Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
Em janeiro de 2026, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, registrou aumento de 3,0% em comparação ao mês imediatamente anterior, após recuar 10,0% no mês de dezembro. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana declinou 10,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, registrou decrescimento de 1,0%, em relação ao mesmo período anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM/IBGE), divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
No primeiro mês de 2026, em comparação com igual período do ano anterior, a queda de 10,3% na produção industrial foi puxada pelo recuo de nove das 11 atividades pesquisadas. O segmento Derivados de petróleo (-19,2%) registrou a maior contribuição negativa, atribuída ao declínio na produção de óleo diesel, gasolina, querosene de aviação e GLP.
Outros segmentos que registraram redução na produção foram: Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-44,9%), Celulose, papel e produtos de papel (-11,6%), Couro, artigos para viagem e calçados (-35,2%), Produtos químicos (-4,4%), Metalurgia (-6,7%), Produtos de borracha e de material plástico (-1,2%), Bebidas (-2,3%) e Indústrias extrativas (-1,3%). Por sua vez, os segmentos de Alimentos (8,1%) e Minerais não metálicos (3,1%) exerceram influência positiva no período, explicada especialmente pela maior fabricação de leite em pó, óleo refinado de soja, resíduos de soja e cacau ou chocolate em pó, para o primeiro segmento, e insumos para construção civil, para o segundo.
A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulgou, nesta segunda-feira (14), nota técnica com análise sobre os possíveis impactos para a economia baiana com a nova tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos. Anunciada por Donald Trump com vigência a partir de 1º de agosto de 2025, a medida, se confirmada, representará um desafio significativo. A equipe de economistas da SEI sinaliza que a imposição de uma tarifa dessa ordem tornará as exportações baianas significativamente menos competitivas no mercado norte-americano, levando a uma redução no volume exportado e, consequentemente, na produção e na geração de emprego e renda. No estudo, foi utilizada a técnica de multiplicadores de insumo-produto, a qual mede o impacto econômico total (direto, indireto e induzido) de uma mudança na demanda final de um setor sobre a economia como um todo. A metodologia estima uma queda de U$ 643,5 milhões (redução de 5,4%) no volume total de exportações da Bahia – o total exportado em 2024 foi U$ 11,9 bilhões. Considerando não haver compensação com outros mercados internacionais, uma queda desta magnitude impactaria a cadeia dos setores exportadores, tendo como resultado a redução no Produto Interno Bruto (PIB) do estado da ordem de R$ 1,8 bilhão (-0,38% do PIB baiano). “A decisão do governo norte-americano, justificada por uma suposta relação comercial injusta, ocorre em um momento em que o Brasil registrava recordes de exportações para os Estados Unidos, tornando o impacto ainda mais relevante”, comenta o diretor de Indicadores e Estatística da SEI, Armando Castro. “A Bahia possui uma pauta comercial diversificada com os Estados Unidos, que figura como um dos principais destinos de suas exportações, atingindo 8,3% do total comercializado internacionalmente pelo estado no primeiro semestre de 2025”.
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao mês de fevereiro, com dados sistematizados e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), estima para safra 2025 uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas de 12,22 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 7,3% na comparação com a safra de 2024. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por sua vez, para o ciclo 2024/2025, também evidencia expectativas positivas na produção, na área plantada e na produtividade dos grãos. Soja e algodão se destacam na produção deste novo ciclo. De acordo com o IBGE, a área plantada dos grãos para 2025 está estimada em 3,67 milhões de hectares (ha), com crescimento 3,2% em relação à safra de 2024. Com isso, o rendimento médio (3,33 toneladas/ha) da lavoura de grãos no estado da Bahia será de 4,0% acima da safra anterior.
O volume de soja colhido está estimado em 8,33 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 10,6% sobre o verificado em 2024. A área plantada com a oleaginosa no estado é de aproximadamente 2,1 milhões de ha. O rendimento médio de 3,89 toneladas/ha tem relevância nesse desempenho positivo, com aumento de 4,9% em relação à safra anterior.
As exportações baianas registraram forte recuo em janeiro, reflexo da queda do volume de embarques, devido principalmente à entressafra da soja, carro chefe da pauta de exportação do estado, que reduziu os embarques em 75%. Também houve redução nos embarques da celulose, dos derivados de petróleo e dos produtos químicos. O montante exportado foi US$ 660,2 milhões, uma queda de 33,8% frente aos US$ 997,6 milhões exportados em janeiro do ano passado. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os preços de alguns produtos, como café e celulose, metais preciosos, cacau e petróleo subiram no mês passado, compensando em parte a redução do volume de embarques que recuou como um todo, em 49,2% frente a janeiro de 2023. O resultado é o mais baixo para meses de janeiro desde 2021, quando a balança comercial do estado tinha registrado déficit de US$ 64,6 milhões. Agora, o déficit alcançou US$ 217,1 milhões. Todos os grandes setores apresentaram queda em relação ao mesmo mês de 2023. A indústria de transformação registrou variação negativa de 36%, somando US$ 240 milhões. O setor de agropecuário, puxado pelo mau desempenho da soja, teve queda de 41% nas exportações no comparativo interanual, alcançando US$ 306 milhões. Já a indústria extrativa sofreu a menor queda, de 0,8%, passando a US$ 90,7 milhões. As exportações brasileiras para China, principal destino dos produtos baianos, caíram 65,8% no primeiro mês de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as vendas totais para a Ásia recuaram 66,4%. Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte diminuíram 10,7%, enquanto para a América Latina, incluindo o Mercosul, subiram 84%, puxado pelo aumento das vendas para a Argentina em 50%, devido a base baixa de comparação. Para a União Europeia, houve expansão de 29,4%. Em contraste com as exportações, as importações seguem crescendo. Em janeiro, elas alcançaram US$ 877,3 milhões – crescimento de 25,7%, com destaque para o grande aumento das compras de bens intermediários, que cresceu 47,7%, puxado por fertilizantes (198%), cacau em bruto (405,8%), além de outros insumos, peças e células fotovoltaicas em painéis, que acusou crescimento de 440% no comparativo interanual. Em volume, as importações também cresceram 23,2%, principalmente dos EUA e da China.
Na última quarta-feira (20/03), a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) apresentou os resultados dos estudos complementares ao Plano Estratégico Ferroviário do Estado da Bahia. A entrega aconteceu durante o evento Pensar a Bahia, quando também foram apresentados estudos preliminares nas áreas de logística regional e economia de baixo carbono, e contou com a presença de secretários de Estado, gestores e especialistas de instituições públicas e privadas. O estudo complementar ao Plano Ferroviário foi desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC), por iniciativa da SEI. O trabalho reforça a vocação natural da Bahia para a logística e mapeia 18 municípios baianos com altíssimo potencial para se tornarem centros logísticos e ampliarem a geração de emprego e renda em seus territórios. A análise por aglomerados logísticos destaca o potencial de Alagoinhas, Barreiras, Brumado, Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus/Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Mucuri, Salvador, Simões Filho, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista e foi elaborada a partir de indicadores de fluxos, cargas e diversidade de estabelecimentos logísticos. “São locais que já têm atividade logística expressiva, bem acima da média do estado, e geralmente correspondem a entroncamentos rodoviários e/ou porto-aeroviários, são locus privilegiados que, sendo alvo de fomento ao desenvolvimento logístico, têm chance de alcançar maiores desdobramentos”, explicou o especialista da FDC Ramon César. Plano Estratégico Ferroviário do Estado da Bahia foi elaborado em 2023, pela FDC, por iniciativa da Seplan e CBPM, e sugere diversas e importantes alterações na malha ferroviária baiana, como a implantação do conceito de carga geral, criação de novos ramais e a unificação da bitola, que atualmente é de um metro, para o padrão nacional que é de 1,60 metros, entre outras recomendações. O novo estudo da FDC complementa o Plano com uma proposta de acesso ao Porto de Salvador e propõe tipologias de plataformas logísticas e modelos de governança para os clusters identificados nos municípios. O estudo também apresenta a análise logística atual de grandes produtos da pauta de importação e exportação, a exemplo da soja, milho, containers e fertilizantes. Como exemplo, mostra que o algodão produzido em Luís Eduardo Magalhães tem 95% de sua carga escoada pelo Porto de Santos e apenas 4% por Salvador. Os especialistas apontaram ainda a existência de poucas linhas regulares para a China e o leste asiático saindo diretamente da Bahia. O material poderá ser consultado em breve no site da SEI.
Fechando o Maio Amarelo, mês de conscientização contra a violência no trânsito, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulga levantamento sobre Acidentes de Transporte Terrestre (ATT) no estado. Os dados apontam que em 2022, entre os casos em que o tipo de veículo foi identificado, as principais vítimas fatais de ATT eram ocupantes de veículos de passeio (42,0%): duas em cada cinco vítimas fatais. Neste mesmo ano, os motociclistas representavam 39,2% dos casos, seguidos por pedestres, com 13,7%. Ciclistas e ocupantes de outros veículos somados representavam os 5,2% restantes. De 2000 a 2022, foram 44.400 vítimas fatais de Acidentes de Transporte Terrestre na Bahia. Só em 2022, os ATT mataram 2.382 pessoas e resultaram em 11.284 internações graves no Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado. Esse contingente representa um elevado custo para a sociedade, seja na perda de vidas, nos custos públicos de internação e na renda das famílias atingidas.
A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) divulgam, em parceria, a edição 2023 do estudo Feminicídios na Bahia. Este é o terceiro ano de divulgação do tema e marca o compromisso dos órgãos com a luta das mulheres nesse 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Os dados são publicados por meio de um infográfico-síntese que acompanha uma série histórica de 2017 a 2022. Trata-se de um trabalho essencial para a qualificação do debate público e político sobre a violência de gênero sofrida pela mulher e, consequentemente, subsídio para o desenvolvimento de ações efetivas no enfrentamento desse tipo de violência. O trabalho foi construído a partir dos registros dos Boletins de Ocorrência (BO), registrados em Delegacias de Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA) e sistematizados pela Siap (Superintendência de Gestão Integrada da Ação Policial). Resultados - De 2017 a 2022, foram 564 mulheres vítimas de feminicídios na Bahia. Esse número representava um aumento médio de 6,3% ao ano. Especificamente no ano de 2022, foram registradas 107 feminicídios. O aumento em relação a 2021 foi de 15,1%. Isso significa dizer que uma mulher foi assassinada na Bahia por questões de gênero a cada quatro dias. Ou ainda, de cada 5 mortes violentas de mulheres na Bahia, duas foram feminicídios.
Entre as entregas dos primeiros 100 dias do Governo do Estado, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e as secretarias do Planejamento (Seplan) e da Administração (SAEB) alinharam a realização de novas pesquisas para oferecer informação sobre a Bahia. As tratativas sobre o tema aconteceram nesta terça-feira (07/02), em encontro que reuniu os secretários Cláudio Peixoto, da Seplan, Edelvino Góes, da SAEB, e o diretor da SEI, José Acácio Ferreira.Serão realizados realizadas pesquisas de satisfação para o Hospital Costa do Cacau e para a Rede do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). Essa última, tem metodologia que prevê a aplicação de 50 mil questionários mensais enviados por meio de uma plataforma web, hospedada na rede governo, garantindo o sigilo das informações. Outra pesquisa relevante para o Estado é o Monitoramento da Atividade Econômica. O trabalho irá utilizar dados das notas fiscais eletrônicas, que se configuram numa das principais fontes de big data no setor público, para avaliar o impacto de eventos de diversas natureza. “São dados capazes de oferecer, com mais detalhamento e velocidade do que as técnicas tradicionais de pesquisa, grande variedade e volume de dados sobre os fluxos econômicos e a circulação de mercadorias no estado”, explicou o diretor-geral da SEI, José Acácio. O diretor sinalizou que a cada mês cerca de 100 milhões de notas são geradas e guardam informações das transações comerciais nos diversos segmentos. No encontro, o secretário Cláudio Peixoto reforçou o papel estratégico da SEI para o Estado, ao gerar informação para o sistema do Planejamento. “A SEI é fundamental para a gestão pública, agora que estamos iniciando o Plano Plurianual Participativo 2024-2027 e as demandas por dados e informações sobre o estado, territórios e municípios já começam a se multiplicar”, disse, ao defender o fortalecimento institucional do órgão. O secretário da Administração, Edelvino Góes, recomendou a realização de pesquisas para avaliação de diversas políticas públicas estaduais, ao tempo em que reforçou a importância da SEI. “O Estado que não investir em um arranjo institucional que garanta a avaliação das políticas com evidências cientificas, vai ficar para trás, e a SEI é o órgão da Bahia responsável por isso, é indispensável para o sucesso da implementação das políticas públicas”, comentou.
Na semana em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulga os principais indicadores demográficos e de mercado de trabalho sobre as mulheres na Bahia, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2021. Dos mais de 14 milhões de habitantes no estado, as mulheres representam a maioria no total da população baiana (51,5%). Como principais resultados, o perfil predominante das baianas aponta para uma composição majoritária de autodeclaradas pardas (58,9%) e com idade entre 14 e 29 anos (24,2%). Em Salvador, responsável por 19,4% da população do estado, as mulheres também apresentam o percentual com maior expressão (54,0%). Analisando o perfil das residentes na capital baiana, em maior número elas se autodeclararam pardas (49,2%) e, assim como no estado, a faixa etária predominante é aquela entre 14 e 29 anos (22,1%). As estimativas da PNAD Contínua do IBGE revelaram que 2,245 milhões de mulheres estavam ocupadas no mercado de trabalho baiano no ano passado. Elas exerceram atividades laborais com características formais ou informais, principalmente, nos segmentos da Administração pública (27,6%), do Comércio (20,2%) e de Outros serviços (18,8%). Em contrapartida, os homens apresentaram maior participação em postos de trabalho nos setores da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (25,0%), do Comércio (18,3%) e da Construção (12,6%).
De acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em junho de 2018, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, aumentou 11,6% frente ao mês imediatamente anterior, após haver recuado 14,6% em maio de 2018. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou crescimento de 9,0%. No acumulado do ano, houve acréscimo de 0,4%, em relação ao mesmo período anterior. Já no acumulado dos últimos 12 meses, foi registrado acréscimo de 1,8% frente ao mesmo período anterior, resultado acima do observado em maio último, quando ocorreu variação de 0,2%.