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Termina nesta quarta-feira (21/10) o prazo para inscrição no Programa Garantia-Safra 2026/2027, que oferece proteção financeira a agricultores e agricultoras familiares que comprovem perdas na produção agrícola provocadas pela estiagem ou pelo excesso de chuvas.
Na Bahia, o Governo do Estado subsidia 50% das contribuições dos agricultores familiares e dos aportes das prefeituras destinados ao programa. A medida fortalece a adesão dos municípios e das famílias agricultoras à política pública, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF).
Vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Garantia-Safra prevê o pagamento de R$ 1.200, em parcela única, aos agricultores que atendam aos critérios estabelecidos e comprovem perdas de pelo menos 50% da produção das culturas contempladas em decorrência de eventos climáticos.
Na safra 2025/2026, o aporte estadual ao programa chegou a R$ 68,39 milhões, um acréscimo de R$ 4,74 milhões em relação aos R$ 63,65 milhões destinados na safra anterior. A edição contou com a adesão de 250 municípios.
Para a secretária de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, o programa é um instrumento importante de proteção para as famílias que dependem da agricultura. “O Garantia-Safra é um instrumento importante de proteção para quem depende da agricultura familiar e enfrenta os riscos das condições climáticas. Por isso, é fundamental que os agricultores fiquem atentos aos prazos e realizem sua inscrição para participar do programa”, destaca.
O calor extremo causado pelo Super El Niño pode provocar 13,3 mil mortes no Brasil, a maioria nas regiões Norte e Nordeste, de acordo com relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, divulgado nesta quarta-feira (23).
O país deve ser o mais afetado na América Latina pelo fenômeno, caracterizado pelo aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico.
Ao todo, são esperadas, até fevereiro de 2027, 451 mil mortes no planeta com a ocorrência mais intensa do El Niño nos últimos anos.
"Há muito tempo, conseguimos prever os impactos das temperaturas nas colheitas e agora podemos prever o impacto no pior cenário possível: a morte", afirma Michael Greenstone, cofundador do Laboratório de Impacto Climático e professor na Universidade de Chicago.
"Esse número (...) inclui pais e filhos, avós e vizinhos, pessoas que vão trabalhar, cuidam de suas famílias e vivem suas vidas”, complementou o cientista norte-americano, ao alertar sobre a mortalidade.
Pela projeção dos cientistas, por causa do Super El Niño, que começou em junho de 2026, os dias extremamente quentes devem quase dobrar até fevereiro de 2027, ficando pelo menos 1,2 grau Celsius (ºC) acima do normal, em comparação com anos anteriores, o que pode se intensificar no verão.