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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, confirmou nesta sexta-feira (3) a definição da chapa que disputará as eleições de 2026, encerrando especulações sobre possíveis mudanças na composição. A declaração foi feita em Salvador, durante agenda pública, onde o gestor reafirmou a permanência do atual vice-governador, Geraldo Júnior, na formação política.
Com a decisão, o grupo governista mantém a mesma estrutura já anunciada anteriormente, incluindo os nomes que disputarão o Senado, consolidando uma aliança considerada estratégica para a próxima eleição. O governador destacou a confiança no trabalho desenvolvido pela equipe e reforçou a importância da continuidade administrativa.
Durante a fala, Jerônimo também declarou apoio ao projeto político nacional liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizando alinhamento entre as esferas estadual e federal. Segundo ele, o objetivo é fortalecer ações conjuntas e ampliar investimentos na Bahia.
O chefe do Executivo baiano afirmou ainda que pretende intensificar as viagens pelo interior do estado, ouvindo a população e levantando demandas que irão contribuir para a construção do plano de governo. A proposta, segundo ele, é dar sequência ao trabalho já iniciado, com foco no desenvolvimento regional e na melhoria dos serviços públicos.
A confirmação da chapa representa um passo importante na organização política do grupo, que busca fortalecer sua base e ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade baiana ao longo dos próximos meses.
Um prognóstico divulgado pelo site Informe Baiano aponta que a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) poderá passar por uma renovação significativa nas eleições previstas para o dia 4 de outubro. O levantamento indica que a taxa de renovação pode ultrapassar 38% das 63 cadeiras do parlamento estadual.
Entre os parlamentares que aparecem em posição confortável para renovar o mandato está o deputado estadual Marquinho Viana, citado na análise como um dos nomes que “nadam de braçada” no cenário eleitoral atual, com boas perspectivas de permanência na Assembleia.
O levantamento realizado pelo Informe Baiano não se trata de uma pesquisa eleitoral formal, mas sim de uma análise política baseada em conversas com lideranças partidárias, avaliações internas de partidos e estudos sobre o cenário eleitoral em diferentes regiões do estado.
Segundo a projeção, pelo menos 11 deputados estaduais não devem disputar a reeleição, seja por decisão de buscar novos cargos, como uma vaga na Câmara Federal, ou por optarem por encerrar a trajetória no Legislativo estadual.
Além dos nomes considerados em situação confortável para renovar o mandato, a análise também aponta um grupo de parlamentares que deve enfrentar uma disputa mais acirrada nas eleições, muitas vezes por conta de mudanças partidárias, rearranjos políticos ou desafios nos redutos eleitorais.
Outro grupo aparece na chamada “corda bamba”, com risco real de não retornar à Assembleia Legislativa da Bahia após o pleito. O cenário também inclui novos nomes e ex-prefeitos que se movimentam para disputar uma vaga no parlamento estadual, o que pode ampliar ainda mais a renovação da Casa a partir de 2027.
A análise política divulgada pelo site também destaca que, caso as projeções se confirmem, a próxima legislatura da ALBA poderá apresentar uma mudança significativa em sua composição, refletindo a movimentação de lideranças políticas e o fortalecimento de novos projetos eleitorais no estado.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou nesta quarta-feira (7), após pedido de vista, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a reeleição para os cargos de presidente da República, prefeito e governador. O tema deve ser retomado na próxima semana. O relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), apresentou novo parecer encurtando a regra de transição para que o fim da reeleição para governadores e presidente passe a valer em 2030, e não em 2034, como previa o texto anterior. A mudança ocorreu após senadores criticarem, na última sessão da CCJ, que a transição estava muito longa. A PEC 12 de 2022 ainda aumenta o mandato dos chefes do Executivo, deputados e vereadores para cinco anos e dos senadores para dez anos. Além disso, a proposta unifica as eleições no Brasil para 2034, quando os brasileiros elegeriam todos os cargos de uma só vez. Atualmente, os eleitores vão às urnas a cada dois anos. O relator Marcelo Castro justificou que o Brasil nunca teve reeleição para cargos do Executivo antes de 1997, quando o Parlamento aprovou a reeleição, dando ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a possibilidade de disputar novo mandato de presidente. “O advento da reeleição tem trazido muitas distorções na prática política. Na eleição passada, 83% dos prefeitos que disputaram a reeleição no Brasil conseguiram se reeleger. Isso é um dado muito claro de que não há uma paridade de armas quando se vai disputar uma eleição com o prefeito, ou governador, ou presidente da República no poder”, argumentou Castro.