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Após negociações de última hora, o governo argentino decidiu aderir à iniciativa do Brasil da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, nesta segunda-feira (18), na cúpula do G20, no Rio de Janeiro. A Argentina havia sido a única nação do G20 que não tinha aderido à aliança, que foi lançada na abertura da cúpula do bloco das maiores economias do planeta. A adesão da Argentina ainda no dia do lançamento da aliança permite que o país figure como um dos membros fundadores da plataforma independente internacional criada para captar recursos para financiar políticas de transferência de renda em países. Com isso, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza soma 82 países, além da União Africana e da União Europeia, nove instituições financeiras, 24 organizações internacionais e 31 entidades filantrópicas e não governamentais, totalizando 148 membros fundadores. A adesão está aberta desde julho deste ano, e os países podem aderir a qualquer momento. Além dos membros do G20, aderiram à iniciativa nações como Uruguai, Ucrânia, Suíça, Nigéria, Angola, Colômbia, Jordânia e Líbano, entre outras. A expectativa é que a estrutura de governança da aliança esteja pronta até 2025. Existe ainda a expectativa se Milei vai concordar com outras iniciativas do Brasil no G20, como a proposta para taxação dos super ricos e de medidas contra as mudanças climáticas. No caso da Aliança Contra a Fome, a adesão ao programa é formalizada por meio de uma declaração de compromisso que define medidas gerais e personalizadas a serem adotadas pelos países que aderiram à iniciativa contra a fome alinhadas “com as prioridades e condições específicas de cada membro”.
De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), vinculado ao Governo do Espírito Santo, mais da metade da população da Bahia está vivendo em situação de pobreza. Os dados alarmantes mostram que 51,6% dos baianos sobrevivem com menos de R$665,02 por mês, o que equivale ao valor necessário para comprar apenas uma cesta básica, atualmente avaliada em R$585 na capital do estado. A pesquisa utilizou informações coletadas em 2021 e 2022 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os critérios adotados para definir a pobreza e a extrema pobreza são os mesmos utilizados pelo Banco Mundial, que considera como pobres as pessoas que recebem até R$665,02 mensais, e como extremamente pobres aquelas que vivem com apenas R$208,73. Em termos absolutos, o estudo revela que cerca de 7,4 milhões de pessoas estão abaixo da linha da pobreza na Bahia, colocando o estado no oitavo lugar no ranking nacional de pessoas pobres. Esses números evidenciam uma realidade preocupante e exigem uma ação urgente por parte das autoridades e da sociedade em geral.
Conforme estudo divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a inflação desacelerou em agosto para as famílias de renda mais baixa, mas os brasileiros mais pobres ainda sentem um impacto superior da disparada de preços. Cinco dos seis grupos de rendimento analisados pelo levantamento viram a inflação perder fôlego de julho para agosto. De acordo com informações da Agência Brasil, entre as famílias de renda considerada muito baixa, a variação nos preços passou de 1,12% para 0,91%. Mesmo com a desaceleração, a inflação acumulada em 12 meses até agosto alcançou 10,63% nesse grupo --estava em 10,05% até julho. Tanto o avanço de 0,91% quanto o de 10,63% são os maiores da pesquisa. Segundo o Ipea, as famílias de renda muito baixa são aquelas com rendimento domiciliar inferior a R$ 1.808,79 por mês. Em 12 meses, o bolso dos brasileiros mais pobres foi pressionado especialmente pelos avanços de 16,6% nos alimentos no domicílio, de 21,1% na energia elétrica, de 31,7% no gás de botijão e de 5,6% nos medicamentos. O estudo ressalta que, no acumulado, a inflação dos mais pobres segue "significativamente acima" da registrada pela classe de renda alta.