Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano chegou a 5,89%. Essa foi a 15ª revisão seguida para a estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Na semana passada, a previsão de queda estava em 5,12%. De acordo com informações da Agência Brasil, a estimativa consta do boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos. A previsão para o crescimento do PIB em 2021 passou de 3,20% para 3,50% e para 2022 e 2023 continua em 2,50%. As instituições financeiras consultadas pelo BC continuam a reduzir a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela 11ª vez seguida, ao passar de 1,59% para 1,57%. Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,20% para 3,14%. A previsão para os anos seguintes - 2022 e 2023 - não teve alterações e permanece em 3,50%. A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.
Durante o primeiro mês após a suspensão do uso de radares móveis em rodovias federais, de 15 de agosto a 15 de setembro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 395 mortes nas rodovias federais. No mesmo período do ano passado, foram 488 óbitos, o que significa uma queda de 19%. Os acidentes graves também caíram no período analisado, de 1.561 em 2018 para 1552 em 2019. São considerados graves os acidentes com, pelo menos, uma vítima com ferimentos graves ou óbito. As ocorrências no total de feridos também apresenta queda, o número oscilou de 6.796 no ano passado, para 6.628 em 2019. Para o porta-voz da PRF, Tibério de Freitas, as diminuições se deram em função de um conjunto de ações: “Atualização da legislação de trânsito, planejamento das operações e fiscalizações para poder alcançar condutas em lugares onde a chance de acidentes é maior e tecnologia em rodovias e veículos. É um conjunto de fatores que vem sendo aprimorado”. Outros fatores que ajudaram na queda dos números foram as ações de educação no trânsito com pedestres, motoristas e ciclistas, com crianças e adolescentes nas escolas e profissionais nas empresas.
Conforme levantamento realizado através da plataforma Sinesp, que concentra informações de boletins de ocorrência de todos estados e do Distrito Federal, o número de homicídios no país registrou queda de 23% no primeiro bimestre de 2019 em comparação com o mesmo período do ano passado. No primeiro bimestre de 2019 foram registrados 6.543 homicídios, nos dois primeiros meses de 2018 o número chegou a 8.498. As tentativas de homicídio caíram 15% e os crimes de latrocínio tiveram queda de 19% em comparação com o primeiro bimestre do ano passado. Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de acordo com informações do Portal Brasil, o mérito pelo resultado é da atuação integrada entre governo federal e governos locais. Segundo ele, é preciso trabalhar para que a redução seja permanente e constante. O ministro destacou ainda que a aprovação do Pacote Anticrime contribuirá para a redução nos crimes violentos, além de combater a corrupção e o crime organizado. Os dados do Sinesp mostram que também houve queda no roubo de carga (40,6%), roubo de veículo (28,3%), roubo à instituição financeira (36,7%), furto de veículo (10,9%), estupro (7%) e lesão corporal seguida de morte (6%).
Conforme dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), em 2018, 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%. Nos últimos 12 anos, a população entrevistada reduziu em 40% o consumo do tabaco, o que reforça a tendência nacional observada, ano após ano, de queda constante desse hábito nocivo para a saúde. O Vigitel revela ainda que o perfil dos tabagistas vem mudando ao longo dos anos. A queda de uso do tabaco é significativa em pessoas de 18 a 24 anos de idade (12% em 2006 e 6,7%, em 2018), 35 e 44 anos (18,5% em 2006 e 9,1% em 2018) e entre 45 a 54 anos (22,6% em 2006 e 11,1% em 2018). As mulheres também vêm assumindo um protagonismo importante nesse cenário, superando a média nacional, reduzindo em 44% o hábito de fumar no período. Realizada com maiores de 18 anos nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, o Vigitel é uma pesquisa telefônica sobre diversos assuntos relacionados à saúde. Para a edição mais recente, foram entrevistados 52.395 pessoas entre janeiro e dezembro de 2018. O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, sendo responsável por mais de dois terços das mortes por essa doença no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, até o final de 2019, sejam registrados 31.270 novos casos de câncer de traqueia, bronquio e pulmão em decorrência do tabagismo, sendo 18.740 em homens e 12.530 em mulheres.
De acordo com levantamento realizado pela Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo IBGE, a Bahia foi o único estado do nordeste brasileiro a sofrer queda no valor da sua produção agrícola, entre 2016 e 2017. Segundo o IBGE, esta foi a segunda perda de participação consecutiva, já que em 2015 a Bahia respondia por 6,5% do valor total da produção agrícola brasileira. Isso significa que o valor da produção agrícola baiana caiu de R$ 15,7 bilhões para R$ 15,4 bilhões, com índice de participação saindo 4,9% em 2016, para 4,8% em 2017. Mesmo com o decréscimo, em 2017, a Bahia ainda se manteve com a sétima maior participação no valor total da agricultura brasileira, estimado em R$ 319,6 bilhões (0,6% menor que o de 2016). São Paulo continuou em primeiro lugar, com 16,6% do valor da produção agrícola nacional, seguido por Mato Grosso (13,6%) e Paraná (11,9%). Apesar da Bahia ter tido perda de participação no valor total da produção agrícola brasileira, municípios baianos, sobretudo os produtores de grãos, ganharam importantes posições no ranking nacional da agricultura. O principal destaque foi São Desidério, no oeste do estado, que voltou em 2017 ao "pódio", com o terceiro maior valor total da produção agrícola do país: R$ 2,4 bilhões, 49,7% maior que o verificado em 2016, e menor apenas que os de Sorriso (R$ 3,3 bilhões) e Sapezal (R$ 2,6 bilhões), ambos em Mato Grosso.