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Na última segunda-feira (15), a Comissão de Educação e Saúde da Policlínica Regional de Saúde de Brumado realizou uma atividade especial voltada aos pacientes, com a participação da enfermeira Daiara Dourado, responsável pelo SIDOT – Serviço de Informação, Divulgação e Orientação sobre Transplantes do município.
Durante a roda de conversa, foram discutidos pontos fundamentais sobre a doação de órgãos, esclarecendo dúvidas e reforçando a importância desse gesto de solidariedade capaz de salvar muitas vidas. A ação fez parte das atividades do Setembro Verde, campanha nacional que busca conscientizar a população sobre a relevância de declarar a intenção de ser doador.
De acordo com os profissionais de saúde, é fundamental que cada pessoa manifeste sua vontade e converse com a família sobre o assunto, garantindo que esse gesto de amor e esperança se concretize quando necessário.
A Secretaria da Saúde do Estado, por meio do Sistema Estadual de Transplante, contabilizou durante o ano passado um total de 158 doações de múltiplos órgãos e 796 doações de córneas, superando os números do ano anterior (2018), quando foram registradas 133 doações de múltiplos órgãos e 518 de córneas. As doações efetivadas em 2019 possibilitaram que fossem realizados 743 transplantes de córnea, 41 de fígado, 287 de rim, sendo 19 de doador vivo e 46 de medula óssea, além de dois de pele. Atualmente, 1.476 pessoas estão em fila de espera por um transplante no Estado. A coordenadora da Central de Órgãos do Estado, Carolina Sodré, revela estar otimista em relação ao aumento no número de doações esse ano. Em 2020, somente no mês de janeiro, foram contabilizadas 26 doações de múltiplos órgãos e 64 de córneas, possibilizando a realização de 50 transplantes de rim, oito de fígado e 67 de córneas. O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas explica que “graças aos investimentos na saúde pública, feitos nas duas gestões do governador Rui Costa, estamos oferecendo melhores e mais ágeis procedimentos médicos em transplantes, e consequentemente ocorre um volume maior de doações, diminuindo, gradativamente, as respostas negativas por parte das famílias envolvidas”. A negativa familiar e o desconhecimento da sociedade sobre o processo de doação e transplante ainda são alguns dos principais obstáculos para o aumento no número de transplantes. “Por não conhecerem como se dá a doação, muitas famílias negam”, comenta Carolina Sodré. Ainda conforme a enfermeira, outros aspectos positivos o que refere ao processo de doação e transplante de órgãos foi o credenciamento de uma nova unidade para transplante renal e cardíaco – o IBR, em Vitória da Conquista – , a ampliação da capacidade do Hospital Ana Nery para realização de transplantes e o credenciamento do Hospital Martagão Gesteira para transplante pediátrico de rim, de fígado e de medula.