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Entre os mais experientes do grupo convocado por Carlo Ancelotti para a Super Data FIFA, o meio-campista Bruno Guimarães detalhou seu papel de liderança do grupo atual e na renovação pela qual a equipe passa, em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (23), em Brisbane, na Austrália.
Com 48 jogos, o volante está perto da marca de 50 partidas pela Amarelinha. Presente nas listas da Seleção desde 2020, ele agora se vê numa posição de passar experiência aos estreantes e ajudar na transição de uma geração à outra.
“O mais importante é passar confiança aos mais jovens, para quem está chegando a primeira vez. Minha primeira convocação foi em 2020, desde lá muita coisa aconteceu na minha vida. Acho que o mais importante quando cheguei aqui foi que todos os mais velhos me passaram confiança para que eu pudesse me sentir o mais à vontade possível para desempenhar o meu melhor futebol. Agora estou nessa missão de passar confiança para os mais jovens, para que eles possam se sentir o melhor possível", disse.
Há nove estreantes no grupo selecionado pelo técnico Carlo Ancelotti (Rayan, Matheuzinho, Breno Bidon, Pedro Morisco, Mauro Júnior, Martinelli, Jair, Arthur Dias e Gabriel Bontempo). A escolha destes atletas representa o início de um processo de renovação da Seleção, que conta com uma mescla de novatos e experientes.
Um novo ciclo de Copa do Mundo tem início nesta segunda-feira (20). Na contagem regressiva, são 1.419 dias até o próximo Mundial. Após a pior campanha desde 1990, com eliminação nas oitavas de final para a Noruega, o torcedor brasileiro se questiona sobre a jornada rumo a 2030. Entre as várias interrogações, uma diz respeito a continuidade ou não de Neymar com a Amarelinha. Ainda há espaço para ele?
A última rodada do estudo Eu Vi o Brasil - O país do futebol?, que foi realizado semanalmente pela agência de pesquisas de mercado IMO Insights, com homens e mulheres a partir dos 18 anos, identificou 46% consideram finalizado o ciclo de Neymar pelo Brasil. A percepção, contudo, não chega a ser uma maioria absoluta. Ou seja, superior a 50%.
Na contramão, 36% do público acredita que o atacante de 34 anos merece, sim, continuar na Seleção. Ele terá 38 anos na próxima Copa, mais novo, por exemplo, que o argentino Lionel Messi na edição deste ano. E 18% das respostas da pesquisa - que integra uma plataforma que realiza análises de comportamento, valores e percepções para o mercado desde 2023 - "não concordam e nem discordam" sobre a permanência.
Apesar de alguma divisão a respeito das opiniões acerca do futuro de Neymar na Seleção, a imagem do atacante junto ao torcedor sofreu um desgaste sensível. Não à toa, para 67% dos pesquisados, a saída de Neymar abre espaço para uma renovação pensando em 2030. Apenas 14% pensam diferente e, novamente, 18% não têm opinião definida.