitantes, e um total de mais de dois milhões de romeiros durante todo o ano. A Setur-BA estima em cinco milhões o número de pessoas que viajam por todo o estado em busca de experiências de fé, injetando na economia baiana mais de R$ 6 bilhões. Este domingo (13), foi mais um dia de festa para o turismo religioso da Bahia, com as celebrações a santa Dulce dos Pobres. Depois de 13 dias de programação, a freira baiana, canonizada em 2019, recebeu as homenagens e demonstrações de fé de baianos e turistas. Show do padre Antônio Maria, missa campal celebrada pelo arcebispo de Salvador, dom Sérgio da Rocha, procissão até a basílica do Senhor do Bonfim e apresentação do forrozeiro Waldonys encerraram o ciclo das comemorações, realizadas com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA).
De acordo com o titular da pasta, Maurício Bacelar, as comemorações de santa Dulce dos Pobres soma-se ao rico patrimônio católico da Bahia, que tem grande visibilidade e potencial para atrair visitantes. “Ela está em lugar de destaque, ao lado do Senhor do Bonfim, de Nossa Senhora da Conceição da Praia, do Senhor Bom Jesus da Lapa, de Nossa Senhora das Candeias e de tantas outras demonstrações de religiosidade, que incrementam o fluxo turístico do estado”, disse. O complexo das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), no Largo de Roma, em Salvador, criado pela própria Irmã Dulce, é um dos destaques do turismo religioso no estado. É formado por hospital filantrópico, santuário, memorial (que guarda relíquias e conta a trajetória da freira), loja de suvenires e cafeteria. Somente no primeiro semestre de 2023, a Osid foi visitada por quase 300 mil pessoas.