Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
A estiagem que afeta o semiárido na maior parte do ano é um dos principais desafios para os criadores de gado dessa região, principalmente para pequenos produtores que enfrentam dificuldades com recursos financeiros para alimentar os seus rebanhos. Neste período em que a vegetação perde folhas e o capim seca, produtores precisam recorrer a rações externas ou até mesmo reduzir o tamanho dos rebanhos.
Esse problema estimulou os estudantes Lívia Lopes e Pedro Henrique, do Colégio Estadual de Tempo Integral de Igaporã, a buscarem uma solução alternativa para a alimentação bovina. Os jovens cientistas, orientados pelos professores Poliana Cardoso e Robson Costa, desenvolveram um suplemento alimentar à base de moringa (moringa oleifera).
“A ideia surgiu a partir da dificuldade de nutrição animal no semiárido baiano por parte de pequenos produtores que não têm fundos para aquisição de insumos industrializados. A moringa desponta como uma solução, pois é uma planta de fácil cultivo, baixo custo de produção e que se adapta muito bem a realidade do semiárido, além de ser rica em proteínas, ferro, cálcio e vitaminas A e C”, explica Lívia.
Os jovens colocaram em prática todas as etapas de uma pesquisa científica, inclusive com observações em quatro fazendas da região. Nestas visitas, Lívia e Pedro descobriram que duas fazendas já utilizavam a moringa como parte da alimentação bovina, enquanto as outras duas adotavam alternativas tradicionais, como capim, palma e cana-de-açúcar.
“Constatamos que algumas fazendas locais utilizavam a moringa como suplementação alimentar para o gado, o que despertou nosso interesse em investigar essa prática. Nossa proposta busca utilizar uma matéria-prima acessível aos produtores rurais, o que pode reduzir custos e incentivar soluções mais sustentáveis na alimentação animal”, ressalta a estudante.
Nesta quarta-feira (18), a Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente (SEMAR), em Brumado, sediou a reunião mensal do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS), reunindo representantes e membros da comunidade para discutir pautas relevantes para o município.
O encontro de março teve como tema central a força, o papel e os desafios enfrentados pelas mulheres, tanto no campo quanto na sociedade, promovendo reflexões importantes sobre igualdade, protagonismo e valorização feminina.
Durante a reunião, participantes acompanharam exposições que trouxeram diferentes perspectivas sobre a atuação das mulheres em contextos sociais e rurais. Luciane Martins abordou o papel da mulher no Semiárido e destacou aspectos relacionados ao Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). Já Raissa Santos promoveu uma reflexão sobre os desafios enfrentados pelas mulheres em uma sociedade ainda marcada por desigualdades de gênero.
A programação contou ainda com a participação de Rosângela Ribeiro, que compartilhou experiências vividas durante a Jornada Nacional das Mulheres Camponesas, ressaltando a importância da organização e da luta coletiva por direitos e reconhecimento.
Nesta terça (26/11), o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) descentralizou R$ 38 milhões para o Exército Brasileiro, para realização dos pagamentos da Operação Carro Pipa, que leva água potável para municípios localizados na região do Semiárido do Nordeste. Com isso, o programa poderá ser retomado imediatamente. A Operação Carro Pipa atende atualmente 344 municípios na região do semiárido nordestino em situação de emergência ou calamidade pública com reconhecimento da Defesa Civil Nacional. Com um papel crucial na vida de milhões de brasileiros que vivem na região do semiárido, a OCP é uma ação emergencial coordenada pelo MIDR e pelo Exército com o objetivo de garantir o acesso à água potável em municípios que sofrem com a escassez hídrica, um problema recorrente nessa região do País. De 2023 a 2024, mais de 500 municípios foram atendidos. Atualmente, a operação abastece cerca de 34 mil cisternas coletivas, proporcionando acesso à água potável mensalmente para mais de 1,5 milhão de pessoas. De janeiro a agosto deste ano, o Governo Federal investiu aproximadamente R$ 500 milhões para garantir a execução da OCP. No mesmo período, foram transportados 12 milhões de litros de água para essas comunidades, reforçando o papel da operação na mitigação dos efeitos da seca.
A Bahia é o estado que reúne a maior quantidade de municípios no Semiárido Brasileiro: de 417 municípios baianos, 287 deles estão dentro dos limites do Semiárido, o que representa 85,6% de todo o território da Bahia. Em 2022, a população total vivendo nessa área era de 7,5 milhões de baianos, ou seja, metade da população do estado. Essas informações estão reunidas no Info Semiárido 2024, um compêndio de dados em formato de infográfico que a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) atualiza anualmente. O Semiárido Brasileiro teve seus limites definidos pela Lei 7.827 de 1989. Em 2021, a Resolução Condel/Sudene nº 150 alterou a composição legal do Semiárido Brasileiro, incluindo novos municípios neste espaço que historicamente sofre com dificuldades de chuvas, acesso à água e problemas ligados ao solo. Nesta nova conformação, o Semiárido passou a abranger 11 estados brasileiros e 1.477 municípios, entre as regiões Nordeste e Sudeste. O Semiárido abrange 15,3% do território brasileiro e 70,9% da Região Nordeste. Em 2022, eram 31 milhões de pessoas vivendo neste espaço, o equivalente a 15,3% da população brasileira. E considerando exclusivamente a população nordestina, o Semiárido concentrava 50,5% da população total dessa região. Na Bahia, embora concentre uma elevada parcela da população e pouco mais de 4/5 do território baiano, o Semiárido apresenta indicadores socioeconômicos aquém dos verificados para a média do estado. Em 2021, o PIB dos municípios do Semiárido baiano equivalia a R$ 140,5 bilhões, o que representava 39,6% do PIB estadual. E o PIB per capita de R$ 18.393,08 era menor do que o PIB per capita do estado (R$ 23.531,94).
A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, lança nesta terça-feira (03/05) um compêndio de dados econômicos e sociais do Semiárido Baiano. Dentre os estados brasileiros, a Bahia detém a maior quantidade de municípios na Região Semiárida. Dos 417 municípios baianos, 283 pertencem à região, representando 85,2% de todo o território da Bahia. A população do estado residente no semiárido, em 2021, era de 7,6 milhões de pessoas. Concentrando uma elevada parcela da população e pouco mais de 4/5 do território do estado, o Semiárido baiano apresentava indicadores socioeconômicos aquém dos verificados para a média do estado. Em 2019, o PIB do semiárido baiano equivalia a R$ 107,7 bilhões, o que representava 36,7% do PIB estadual. E o PIB per capita de R$ 14.228, era menos da metade do PIB per capita do estado.
Os doces com certificação orgânica, de maracujá com banana e umbu, da Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), com sede no município de Uauá, estão conquistando novos espaços no mercado internacional. Está em processo de negociação a comercialização de 1.500 potes de doces, inicialmente, em parceria com um grupo de sites de vendas, com sede na Alemanha, chamado Toda Vida – Food for Life. Além de uma oportunidade para acessar um novo mercado e ampliar a renda da cooperativa de agricultores familiares, a ação contempla ainda o reembolso de R$ 1 para cada pote vendido, para que a Coopercuc desenvolva ações de recaatigamento e preservação ambiental, com plantas nativas da Caatinga, a exemplo do umbuzeiro. A Coopercuc vem se destacando pelo beneficiamento e a comercialização de 25 produtos orgânicos, com Selo da Agricultura Familiar, feitos a partir de frutas nativas do Semiárido baiano, como o umbu e o maracujá da Caatinga, como geleias, doces, compotas e polpas de frutas, produzidos por centenas de agricultores familiares. Entre os produtos orgânicos, já certificados, estão as barrinhas, os doces cremosos e as compotas de umbu, o doce de goiaba, doce de goiaba com banana e as polpas de umbu e maracujá da Caatinga. A cooperativa produz ainda as cervejas de umbu e de maracujá da Caatinga. De acordo com o gestor comercial da Coopercuc, Dailson Andrade, a negociação com o grupo alemão, prevista para iniciar em março, é feita no mercado Private Label, um tipo de terceirização da produção, em que uma empresa contrata ou firma parceria com outra para o desenvolvimento de um serviço ou oferta de produto: “Na parceria com a Coopercuc a nossa marca é associada à marca do grupo Toda Vida. Além da compra, eles vão devolver, para cada pote comprado, R$1, e a equipe técnica da cooperativa já apresentou um projeto com as comunidades onde poderão ser de feitos esses investimentos”. O gestor comercial explica que cada compra que for feita trará essa retribuição para o desenvolvimento de ações ambientais para a preservação dos umbuzeiros.