Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
Na sexta-feira (10), a primeira-dama de Brumado, Abiara Dias, acompanhada do prefeito Fabrício Abrantes (Avante) e de secretários municipais, participou da assinatura de um acordo entre o Município e o Ministério Público da Bahia (MPBA).
O termo tem como objetivo ampliar o atendimento especializado a crianças e adolescentes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
O acordo prevê a criação de um sistema integrado entre as áreas de saúde, assistência social e educação, com foco em oferecer um acompanhamento multidisciplinar às famílias.
Durante o ato, Abiara destacou que a iniciativa representa um marco para a inclusão no município e o primeiro passo para a implantação do Centro Especializado em Reabilitação (CER), que contará com profissionais de diferentes áreas.
Segundo o prefeito Fabrício Abrantes, a medida reforça o compromisso da administração com políticas públicas que garantam igualdade de oportunidades e atenção especializada às crianças de Brumado.
A Câmara Municipal de Brumado sediou, no dia 2 de setembro, uma reunião interinstitucional, iniciada por iniciativa da 1ª Promotoria de Justiça, com a participação da Prefeitura de Brumado por meio da Procuradoria-Geral do Município e dos vereadores da Casa Legislativa. O encontro teve como objetivo discutir o Projeto de Lei Municipal de Atendimento à Pessoa com Transtornos e Deficiências, ainda em fase de elaboração. Durante a reunião, a Procuradoria-Geral do Município apresentou uma minuta-base do texto, que servirá de ponto de partida para o amadurecimento da proposta.
A iniciativa busca estabelecer diretrizes claras e padrões mínimos de atendimento, contemplando tanto o público reconhecido pela legislação como “pessoas com deficiência” quanto os chamados neurodivergentes — conceito que abrange condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o TDAH, entre outras formas de diversidade cognitiva. O projeto será amplamente debatido com a sociedade civil antes de sua tramitação no Legislativo, de modo a assegurar legitimidade social e efetividade prática.
A reunião representou um marco no diálogo entre Ministério Público, Executivo e Legislativo, reafirmando o compromisso conjunto de construir políticas públicas inclusivas que garantam direitos, dignidade e cidadania.
Criar uma rede de apoio na saúde pública para cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Essa é a proposta do projeto “Montando Laços”, desenvolvido pelo curso de Medicina da UniFG Brumado, que é parte integrante da Inspirali, melhor ecossistema de educação em saúde do país. No último semestre, o projeto foi reconhecido como grande destaque da Regional Nordeste na Mostra Regional do PMSUS - Práticas Médicas no Sistema Único de Saúde (SUS), evento da Inspirali que celebra a extensão universitária e a integração dos estudantes de Medicina com a realidade da saúde pública. Os autores do projeto são os estudantes Beatriz Batista Andrade, Caio Rian Silva Meira, Camila Montalvão Ladeia, Isamara de Castro Santos, Maria Eduarda Santos Araújo e Pedro Henrique Fontes Gama, liderados pela enfermeira e preceptora Michelle de Fátima Oliveira Leite. Concorrendo com projetos das seis escolas de Medicina da regional Nordeste, o trabalho inovador foi premiado como o melhor da região, refletindo o impacto positivo gerado nas comunidades atendidas e o comprometimento dos estudantes e da equipe de preceptoria com a humanização e o acolhimento no cuidado em saúde. O projeto se destacou por oferecer suporte emocional e informacional aos cuidadores, promovendo saúde mental, qualidade de vida e fortalecendo laços de solidariedade dentro da comunidade. De acordo com a enfermeira e preceptora Michelle de Fátima Oliveira Leite, a ideia do “Montando Laços” surgiu após observações feitas pelos estudantes no cotidiano dos atendimentos na Unidade Básica de Saúde Dr. Paulo Vargas, no município de Brumado. Conforme explica, o projeto era executado uma vez ao mês, mas elaborado durante toda a rotina de estudos e atendimentos no semestre, com temas escolhidos pelas mães/cuidadores, e direcionamento para auxílio nas condutas no âmbito familiar e um tempo de contemplação e autocuidado de quem cuida.