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Com mais um mandado de prisão cumprido, sobe para três o número de foragidos da Justiça alcançados pelas Operações Sombras da Mata II e Tekó Porã II, deflagradas na manhã desta terça-feira (17), na região das cidades de Porto Seguro e Prado, no Extremo Sul da Bahia.
Com grupo envolvido em invasões de terra, porte ilegal de arma de fogo, homicídios, ameaça, esbulho possessório, cárcere privado, tentativa de homicídio, roubo de veículos, maquinários agrícolas e eletrônicos, as Forças Federais e Estaduais apreenderam um fuzil calibre 5,56, duas armas calibre 12, carregadores, munições, um colete balístico e rádios comunicadores.
Equipes das Polícias Federal e Rodoviária Federal, além da Secretaria da Segurança Pública (Polícias Militar, Civil. Técnica e Corpo de Bombeiros Militar) e da Força Nacional seguem reforçadas na região por tempo indeterminado.
Doze pessoas suspeitas de atingir, com disparos de arma de fogo, duas turistas do Rio Grande do Sul, no município de Prado, no extremo sul da Bahia, foram detidas, nesta terça-feira (24/2), pela Força Integrada de Combate a Crimes Envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais, composta pela Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Departamento de Polícia Técnica e Corpo de Bombeiros.
Durante a ação, foram apreendidas cinco armas de fogo e aparelhos celulares. Na área em conflito fundiário, ocupada por supostos indígenas, equipes das Polícias Militar, Civil e Federal localizaram duas espingardas calibre 12, um rifle calibre 38 e dois revólveres calibre 38. Os armamentos estavam enterrados em uma área de mata fechada, próxima ao local onde as vítimas foram atacadas.
Informações que possam auxiliar as Forças Policiais na elucidação do caso podem ser repassadas por meio do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP). O anonimato é garantido por lei.
Na manhã desta quinta-feira (20/03), a Polícia Civil da Bahia, em ação integrada com a Polícia Militar da Bahia (Comando Regional Extremo Sul e Companhias Especializadas), o Departamento de Polícia Técnica e Stelecom/Cicom Extremo Sul, deflagrou a Operação "Pacificar" para o cumprimento de 12 mandados de prisão e 07 mandados de busca e apreensão em imóveis rurais do município do Prado. Os mandados foram expedidos no curso de Inquéritos que investigam a ação de grupos armados que, a pretexto de estarem atuando em "retomadas" de territórios, agem com violência e grave ameaça contra trabalhadores e proprietários rurais, saqueando as produções agrícolas, mobiliários e veículos, além de restringir a liberdade das vítimas por períodos juridicamente relevantes. A Operação, que visa desarticular estes grupos e restaurar a segurança na região, conta com a participação de policiais das Coordenadorias Regionais de Teixeira de Freitas, Eunápolis, Ilhéus, Itapetinga e Vitória da Conquista, além da da Diretoria Regional Sul Sudoeste e de diversas unidades do CATTI/DEPIN.
Na noite de domingo (14), a indígena Miscilene Dajuda Conceição, de 44 anos, foi brutalmente espancada até a morte e teve seu corpo jogado em uma casa em chamas na Aldeia Corumbalzinho, na cidade de Prado, extremo sul da Bahia. A Polícia Civil informou que quatro suspeitos de cometerem o crime foram presos após uma operação realizada na segunda-feira (15), conforme divulgado pela 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Teixeira de Freitas). As investigações indicam que os suspeitos acreditavam que Miscilene fosse responsável pela morte de seu marido, Lucimar Rocha da Silva, de 40 anos. De acordo com a 8ª Coorpin/Teixeira de Freitas, Lucimar também era indígena e morreu durante um incêndio na casa onde morava com Miscilene, por volta das 19h de domingo. As autoridades apontam que o próprio Lucimar teria provocado o incêndio. Relatos sugerem que Lucimar, após consumir álcool, jogou gasolina e ateou fogo em uma quantia de dinheiro. As chamas se espalharam rapidamente pela casa, resultando em um incêndio fatal. A motivação teria sido uma discussão entre o casal sobre a divisão dos valores obtidos pela venda de artesanatos no sábado (13). Enquanto Miscilene conseguiu escapar, Lucimar ficou preso e teve seu corpo carbonizado. Os quatro suspeitos presos estão sob custódia e serão submetidos aos procedimentos legais cabíveis. A Polícia Civil continua a investigar o caso para esclarecer todos os detalhes e responsabilizar os envolvidos pelo crime bárbaro.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17/8), a Operação Expurgo, que visa desarticular grupo criminoso, especializado em fraudar certames licitatórios, em sua maior parte da área da saúde. Estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de suspensão de servidores públicos, além de outras medidas judiciais, nos Estados da Bahia (Teixeira de Freitas, Prado, Medeiros Neto, Santa Cruz de Cabrália, Porto Seguro, Mucuri, Itapebi e Belmonte) e Espírito Santo (Vila Velha e São Mateus). Durante cerca de um ano de investigação, a Polícia Federal identificou a atuação de dois grupos empresariais que se utilizavam de pessoas jurídicas com vistas a fraudar a concorrência e lisura dos certames, com prejuízos ao erário público estimado até o momento, em cerca de R$ 5 milhões. Contudo, o grupo movimentou R$ 92 milhões em suas contas bancárias, o que irá demandar análise posterior à deflagração. Um extenso trabalho de análise prévia à deflagração trouxe à investigação elementos quanto as pessoas interpostas utilizadas para a corrupção de servidores públicos e ocultação patrimonial. Ainda como resultado da análise prévia, foram identificados os servidores públicos que se beneficiavam da prática ilegal. Com o material apreendido na data hoje, a PF pretende detalhar ainda mais a extensão dos danos ao patrimônio público, eventualmente estendendo a investigação para outros envolvidos, bem como localizar o caminho trilhado pelo dinheiro desviado, terminando por expurgar dos quadros funcionais servidores públicos que se deixaram seduzir pelas práticas ilícitas. Os envolvidos responderão por diversos crimes, dentre eles: corrupção ativa e passiva, assim como fraudes licitatórias , podendo as penas, se somadas, chegar a mais de 20 anos de reclusão.