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O paranaense Yago Dora conquistou, na noite desta segunda-feira (1), o título da WSL (Liga Mundial de Surfe) após derrotar o norte-americano Griffin Colapinto por 15,66 a 12,33 na decisão do WSL Finals (etapa final da competição) nas ondas de Cloudbreak (Fiji).
Como líder do ranking mundial na temporada regular, o brasileiro entrou na disputa do Finals com uma grande vantagem, caiu na água apenas na bateria final. E na disputa com o norte-americano ele foi dominante do início ao fim para ficar com o título. “Isso aqui é fruto de muito trabalho, dedicação. Estou muito feliz de levar este título para o Brasil. É inacreditável. Senti algo especial durante essa semana. Não importava quem eu enfrentaria na final, eu entraria para vencer. Obrigado a todos que me acompanham”, declarou o brasileiro em entrevista ainda dentro da água. O título de Yago Dora é o oitavo conquistado por um brasileiro na história da WSL. Antes, Gabriel Medina venceu a competição em três oportunidades (2014, 2018 e 2021), Filipe Toledo em duas (2022 e 2023) e Adriano de Souza (2015) e Ítalo Ferreira (2019) em uma cada.
Tatiana Weston-Webb já vem liderando o crescimento do surfe feminino brasileiro há algum tempo e, neste sábado, dia 3, nos Jogos Olímpicos Paris 2024, escreveu o capítulo mais importante desta história. Brilhante como seu surfe, a brasileira tem agora a medalha de prata olímpica no peito. Uma medalha inédita e muito celebrada. É a primeira medalha olímpica de uma sufista brasileira na modalidade. Fruto de um trabalho de médio prazo que teve o Comitê Olímpico do Brasil (COB), em conjunto com a Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), como protagonistas. Desde que o surfe entrou no Programa Olímpico, as entidades identificaram uma oportunidade de resultados e elaboraram, em 2018, um projeto específico para desenvolver o gênero feminino da modalidade, capitaneado por sua principal atleta, Tatiana Weston-Webb. Também fez parte deste projeto a então promessa Tainá Kinckel, que integrou o Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Agora, seis anos depois, a medalha olímpica em 2024 coroa esse trabalho, que contou com uma série de investimentos durante os últimos dois ciclos olímpicos. Na final, a brasileira foi derrotada a surfista dos Estados Unidos, Caroline Marks, em uma bateria acirrada, decidida na última onda. “Toda esta estrutura oferecida mudou, literalmente, a minha vida inteira. Eu nunca tive uma preparação tão forte na minha carreira, especialmente esse ano, antes dos Jogos Olímpicos. E o lado psicológico também. Eu estou me sentindo super forte mentalmente. Uma atleta de alto nível precisa dessas coisas para sobreviver e eu estou sentindo que estou no topo da minha carreira agora. Estou mais mais forte. Estou conseguindo bons resultados. Só não está indo 100% pro meu lado, mas uma prata é muito boa. É um resultado incrível”, destacou a surfista prateada do Brasil.
“Eu sou um homem em uma missão”, assim Gabriel Medina se descreveu quando buscava a classificação olímpica, em março, durante o ISA Games, em Porto Rico. Agora, mais do nunca, a missão está cumprida. O surfista Gabriel Medina fez história neste sábado, dia 3, e conquistou a medalha que faltava à sua vitoriosa carreira. O bronze nos Jogos Olímpicos Paris 2024 veio no cenário perfeito, na mítica onda de Teahupo'o, no Taiti, e consagra o brasileiro como uma das grandes lendas do esporte nacional. O último capítulo de um roteiro que poderia ter sido escrito para o cinema aconteceu contra o atleta do Peru, Alonso Correa. Para chegar ao pódio olímpico, Medina atravessou momentos de decepção, persistência e superação nos últimos dois anos. O brasileiro, tricampeão mundial, foi o último dos 24 atletas a se classificar para os Jogos Olímpicos, mas assim que garantiu a vaga se preparou integralmente para alcançar o seu principal objetivo, ou melhor, cumprir uma missão: a medalha olímpica. “Os Jogos Olímpicos são o maior palco de esporte que podemos ter no mundo. E agora eu sou medalhista. É muito difícil. Eu sei o quanto trabalhei. Eu sempre assisto esportes em geral e sei o quanto é difícil. Então, fico feliz de ter sido um desses caras, um desses três que podem ganhar medalha no surfe masculino. Como falei, dei o meu melhor, não queria deixar passar mais uma oportunidade porque Tóquio foi muito perto”, completou. Ao longo da competição, Gabriel Medina foi apresentando ao mundo seu melhor surfe nas mais distintas condições. Nas quartas de final, em uma revanche dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 contra o japonês Kanoa Igarashi, em uma bateria épica, fez história ao pegar tubos perfeitos, eternizados em uma foto que viralizou em todo o mundo e o fez ganhar mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais.
As imagens que o mundo sempre quis ver quando a praia de Teahupoo, no Taiti, foi anunciada como local das competições de surfe dos Jogos Olímpicos de 2024 apareceram nesta segunda-feira, dia 29. Ondas perfeitas e pesadas entre 8 e 10 pés foram o cenário perfeito para um show do surfe brasileiro. Em baterias válidas pelas oitavas de final da competição, Gabriel Medina alcançou a melhor nota da história olímpica até o momento (9.90) e João Chianca protagonizou um confronto de altíssimo nível contra o marroquino Ramzi Boukhiam. Os brasileiros foram os grandes destaques do dia e agora terão que se enfrentar na próxima fase da competição. Já Filipe Toledo se despediu dos Jogos Olímpicos ao ser derrotado pelo japonês Reo Inaba. O confronto entre Gabriel Medina e Kanoa Igarashi tinha contornos de revanche, já que em Tóquio 2020 o japonês venceu o brasileiro nas semifinais e tirou a chance da medalha de ouro de Medina. Porém, nas ondas de Teahupoo a história é diferente. Dono de um retrospecto impressionante no local, Gabriel se deparou com um dia de ondas grandes e tubos perfeitos do jeito que ele mais gosta. E Medina cumpriu com o que se espera dele: um show! Logo na sua segunda onda surfada, veio o momento que já está na história. Um lindo tubo, em que o brasileiro já saiu comemorando e sinalizando a nota 10 para os juízes. Veio um 9.90, que já é a maior nota entre todas as baterias olímpicas disputadas desde Tóquio 2020. Além do 9.90, Medina ainda pegou uma onda de 7.50 pontos, somando 17.40. Já Igarashi fez 3.67 e 3.37.
Logo após o show de Medina, outro brasileiro entrou na água. João “Chumbinho” Chianca provou que está totalmente recuperado do grave acidente que sofreu no Havaí, em dezembro. O brasileiro encarou de frente as ondas de Teahupoo e botou para baixo nos tubos desta onda mítica. Contra o marroquino Ramzi Boukhiam, Chumbinho teve como melhores ondas um 9.30 e um 8.80, totalizando 18.10. Seu adversário vendeu caro a vitória com uma performance de grande nível. Boukhiam, que é amigo de Medina, fez um total de 17.80 (9.70 + 8.10).
O otimismo com a 'Brazilian Storm' nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 era grande, tendo em vista que os últimos dois campeões mundiais de surfe estavam em ação. Mas era preciso mostrar na água que o favoritismo atribuído a eles também era justificado. E Italo Ferreira mostrou porque está entre os melhores surfistas da atualidade. Em uma final de alto nível contra o japonês Kanoa Igarashi, Italo conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil em Tóquio, por 15.14 x 6.60, a primeira do surfe, estreante no programa olímpico. Já Gabriel Medina chegou até a semifinal, mas acabou derrotado pelo australiano Owen Wright (11.97 x 11.77). "Muito feliz. Foi um dia incrível, especial, trabalhei muito para isso e acreditei. É incrível (ser o primeiro campeão olímpico do surfe)", disse feliz o primeiro campeão olímpico de surfe.