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Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza

13 Out 2026 / 06h42
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Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza
Foto - A12.com / Santuário

Na principal cerimônia religiosa realizada nesta segunda-feira (12) na Catedral Basílica de Aparecida (SP), dia da Padroeira do Brasil, o arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, pediu o desarmamento e atenção à fome e aos pobres.

Dom Mário fez as declarações no sermão da missa solene das 9h. Entre os presentes, estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da violência, da solidão. Não pode ficar indiferente diante das famílias feridas, das crianças também feridas, dos jovens sem esperança, dos idosos abandonados. Não podemos ficar indiferentes diante das guerras, da destruição da natureza, e de tantos outros males que nos afetam, que afetam a população do Brasil e do mundo”, destacou o arcebispo no sermão da missa.

Em outro trecho da homilia, o arcebispo pediu o desarmamento e a paz.

“Sabemos que Jesus manda construir a paz. E aqui escutando [o papa] Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós. O evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, e nem a matar os inimigos”, acrescentou.

Movimentações políticas sobre a padroeira

Após a cerimônia, em entrevista coletiva, Dom Mário foi perguntado se temia que Nossa Senhora Aparecida perdesse o título de Padroeira do Brasil. A polêmica surgiu no mês passado, após a circulação de informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação ao título de Padroeira com abrangência nacional.

O candidato do PL, no entanto, negou que tenha intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país.

“Não tenho nenhum temor de que Maria deixará de ter importância que tem na vida do povo brasileiro. O título de padroeira do Brasil foi dado pelo papa em 1930. E proclamado aqui no Brasil, a capital era o Rio de Janeiro, em 31 de maio de 1931. Então já é uma longa data desse título de Maria padroeira do Brasil”, disse.

Brasil reduz pobreza, mas amplia desigualdades, mostra estudo

12 Ago 2026 / 16h00
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Brasil reduz pobreza, mas amplia desigualdades, mostra estudo
Foto - Leopoldo Silva / Agência Senado

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta que o Brasil avançou, no último ano, em 34 (71%) dos 48 indicadores estudados para análise do processo de enfrentamento das desigualdades.

Os avanços apontados pelo estudo são relativos, principalmente, à melhoria de renda média, ao aumento do mercado de trabalho, à redução da pobreza, além de maior segurança alimentar e acesso aos serviços básicos.

Índices de saúde – como redução da desnutrição infantil e de idosos; educação – como queda do analfabetismo; e segurança, – como redução da taxa de homicídios registrados de jovens de 15 a 29 anos, também melhoraram.

Do total de indicadores analisados, oito pioraram e seis se mantiveram estáveis. Entre as pioras estão:

ampliação do número de mulheres que recebem remuneração inferior à dos homens;

agravamento da concentração da renda;

tributação menor conforme a renda é maior; 

condições mais desfavoráveis à população negra;

aumento da concentração dos piores indicadores sociais no Norte e Nordeste.

Para os responsáveis pelo relatório, os indicadores que apresentaram piora revelam que os principais mecanismos de reprodução das desigualdades permanecem ativos.

“O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, destaca o relatório.

Governo da Bahia realiza o maior investimento do país em ações de combate à fome

01 Jul 2026 / 08h47
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Governo da Bahia realiza o maior investimento do país em ações de combate à fome
Foto - Fernando Vivas / GOVBA

Há pouco mais de três anos, a Bahia decidiu enfrentar a fome por um caminho diferente. Em vez de concentrar esforços apenas na distribuição de alimentos, o Estado passou a integrar políticas de segurança alimentar, assistência social, agricultura familiar, acesso à água, alimentação escolar, pesquisa científica e fortalecimento dos municípios em uma estratégia permanente de combate à fome. O resultado desse modelo aparece agora no balanço do Bahia Sem Fome (BSF), programa do Governo da Bahia que reúne ações de diversas secretarias e órgãos estaduais: são 505 cozinhas comunitárias em funcionamento, mais de 19,3 milhões de refeições servidas, 370 mil famílias alcançadas pela distribuição de alimentos e iniciativas presentes em todos os 27 Territórios de Identidade do estado.

A experiência baiana ajudou a inspirar a criação do Plano Brasil Sem Fome, política nacional lançada pelo governo federal para enfrentar a insegurança alimentar, segundo o governador Jerônimo Rodrigues. "Quando estruturamos o Bahia Sem Fome, mostramos que era possível transformar o combate à fome em uma política de Estado, envolvendo diversas áreas do governo e a sociedade civil. Essa experiência inspirou o presidente Lula a criar o Brasil Sem Fome. Combater a fome é garantir comida na mesa, mas também é cuidar da produção, da água, da renda, da educação, da saúde e da dignidade das pessoas."

A principal vitrine dessa política pública é a Rede de Equipamentos Integrados para o Combate à Fome. Atualmente, o estado conta com 505 cozinhas comunitárias fortalecidas pelo programa, das quais 333 funcionam em parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e outras 172 são executadas em conjunto com prefeituras municipais. A rede atende cerca de 101 mil pessoas e vem fornecendo 19.364.800 refeições, resultado de um investimento de R$ 145 milhões. 

Mas o Bahia Sem Fome foi estruturado para ir além do atendimento imediato às famílias em situação de insegurança alimentar. Ao longo desses três anos, o programa passou a articular iniciativas voltadas à produção de alimentos, acesso à água, fortalecimento da agricultura familiar, alimentação escolar, pesquisa científica e integração das políticas públicas de segurança alimentar, conforme explica o coordenador-geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome do Governo da Bahia, Tiago Costa. Segundo o gestor, o BSF é o maior programa estadual de combate à fome do país. 

"O Bahia Sem Fome é o maior programa estadual de combate à fome e que teve maior investimento (R$ 5 bilhões), alcançando mais pessoas fora do alcance das políticas públicas. Entendemos que combater a fome vai muito além da entrega de alimentos. É construir uma rede permanente de assistência alimentar, proteção social e produção de alimentos, apoiando cozinhas comunitárias, fortalecendo a agricultura familiar, ampliando o acesso à água, promovendo ciência, integrando os sistemas públicos e fortalecendo os municípios. Essa é uma política pública estruturante, que atua tanto na emergência quanto em ações estruturantes, atacando na raiz as causas da insegurança alimentar fruto da pobreza estrutural e das desigualdades sociais.”

Prefeitura de Brumado convoca audiência pública para discutir LDO 2027

29 Abr 2026 / 07h00
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Prefeitura de Brumado convoca audiência pública para discutir LDO 2027
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A Prefeitura de Brumado publicou edital convocando a população para participar de uma audiência pública que discutirá o Projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2027.

A audiência está marcada para o dia 30 de abril de 2026, às 15h30, e será realizada na Câmara Municipal de Vereadores. O objetivo é apresentar e debater as diretrizes que irão nortear a elaboração do orçamento do município para o próximo ano.

O edital foi assinado pelo prefeito Fabrício Abrantes e atende às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê a transparência e a participação popular na elaboração das peças orçamentárias.

A gestão municipal reforça que a audiência é aberta ao público, convidando autoridades, representantes de instituições e todos os cidadãos a participarem do processo, contribuindo com sugestões e acompanhando de perto as decisões que impactam o desenvolvimento da cidade.

Bahia lança edital para qualificação profissional e geração de renda na agricultura familiar

14 Abr 2026 / 09h40
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Bahia lança edital para qualificação profissional e geração de renda na agricultura familiar
Foto - Aline Queiroz / CAR

O Governo da Bahia lançou edital voltado à qualificação profissional e à geração de renda na agricultura familiar. A iniciativa, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), foi publicada no Diário Oficial do Estado no último sábado (11).

O edital é direcionado a Organizações da Sociedade Civil (OSCs) interessadas em atuar na formação de beneficiários das cadeias produtivas nos territórios rurais. As capacitações deverão incluir atividades teóricas e práticas, com carga horária mínima de 8 horas, realizadas nas modalidades presencial (70%) e on-line (30%).

A ação também prevê o fortalecimento das organizações sociais e o incentivo ao protagonismo comunitário, contribuindo para a resolução de desafios locais. Entre os conteúdos previstos estão técnicas de diagnóstico participativo, elaboração e execução de projetos sociais e políticas públicas de etnodesenvolvimento sustentável, com foco no combate à pobreza.

O edital estabelece ainda diretrizes como o respeito às culturas das comunidades tradicionais e povos originários, a valorização dos saberes locais e a ampliação da participação de mulheres e jovens.

Argentina decide aderir à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

Por: Agência Brasil
18 Nov 2024 / 16h30
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Argentina decide aderir à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza
Foto - Tomaz Silva / Agência Brasil

Após negociações de última hora, o governo argentino decidiu aderir à iniciativa do Brasil da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, nesta segunda-feira (18), na cúpula do G20, no Rio de Janeiro. A Argentina havia sido a única nação do G20 que não tinha aderido à aliança, que foi lançada na abertura da cúpula do bloco das maiores economias do planeta. A adesão da Argentina ainda no dia do lançamento da aliança permite que o país figure como um dos membros fundadores da plataforma independente internacional criada para captar recursos para financiar políticas de transferência de renda em países. Com isso, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza soma 82 países, além da União Africana e da União Europeia, nove instituições financeiras, 24 organizações internacionais e 31 entidades filantrópicas e não governamentais, totalizando 148 membros fundadores. A adesão está aberta desde julho deste ano, e os países podem aderir a qualquer momento. Além dos membros do G20, aderiram à iniciativa nações como Uruguai, Ucrânia, Suíça, Nigéria, Angola, Colômbia, Jordânia e Líbano, entre outras. A expectativa é que a estrutura de governança da aliança esteja pronta até 2025. Existe ainda a expectativa se Milei vai concordar com outras iniciativas do Brasil no G20, como a proposta para taxação dos super ricos e de medidas contra as mudanças climáticas. No caso da Aliança Contra a Fome, a adesão ao programa é formalizada por meio de uma declaração de compromisso que define medidas gerais e personalizadas a serem adotadas pelos países que aderiram à iniciativa contra a fome alinhadas “com as prioridades e condições específicas de cada membro”.

Mais da metade da população da Bahia vive abaixo da linha da pobreza, revela estudo

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Mais da metade da população da Bahia vive abaixo da linha da pobreza, revela estudo
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), vinculado ao Governo do Espírito Santo, mais da metade da população da Bahia está vivendo em situação de pobreza. Os dados alarmantes mostram que 51,6% dos baianos sobrevivem com menos de R$665,02 por mês, o que equivale ao valor necessário para comprar apenas uma cesta básica, atualmente avaliada em R$585 na capital do estado. A pesquisa utilizou informações coletadas em 2021 e 2022 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os critérios adotados para definir a pobreza e a extrema pobreza são os mesmos utilizados pelo Banco Mundial, que considera como pobres as pessoas que recebem até R$665,02 mensais, e como extremamente pobres aquelas que vivem com apenas R$208,73. Em termos absolutos, o estudo revela que cerca de 7,4 milhões de pessoas estão abaixo da linha da pobreza na Bahia, colocando o estado no oitavo lugar no ranking nacional de pessoas pobres. Esses números evidenciam uma realidade preocupante e exigem uma ação urgente por parte das autoridades e da sociedade em geral.

Pesquisa revela que inflação para os mais pobres chega a 10,63% no acumulado de 12 meses

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Pesquisa revela que inflação para os mais pobres chega a 10,63% no acumulado de 12 meses
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

Conforme estudo divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a inflação desacelerou em agosto para as famílias de renda mais baixa, mas os brasileiros mais pobres ainda sentem um impacto superior da disparada de preços. Cinco dos seis grupos de rendimento analisados pelo levantamento viram a inflação perder fôlego de julho para agosto. De acordo com informações da Agência Brasil, entre as famílias de renda considerada muito baixa, a variação nos preços passou de 1,12% para 0,91%. Mesmo com a desaceleração, a inflação acumulada em 12 meses até agosto alcançou 10,63% nesse grupo --estava em 10,05% até julho. Tanto o avanço de 0,91% quanto o de 10,63% são os maiores da pesquisa. Segundo o Ipea, as famílias de renda muito baixa são aquelas com rendimento domiciliar inferior a R$ 1.808,79 por mês. Em 12 meses, o bolso dos brasileiros mais pobres foi pressionado especialmente pelos avanços de 16,6% nos alimentos no domicílio, de 21,1% na energia elétrica, de 31,7% no gás de botijão e de 5,6% nos medicamentos. O estudo ressalta que, no acumulado, a inflação dos mais pobres segue "significativamente acima" da registrada pela classe de renda alta.

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