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O prefeito de Brumado, Fabrício Abrantes, voltou a destacar o esgotamento sanitário como a principal bandeira de sua gestão durante um giro técnico realizado pelas principais obras e projetos em andamento no município. A agenda, que integra o programa “Bora Brumado”, reforça o que a administração municipal aponta como o maior volume de investimentos já realizado na cidade.
Durante visita à obra de ampliação da ponte que liga o centro ao bairro São Félix, sobre o Rio do Antônio, o gestor concedeu entrevista ao site Agora Sudoeste e reafirmou o compromisso com a implantação do sistema de esgotamento sanitário. A iniciativa é considerada estratégica para a saúde pública e para a recuperação ambiental do rio que corta o município.
“É uma bandeira que carrego comigo e que vamos fazer o esgotamento sanitário de nosso município. É um sonho que vamos realizar, ver esse Rio do Antônio despoluído. Através de uma articulação política de nosso mandato, já conquistamos R$ 190 milhões do PAC para implantação do esgotamento sanitário aqui em Brumado”, afirmou o prefeito.
A obra, segundo a gestão municipal, é resultado de articulações junto aos governos estadual e federal, iniciadas ainda no começo do mandato. O projeto é considerado uma das demandas históricas da população e deve impactar diretamente na qualidade de vida, na preservação ambiental e na valorização urbana da cidade.
Além da pauta do saneamento, o giro técnico incluiu visitas a diversas frentes de trabalho, evidenciando o avanço de obras estruturantes em diferentes áreas. Entre elas, intervenções em mobilidade urbana, espaços públicos e equipamentos de saúde, que fazem parte do planejamento estratégico da atual administração.
Nos dias 6 e 7 de outubro, o município de Barra da Estiva sediou uma série de reuniões do Projeto PLASENEAR, iniciativa voltada ao fortalecimento do planejamento e da gestão dos serviços de saneamento básico nas cidades baianas.
O projeto busca aprimorar políticas públicas nas áreas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais, por meio de um processo participativo e integrado.
Barra da Estiva está entre os primeiros municípios da Bahia a serem contemplados pela ação, reforçando o compromisso da administração local com o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população.
Para garantir uma escuta ampla da comunidade, o município foi dividido em quatro regiões — Sede, Rio Preto, São Jorge e Triunfo —, onde ocorreram os encontros presenciais com representantes da sociedade civil e do poder público.
As atividades fazem parte da construção do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), instrumento essencial para o planejamento e a execução de políticas públicas voltadas ao setor.
Nesta quarta-feira (1º), o Comitê de Coordenação e o Comitê Executivo do Plano Municipal de Saneamento Básico de Barra da Estiva se reuniram para alinhar os detalhes da realização dos Eventos Setoriais, que ocorrerão nos dias 6 e 7 de outubro no município.
Os encontros têm como objetivo promover a escuta ativa da população, garantindo que o planejamento de políticas públicas na área de saneamento básico reflita as reais necessidades dos cidadãos. O processo busca assegurar transparência, controle social e legitimidade em cada etapa.
Durante os eventos, serão discutidos temas fundamentais como o abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana. A participação da comunidade é considerada essencial para que sejam construídas soluções coletivas e efetivas.
As internações hospitalares de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o país, por doenças causadas pela falta de saneamento básico e acesso à água de qualidade, ao longo de 2017, geraram um custo de R$ 100 milhões. De acordo com dados do Ministério da Saúde, ao todo, foram 263,4 mil internações. O número ainda é elevado, mesmo com o decréscimo em relação aos casos registrados no ano anterior, quando 350,9 mil internações geraram custo de R$ 129 milhões. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar investido em água e saneamento resultaria em uma economia de US$ 4,3 em custos de saúde no mundo. Recentemente, organizações ligadas ao setor privado de saneamento, reunidas em São Paulo, reforçaram a teoria da economia produzida por este investimento. Pelas contas do grupo, a universalização do saneamento básico no Brasil geraria uma economia anual de R$ 1,4 bilhão em gastos na área da saúde.
Entre os 5.570 municípios brasileiros, 2.126 têm política de saneamento básico, mesmo que não seja regulamentada por instrumento legal, o que equivale a 38,2% do total. Apesar do baixo percentual, o índice avançou 10 pontos percentuais desde 2011, quando 28,2% tinham uma política estruturada para a área, que engloba os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos. Os dados foram divulgados hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no suplemento Aspectos gerais da gestão da política de saneamento básico, dentro da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2017. O levantamento foi feito de abril a setembro por meio de questionários às prefeituras. A pesquisa não avalia a qualidade e a efetiva prestação dos serviços. Conforme a pesquisa, 24,1% dos municípios estavam elaborando política de saneamento básico no ano passado. Quanto ao plano municipal de saneamento, que traz o detalhamento das ações, diagnóstico, objetivos e metas de universalização, o percentual passou de 10,9% em 2011 para 41,5% em 2017.