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O preço do gás de cozinha pode voltar a subir na Bahia a partir de 1º de setembro. A previsão é de que o botijão de 13 quilos fique até R$ 10 mais caro para o consumidor, conforme informações divulgadas pelo Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia (Sindrevgás).
Com a possível elevação, o valor do botijão poderá alcançar aproximadamente R$ 160 em algumas regiões do estado. O preço efetivamente praticado, no entanto, deverá variar de acordo com a localidade e com a política comercial adotada por cada revendedora.
A perspectiva de alta chega após dois meses de redução nos preços. Em julho, o valor do gás recuou cerca de 6,8%, o que representou uma economia aproximada de R$ 5 para o consumidor. No mês seguinte, agosto registrou nova queda, desta vez de 7,1%, com redução estimada entre R$ 3 e R$ 4.
Segundo o Sindrevgás, a principal razão para o novo aumento está relacionada ao dissídio coletivo dos trabalhadores do setor. A atualização dos custos com salários e mão de obra aumenta as despesas das empresas que atuam na distribuição e comercialização do produto.
A composição do preço do botijão também envolve outros gastos, como transporte, logística, tributos, armazenamento, manutenção das estruturas de distribuição e serviços necessários para que o produto chegue aos consumidores.
O preço de venda do gás de cozinha para revendedores na Bahia foi reduzido em 7,1% pela Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen. O novo valor entrou em vigor no sábado (1º) e a expectativa é que a alteração comece a chegar aos consumidores a partir desta segunda-feira (3).
A redução ocorre inicialmente na comercialização do produto com as distribuidoras. Posteriormente, os novos valores são repassados às revendas, que definem o preço final cobrado pelo botijão ao consumidor.
Segundo a Acelen, a formação dos preços acompanha as condições do mercado e leva em consideração fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação do dólar e os custos de frete. Por isso, os valores podem sofrer alterações para cima ou para baixo.
Em declaração ao g1, o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha (Sindrevgás), Roberto Souza, afirmou que a redução deverá chegar ao consumidor. A estimativa da entidade é de uma queda entre R$ 3 e R$ 4 no preço do botijão.