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A primeira-dama de Brumado, Abiara Dias, destacou a importância da implantação do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) durante visita técnica realizada nesta quinta-feira (02), acompanhando o início das obras do equipamento no município.
Durante entrevista ao Agora Sudoeste, Abiara ressaltou o momento de crescimento vivido pela cidade, com a chegada de novos investimentos e obras estruturantes viabilizadas por meio de parcerias institucionais. “É um prazer estar aqui falando da quantidade de obras que Brumado tem recebido. Desde já, quero agradecer ao governador Jerônimo Rodrigues e ao presidente Lula, pelas obras do PAC que têm sido muito importantes para a interiorização e para o nosso município”, afirmou.
A primeira-dama também chamou atenção para o impacto social do CAPS AD, especialmente no atendimento a pessoas que enfrentam a dependência de álcool e outras drogas. Segundo ela, o equipamento surge como uma resposta a uma realidade enfrentada por muitas famílias.
“Eu me sensibilizo muito, principalmente com as mães. A gente vê muitas indo atrás de seus filhos que enfrentam o vício em drogas, e também mães idosas cuidando de filhos dependentes de álcool. Muitas vezes, essas pessoas se tornam invisíveis para a sociedade, e acabamos deixando de estender a mão”, declarou.
Abiara reforçou que o novo equipamento terá papel fundamental na oferta de cuidado, orientação e tratamento, contribuindo para a recuperação dos pacientes e apoio às famílias. “Com o CAPS AD, estamos trazendo cuidado e um olhar mais atento para essas pessoas, porque isso é uma doença e precisa ser tratada. Esse espaço vem justamente para oferecer suporte, informação e acompanhamento adequado”, completou.
O Ministério da Saúde habilitou mais 632 leitos de UTI em quatro estados do País: Amazonas, Alagoas, Pernambuco e Santa Catarina. Ao todo, desde o mês de abril, já são 2.644 leitos de UTI habilitados em 91 municípios de 21 estados e Distrito Federal. Os leitos são destinados a atender exclusivamente pacientes graves ou críticos de coronavírus. Das novas habilitações, 184 leitos são para o estado do Amazonas, 27 para Alagoas, 246 para Pernambuco e 175 para Santa Catarina. São 599 leitos de UTI adulto, e 33, pediátricos. Cada um destes leitos vai receber do Ministério da Saúde R$ 1,6 mil por dia, para custeio de manutenção e de profissionais de saúde. Para financiar os leitos, o Ministério da Saúde está investindo R$ 382,7 milhões. As Unidades da Federação contempladas até o momento são: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Outras habilitações para todo o Brasil já estão em análise pela pasta. O pedido de habilitação para o custeio dos leitos para Covid-19 é feito pelas secretarias estaduais ou municipais de saúde, que garantem a estrutura necessária para o funcionamento dos leitos. O Ministério da Saúde, por sua vez, garante o repasse de recursos destinados à manutenção dos serviços.
Atualmente, 55,7% da população adulta do Brasil está com excesso de peso e 19,8% está obesa, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018. O Ministério da Saúde alerta para a necessidade da adoção de hábitos saudáveis para evitar o excesso de peso e as doenças desencadeadas pela obesidade. Dados do Vigitel mostram ainda que 7,7% da população adulta apresenta diabetes e 24,7%, hipertensão – doenças que podem estar relacionadas à obesidade. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2013, indica que, dentre os adultos com diabetes, 75,2% têm excesso de peso e, entre os adultos com hipertensão, 74,4% têm excesso de peso. Por isso, é importante ter hábitos saudáveis de alimentação para manter o peso adequado e doenças que podem ser prevenidas. No Sistema Único de Saúde (SUS), é na Atenção Primária que as pessoas encontram o suporte profissional necessário para orientações nutricionais de prevenção, controle do ganho de peso e manutenção do peso adequado. Nas Unidades de Saúde da Família (USF), as pessoas propensas a desenvolver obesidade são identificadas e monitoradas para atuação de forma precoce no quadro de ganho de peso excessivo e acompanhamento das enfermidades que podem surgir. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) mostram que, dentre os indivíduos adultos acompanhados na Atenção Primária no Brasil, 27,3% apresentaram obesidade, em 2018.
A população não precisa mais sair de casa para saber se a unidade de saúde mais próxima de sua casa tem ou não o tratamento para as hepatites B e C, ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde acaba de disponibilizar na internet um painel informativo com todas as informações sobre a doença e o tratamento. Nele, é possível acessar o quantitativo de medicamentos distribuídos aos estados, além do número atualizado de pessoas em tratamento no Brasil. A iniciativa faz parte das estratégias do Programa Nacional para a Prevenção e Controle das Hepatites Virais. No Painel, é possível acompanhar o número de tratamentos no Brasil. Em 2019, por exemplo, 37 mil pessoas estavam em tratamento contra a hepatite B e quase 36 mil foram tratadas para hepatite C. As informações do painel de Hepatites Virais serão atualizadas trimestralmente e, passarão por constantes aprimoramentos durante o ano de 2020. No ano passado, o SUS distribuiu aproximadamente 13 milhões de doses de medicamentos usados no tratamento da hepatite B e mais de 12 milhões para hepatite C. Entre eles estão: alfapeginterferona, entecavir, lamivudina, tenofovir, sofosbuvir, daclatasvir, ledipasvir/sofosbuvir, velpatasvir/sofosbuvir, glevaprevir/pibrentasvir, ribavirina, entre outros. Na última década, houve redução de 7% no número de casos de notificados da doença no País. Em 2018, foram registrados 42.383 casos de hepatites virais no Brasil. Em 2008, o número foi de 45.410 casos. Os dados são do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019, que apontou, ainda, queda de 9% no número de óbitos, saindo de 2.362 em 2007 para 2.156 em 2017. Para ter acesso as informações acesse http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/hv/o-que-sao-hepatites/tratamento-para-hepatites-virais .
Uma pesquisa de cardiologistas, coordenada pelo Hospital Israelita Albert Einstein em parceria com o Instituto do Coração (InCor) e mais 41 instituições médicas, testa o uso de vacinas da gripe como um importante aliado no tratamento emergencial de pacientes com quadro de infarto agudo. O estudo avalia o impacto da aplicação de duas doses no momento em que o paciente é diagnosticado com o problema. Para as análises, foram escaladas 9 000 pessoas com o problema cardíaco na faixa etária dos 60 aos 65 anos. As primeiras conclusões do trabalho — que levará em conta tanto a recuperação quanto os riscos de reincidência de um novo infarto — devem ser publicadas em dezembro do ano que vem. Até lá, os participantes passam por exames clínicos de sangue e de imagem para acompanhamento da evolução do quadro de saúde. “Se nossa hipótese for confirmada, o atual protocolo médico utilizado para o atendimento de pacientes infartados pode sofrer mudanças “, diz Otávio Berwanger, cardiologista e diretor executivo da área de pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein. Todas as etapas do estudo são realizadas em parceria com Ministério da Saúde por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). A pesquisa surge amparada em diretrizes médicas nacionais e internacionais que recomendam a imunização anual contra o vírus Influenza em todos os pacientes considerados de alto risco, o que inclui homens e mulheres com infarto. A relação entre os dois se dá em um processo anterior ao entupimento das artérias. “Antes de tudo, há uma inflamação, que é um dos gatilhos para que as placas de gordura se formem e se rompam”, explica Roberto Kalil Filho, presidente do InCor. “Isso facilita o desenvolvimento de coágulos com consequente obstrução dos vasos, acarretando o infarto”. Quando o paciente toma a vacina, melhora a imunidade, diminui os riscos de infecção respiratórias e ajuda a evitar as alterações vasculares que trazem o desenvolvimento do infarto. Enquanto a pesquisa não revela suas primeiras conclusões, a orientação dos profissionais aos pacientes é que sigam tomando doses recomendadas durante as campanhas de vacinação.
Pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR) agora poderão encontrar no Sistema Único de Saúde (SUS) tratamento que apresenta maiores benefícios e menos efeitos adversos comparados aos demais já disponibilizados para a doença. O fumarato de dimetila agora será a primeira opção de linha de tratamento para esses pacientes. A medida entrará em vigor em até 180 dias, a contar da data de publicação da Portaria nº 65/2019. O medicamento já fazia parte do tratamento para a doença no Sistema Único de Saúde (SUS), mas como segunda opção terapêutica. Anteriormente, era indicado para os casos que não apresentassem a melhor resposta ou que apresentassem falha a qualquer medicamento da primeira linha de tratamento. Contudo, estudos avaliados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) comprovaram segurança, benefício e custo-benefício do medicamento para o tratamento, também, como primeira linha. Em termos de custo-efetividade e de impacto orçamentário, há expectativa de possível economia de recursos com a utilização do fumarato de dimetila em primeira linha terapêutica. Estima-se economia progressiva de até R$ 6,2 milhões nos primeiros cinco anos da incorporação. Estima-se que haja cerca de 2,3 milhões de pessoas vivendo com esclerose múltipla no mundo. No Brasil, sua prevalência pode variar de 1,36 a 27,7 casos por 100 mil habitantes, de acordo com a região. Em 2018, foram investidos mais de R$ 279 milhões para aquisição de medicamentos para tratamento da doença no SUS, atendendo 15.689 usuários.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a dependência química é uma doença crônica, que geralmente atinge indivíduos que fazem uso constante de determinadas drogas. Além de um transtorno mental, este é um problema social que afeta a vida psíquica, emocional e física das pessoas. Desta forma, o combate às drogas demanda uma solução multidisciplinar, desde a prevenção até a reinserção do dependente químico na sociedade. A nova Política Sobre Drogas lançada em junho pelo Governo Federal está sendo implementada em conjunto pelos ministérios da Cidadania, da Saúde, da Justiça e Segurança Pública, dos Direitos Humanos, da Família e Mulher. A nova política prevê um endurecimento no combate ao tráfico e a ampliação do tratamento aos dependentes. Ao participar de fórum sobre o tema em Blumenau (SC) nesta semana, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que o País enfrenta uma epidemia de consumo de drogas e que é preciso levar informação e conscientizar a sociedade sobre isso. Segundo ele, não houve, nos últimos governos, uma política pública consistente para o enfrentamento do problema. A atuação do governo teria ficado restrita apenas à redução de danos, deixando de lado o tratamento e o apoio à abstinência. Cabe ao Ministério da Cidadania, as campanhas de informação e prevenção às drogas, além da promoção do tratamento e o acolhimento dos dependentes químicos. Ao todo, a pasta financia cerca de onze mil vagas em comunidades terapêuticas - quantidade quatro vezes maior do que a do ano anterior. Para essas vagas, está previsto um investimento neste ano de mais de R$ 153 milhões.
Para chamar atenção à condição que atinge cerca de 13 milhões de brasileiros, o governo federal criou o Dia Nacional de Doenças Raras, celebrado pela primeira vez no País nesta quinta-feira (28). Apesar de não haver dados precisos de registros dessas enfermidades, calcula-se que existam entre 6 e 8 mil patologias consideradas raras em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Diante de um número tão elevado, conscientizar a população é uma tarefa fundamental para que essa condição seja identificada e tratada de maneira adequada. Confira abaixo o que caracteriza uma doença rara, quais são as principais causas e como é realizado o tratamento na rede pública de Saúde. As doenças raras apresentam sintomas variados. Por isso, muitas vezes elas podem ser confundidas com enfermidades comuns, o que aumenta a dificuldade de diagnóstico. Ainda assim, existem causas mais frequentes. Fatores genéticos e hereditários são responsáveis por 80% das doenças consideradas raras. O restante está relacionado a fatores ambientais, infecciosos e imunológicos. De forma geral, essas patologias são crônicas, progressivas e degenerativas, podendo levar à morte. Não existe cura para essas doenças. Por isso, o tratamento é focado no acompanhamento do paciente e na busca por retardar o aparecimento de sintomas e reduzir as chances de complicações ou de evolução do quadro. A raridade de uma enfermidade é definida de acordo com o número proporcional de pessoas acometidas. Segundo a OMS, doença rara é aquela que atinge 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos.No Brasil, os pacientes têm à disposição acompanhamento totalmente gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS). O atendimento é feito, prioritariamente, nas unidades de atenção básica. Se o diagnóstico indicar a necessidade de um tratamento mais intenso, o paciente é encaminhado a uma unidade de média ou alta complexidade.
Cerca de 585 mil pessoas que vivem com o vírus HIV no Brasil realizam a terapia antirretroviral em unidades da rede pública de saúde. Esses pacientes encontram nesses locais uma realidade bem diferente daquela enfrentada na década de 1980, quando começaram a surgir os casos da doença no Brasil. Embora a primeira manifestação da Aids em um brasileiro tenha sido confirmada em 1982, apenas em 1987 o medicamento AZT começou a ser utilizado pelos pacientes porque ajudava a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. O remédio, que inicialmente havia sido criado para combater células cancerígenas, se tornou o principal aliado dos soropositivos. No entanto, as altas doses recomendadas causavam muitos efeitos colaterais. “De 1987 até 1995, a gente fazia o tratamento baseado em uma única droga [o AZT]. Isso não foi suficiente para reduzir a mortalidade por Aids. O medicamento prolongava a vida dos pacientes, mas infelizmente não conseguia controlar o vírus”, explica Roberta Schiavon, membro do Comitê de HIV/Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Foi só em 1996, com o Sistema Único de Saúde (SUS) já consolidado, que o Brasil estabeleceu de vez o chamado coquetel, que reúne três tipos de medicamentos. No mesmo ano, a Lei 9.313 determinou a distribuição gratuita de medicamentos aos portadores de HIV. Na década seguinte, o foco passou a ser a produção interna das medicações para reduzir os custos. Em 2002, a Fundação Oswaldo Cruz começou a produzir sete antirretrovirais que são utilizados até hoje.