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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Moderna anunciou nesta segunda-feira (27) que começou o estudo em estágio avançado para avaliar sua candidata a vacina contra Covid-19. Essa é a terceira e última fase de testes e cerca de 30 mil voluntários adultos que não tiveram a doença respiratória causada pelo novo coronavírus receberão a vacina. A pesquisa é apoiada pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com informações do G1, o teste da Moderna, batizado de 'Cove', é o primeiro a ser implementado sob uma operação montada pelo governo norte-americano que visa acelerar o desenvolvimento, fabricação e distribuição de tratamentos e vacinas contra a Covid-19. O governo federal dos EUA está apoiando o projeto de vacina da Moderna com quase 1 bilhão de dólares. Duas candidatas à vacina contra a Covid-19 estão realizando testes em fase 3 no Brasil: a desenvolvida pela universidade britânica de Oxford e a da chinesa Sinovac. A aposta da Universidade de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca é a mais adiantada no mundo e, também, a mais avançada em termos de desenvolvimento, segundo a OMS. Ela começou a ser testada em 22 de julho em voluntários brasileiros, em um estudo liderado no país pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Em comunicado emitido neste domingo (28), o grupo farmacêutico chinês China National Biotec Group (CNBG) informou que uma vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento pela empresa se mostrou capaz de imunizar todas as pessoas que receberam as doses. De acordo com informações da CNN, participaram desta etapa 1.120 indivíduos, sendo que todos produziram anticorpos contra o vírus causador da Covid-19. "Com referência a produtos similares no passado, combinados com dados humanos existentes, sugere-se inicialmente que a nova vacina desenvolvida seja segura e eficaz", diz o texto publicado pela CNBG na rede social chinesa WeChat. O grupo também disse ter construído uma fábrica em Pequim com capacidade de produzir até 120 milhões de unidades da vacina a cada ano. Empresas e pesquisadores chineses receberam permissão para testar oito candidatas a vacina em humanos tanto no país quanto no exterior. Em 11 de junho, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o Instituto Butantan vai produzir uma outra vacina chinesa contra o novo coronavírus, em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.
O Ministro da Saúde, Nelson Teich, anunciou a aquisição de 46,2 milhões de testes para diagnóstico da Covid-19. Deste total, são 24,2 milhões de testes RT-PCR (biologia molecular) e 22 milhões de testes rápidos (sorologia). O objetivo é aumentar a capacidade de testagem no País. Até o momento, mais de 2 milhões de testes rápidos já foram distribuídos em todo o País. Eles foram doados pela mineradora Vale ao Ministério da Saúde para auxiliar o Brasil no enfrentamento ao coronavírus. Deste montante, 180 mil seguiu para uso em pesquisas e 247 mil para compor o estoque estratégico do Ministério da Saúde. No total, a Vale doou ao Ministério da Saúde 5 milhões de testes rápidos. O Ministério da Saúde também abriu edital de chamamento público para aquisição de mais 12 milhões de testes rápidos para diagnóstico da Covid-19. As propostas devem ser enviadas à pasta até às 23h59 desta quarta-feira (22), conforme orientações que constam no Aviso de Chamamento Público, divulgado no Diário Oficial da União (DOU). Em relação aos testes RT-PCR (biologia molecular), o Ministério da Saúde já enviou 524.296 mil unidades aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) de todo o país. O quantitativo faz parte das aquisições já entregues ao Ministério da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz (161.704), Instituto de Biologia Molecular do Paraná - IBMP (62.592) e doação da Petrobras (300 mil). No último domingo, 19 de abril, chegaram ao Brasil mais 1 milhão de testes rápidos doados pela Vale e outros 300 mil testes RT-PCR doados pela Petrobras, que começarão a ser distribuídos nos próximos dias.