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O último dia 10 de setembro foi lembrado como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi a escolhida pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, para reforçar a campanha Acolha a Vida, iniciada em abril com ações para a prevenção ao suicídio e da automutilação e foco nos jovens. De acordo com a ministra, a campanha tem como foco os jovens por ser essa uma parcela da população onde crescem os casos de suicídio. Entre os jovens, o suicídio é segunda causa de mortes mundialmente na faixa etária de 15 e 29 anos, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a situação é semelhante. O suicídio é a quarta maior causa de morte nessa mesma faixa etária, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse que a campanha Acolha a Vida será permanente e com a participação do poder público e da sociedade. “Não vamos vencer essa guerra contra o suicídio apenas o poder público, precisamos da parceria da sociedade, as igrejas terão que vir conosco, as escolas e educadores terão que vir conosco nessa grande luta. E nesse tema vamos ter que esquecer nossas diferenças partidárias, ideológicas, religiosas. Só vamos vencer essa guerra contra o suicídio e a automutilação com todos”, disse a ministra. Durante o mês de setembro a prevenção ao suicídio é tema de diversas ações organizadas pela sociedade civil, Ministério Público, Legislativo e governo federal. O mês também foi escolhido para discutir o problema e dar visibilidade ao assunto no país.
Durante o primeiro semestre de 2019, a Bahia registrou um aumento de 13,39% no número de transplantes realizados, na comparação com o mesmo período do ano passado. Para conscientizar a população sobre o gesto, a Secretaria da Saúde (Sesab) vai promover uma série de ações em todo o estado durante o Setembro Verde, campanha que marca o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado no próximo dia 27. Nesta sexta-feira (6), em Salvador, um estande ofereceu serviços de saúde e informações sobre doação de órgãos na Estação Rodoviária, no Terminal de São Joaquim do Sistema Ferry Boat e no Terminal Turístico Náutico. "Oferecemos aferição de pressão e glicemia, controle de peso e orientação para prevenção de doenças crônicas, reforçando a necessidade da doação de órgãos. É importante que as famílias saibam que, no momento certo, a decisão é do familiar. Quem quer ser doador precisa avisar à família e conversar sobre o assunto. Não precisa mais deixar nada por escrito, nem fazer constar no documento de identidade. Basta ter um diálogo", explicou a coordenadora da Central de Transplantes, América Carolina. Os serviços de saúde atraíram as pessoas que passaram pela Estação Rodoviária, como o auxiliar de serviços gerais Genivaldo Queiroz, que aprovou a iniciativa. "Tinha ouvido falar por alto [sobre a doação de órgãos], mas é muito importante. É uma forma de demonstrar amor com o nosso semelhante", afirmou. Outro ato significativo para salvar vidas é a doação de sangue, que pode ser realizada em hemocentros e bancos de sangue em todas as regiões da Bahia.
Durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, realizada na manhã desta quinta-feira (29), em Brasília, o ministro Luiz Henrique Mandetta declarou que o Ministério da Saúde vai aproveitar setembro, mês de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio, para enfatizar a necessidade de atenção especial com o bem-estar e a saúde mental de crianças e adolescentes. De acordo com informações da Agência Brasil, segundo o ministro, o foco das ações desenvolvidas pela pasta durante o Setembro Amarelo será o público jovem, no qual vem aumentando o número de casos e de tentativas de suicídio. "Vamos focar nesta questão dos jovens, tanto na questão do suicídio quanto das tentativas, procurando alternativas de políticas públicas indutórias", disse o ministro. Mandetta ressaltou que o aumento do suicídio entre os jovens é um fenômeno mundial que, nos últimos anos, vem causando crescente preocupação também no Brasil. Para o ministro, o problema é complexo e não pode ser compreendido ou explicado por um só fator. "A barra está muito pesada, e isso está fazendo com que percamos muitos jovens", afirmou o ministro, arriscando uma explicação. Segundo o ministro, os jovens brasileiros, que estão entre os que passam mais tempo conectados à internet, têm dificuldade para lidar com a confusão entre o mundo online e as exigências e frustrações cotidianas do mundo fora da rede mundial de computadores.Para Mandetta, isso gera ansiedade e enfraquece vínculos sociais. "O mundo virtual é maravilhoso, mas não condiz com a realidade. Ali, todo mundo está feliz, bem. Estamos tendo dificuldades de conviver com isto", acrescentou Mandetta.