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Os cardeais que participarão do conclave para eleger um novo papa começaram nesta terça-feira (6) a fazer o check-in em dois hotéis do Vaticano, onde ficarão impedidos de ter contato com o mundo exterior enquanto decidem quem deve suceder o papa Francisco. O conclave começará a portas fechadas na Capela Sistina na tarde de quarta-feira (7), com todos os cardeais com menos de 80 anos de idade podendo votar em quem deve ser o próximo líder da Igreja, que congrega 1,4 bilhão de membros em todo o mundo. A corrida para suceder Francisco, que morreu no mês passado, é vista como muito aberta. Embora alguns nomes tenham sido citados como possíveis favoritos, vários dos 133 cardeais que deverão votar no conclave disseram que não sabem quem será o próximo papa. "Não tenho nenhum palpite", disse o cardeal Robert McElroy durante uma visita a uma paróquia em Roma na noite de segunda-feira (5). O processo do conclave é "profundo e misterioso", afirmou McElroy, o arcebispo de Washington. "Não posso lhe dar nenhuma ideia de quem está à frente", disse ele. Alguns cardeais estão procurando um novo papa que dê continuidade à iniciativa de Francisco de criar uma Igreja mais transparente e acolhedora, enquanto outros estão buscando um retorno às raízes mais tradicionais que valorizam a doutrina. Os conclaves geralmente se estendem por vários dias, com várias votações realizadas antes que um candidato obtenha a maioria necessária de três quartos para se tornar papa. Durante o período do conclave, os cardeais votantes ficarão em duas hospedarias do Vaticano e farão um juramento de não entrar em contato com ninguém que não esteja participando da votação secreta.
O veículo utilizado pelo papa Francisco, popularmente conhecido como papamóvel, será transformado de forma que possa servir como uma unidade de saúde móvel para atender crianças na Faixa de Gaza. De acordo com o Vaticano, a adaptação foi um pedido feito pelo próprio pontífice. Em nota, a Santa Sé destacou que o legado de paz deixado por Francisco “continua a brilhar” em um mundo assolado por conflitos. “A proximidade que ele demonstrou aos mais vulneráveis durante sua missão terrena continua irradiando mesmo após sua morte”, completou. O 266º papa, e o primeiro das Américas, morreu no último dia 21 de abril. “Foi seu último desejo para um povo a quem demonstrou tanta solidariedade ao longo do seu pontificado, sobretudo ao longo dos últimos anos”, destacou o Vaticano. De acordo com o comunicado, o pedido foi feito já em meio aos últimos meses de vida de Francisco, que confiou a iniciativa à organização humanitária Caritas Jerusalém. “Em meio à guerra terrível, à infraestrutura em colapso, a um sistema de saúde mutilado e à falta de educação, as crianças são as primeiras a pagar o preço, com a fome, as infecções e outras doenças evitáveis colocando suas vidas em risco”, ressaltou a Santa Sé.
O Vaticano divulgou na manhã desta segunda-feira (28) a data de início do próximo conclave: 7 de maio. Em nota, a Santa Sé informou que a data foi definida por cardeais reunidos em Roma para a 5ª Congregação Geral. De acordo com o comunicado, o conclave vai acontecer na Capela Sistina do Vaticano, que permanecerá fechada para visitantes até que a eleição do novo pontífice, que sucederá a Francisco, seja concluída. Passo a passo - Segundo o Vaticano, o conclave será precedido por uma celebração eucarística solene, com a missa Pro Eligendo Papa, com a presença dos cardeais eleitores. No período da tarde, eles seguem em procissão solene até a Capela Sistina. Ao final da procissão, já dentro da Capela Sistina, cada cardeal eleitor prestará juramento. “Por meio desse juramento, eles se comprometem, se eleitos, a cumprir fielmente o munus petrinum (ministério petrino, na tradução livre) como pastor da Igreja Universal”. Os cardeais eleitores também se comprometem a manter absoluto sigilo sobre tudo o que se relaciona ao pleito e a se abster de apoiar qualquer tentativa de interferência externa na eleição. Neste momento, o mestre de Celebrações Litúrgicas Pontifícias proclama extra omnes e todos que não fazem parte do conclave devem deixar a Capela Sistina. Permanecem no local apenas o próprio mestre e o eclesiástico designado para proferir a segunda meditação. “Essa meditação foca na grande responsabilidade que recai sobre os eleitores e na necessidade de se agir com intenções puras para o bem da Igreja Universal, mantendo somente Deus diante de seus olhos.” Uma vez proferida a meditação, tanto o eclesiástico quanto o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias também se retiram. Os cardeais eleitores recitam orações e ouvem o cardeal decano, que pergunta se estão prontos para prosseguir com a votação ou se há algum esclarecimento necessário sobre regras e procedimentos. “Durante todo o processo eleitoral, os cardeais eleitores devem abster-se de enviar cartas ou manter conversas, incluindo telefonemas, exceto em casos de extrema urgência.” Segundo a Santa Sé, eles também não estão autorizados a enviar ou receber mensagens de qualquer tipo, receber jornais ou revistas de qualquer natureza ou acompanhar transmissões de rádio ou televisão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva, participou nesta quarta-feira (24) de uma emocionante cerimônia de despedida ao Papa Francisco, realizada na Basílica de São Pedro, no Vaticano. A visita faz parte de uma série de homenagens ao Santo Padre, que enfrenta um delicado momento de saúde. Em tom de reverência e devoção, Lula destacou a importância da liderança espiritual do Papa para o mundo. “Compartilhamos a emoção e a devoção com todos que vieram prestar as merecidas homenagens ao Santo Padre. Que sua sabedoria, coragem e compaixão sigam iluminando os corações de todos nós”, afirmou o presidente em nota oficial. A comitiva brasileira reuniu diversas autoridades dos Três Poderes. Estiveram presentes a ex-presidenta Dilma Rousseff; o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; além de ministros de Estado e parlamentares.
Ao final do terceiro dia de velório aberto, às 20h (horário local, 15h em Brasília) desta sexta-feira (25), terá início o rito de fechamento do caixão do papa Francisco. A cerimônia litúrgica será presidida pelo cardeal Kevin Farrell, camerlengo da Santa Igreja Romana. Em nota, o Vaticano informou que também devem atender à cerimônia diversos cardinais e oficiais da Santa Sé. O rito marca o fim do velório aberto na Basílica de São Pedro, onde mais de 128 mil pessoas prestaram homenagens a Francisco. A Basílica de São Pedro permaneceu aberta para receber fiéis até as 5h30 (0h30, em Brasília) de hoje, quando ficou fechada por apenas uma hora e meia e voltou a ser aberta para o último dia de velório aberto às 7h (2h, em Brasília). O funeral e a missa de corpo presente estão previstos para começar às 10h (5h, em Brasília) deste sábado (26) na Praça São Pedro, marcando o início do Novemdiales, antiga tradição de nove dias de luto e orações em sufrágio pela alma do pontífice.
O papa Francisco começou a apresentar sinais de doença súbita por volta de 5h30 (horário local) da última segunda-feira (21). Cerca de uma hora depois, logo após acenar com a mão para seu enfermeiro pessoal, em gesto de despedida, o pontífice entrou em coma. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (22) pelo Vaticano. “De acordo com os que estavam com ele em seus momentos finais, Francisco não sofreu. Tudo aconteceu muito rápido”, destacou o Vaticano, em comunicado. “Foi uma morte discreta, quase repentina, sem longo sofrimento ou alarme público, para um papa que sempre foi muito reservado em relação à sua saúde.” Francisco morreu às 7h35 (horário local), no dia seguinte à Páscoa, quando fez uma breve aparição na sacada da Basílica de São Pedro e ofereceu a bênção Urbi et Orbi (Para a cidade e para o mundo, na tradução literal). De acordo com o Departamento de Celebrações Litúrgicas do Vaticano, o funeral será realizado no próximo sábado (26).
O Vaticano divulgou nesta terça-feira (21) as primeiras fotos do Papa Francisco em seu caixão, durante o velório que ocorre na Capela da Casa Santa Marta, residência oficial do pontífice. O momento é reservado para que funcionários do Vaticano prestem suas últimas homenagens ao líder da Igreja Católica, que faleceu nesta manhã. As visitas estão permitidas até a meia-noite, no horário local. A programação oficial prossegue nesta quarta-feira (23), quando, às 9h (4h no horário de Brasília), o corpo será trasladado da Capela da Casa Santa Marta até a Basílica de São Pedro, onde terá início o velório aberto ao público e outras celebrações religiosas. A condução da urna será precedida por um momento de oração, presidido pelo cardeal Kevin Joseph Farrell, camerlengo da Santa Igreja Romana, responsável por administrar o Vaticano durante o período de Sé Vacante. O funeral oficial do Papa Francisco deverá ocorrer nos próximos dias, e o mundo católico se prepara para acompanhar o rito solene, que marcará o fim de uma era e a preparação para o Conclave que elegerá seu sucessor.
Com a morte do Papa Francisco, ocorrida nesta segunda-feira (21), a Igreja Católica Apostólica Romana entra em um período de transição e começa a se preparar para a escolha de um novo líder. O Conclave, reunião restrita onde cardeais com menos de 80 anos escolhem o próximo pontífice, deverá contar com a participação de 135 cardeais de diversas partes do mundo, conforme informou o Vaticano. Entre os cardeais aptos a votar, está o brasileiro Dom Sérgio da Rocha, de 65 anos, arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil. Ele é um dos sete cardeais brasileiros com idade inferior ao limite estabelecido pelas normas da Igreja, o que o torna um dos elegíveis tanto para votar quanto para ser escolhido. Dom Sérgio tem sido citado em listas informais que apontam possíveis nomes para suceder o Papa Francisco. No entanto, ao ser questionado sobre as especulações, ele adotou um tom cauteloso. “Em relação às especulações sobre o novo papa, é preciso primeiro respeitar esse momento. As especulações existem, mas sabemos que o Espírito Santo sempre surpreende a Igreja”, afirmou o religioso em coletiva de imprensa realizada no fim da manhã desta segunda-feira. Ele também revelou que, até o momento, poucas informações foram divulgadas sobre o Conclave. Dom Sérgio embarca para o Vaticano nesta terça-feira (22), onde participará das cerimônias de despedida do Papa Francisco e permanecerá em Roma para acompanhar e integrar os ritos e deliberações que levarão à escolha do novo líder da Igreja Católica.
O cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, disse nesta segunda-feira (21), que “ninguém deverá se surpreender” se o novo papa, a ser escolhido durante o Conclave, seja um asiático ou africano. “Ninguém deveria se surpreender se fosse escolhido um cardeal africano para ser papa ou um cardeal asiático para ser papa ou novamente um cardeal italiano para ser papa. Está nas possibilidades. Se isso acontecer, não significará que a igreja voltou-se só para África ou voltou-se apenas para Ásia, voltou às costas para América ou voltou a se centrar na Europa. Qualquer um que for escolhido papa deve recuperar o cuidado da Igreja como um todo. Portanto, é o tempo do pontificado que vai depois nos dizer para onde irão as escolhas pessoais que o papa fará”, disse. Dom Odilo destacou que essa variedade de nacionalidades entre as possibilidades para um novo papado decorre do fato de que, durante o pontificado de Francisco, o colégio de cardeais ficou ainda mais diversificado.
O Vaticano confirmou nesta segunda-feira (21) que a morte do Papa Francisco, aos 88 anos, foi causada por um acidente vascular cerebral (AVC) seguido de um quadro de insuficiência cardíaca. Segundo o boletim médico oficial, o pontífice sofreu um AVC cerebral, entrou em coma e teve um colapso cardiocirculatório irreversível às 7h35 no horário local (2h35 em Brasília). O quadro clínico foi agravado por uma série de complicações preexistentes, incluindo pneumonia bilateral, bronquiectasias múltiplas, hipertensão arterial e diabetes tipo II. A morte foi confirmada por meio de um eletrocardiograma. Francisco faleceu em seu apartamento na Casa Santa Marta, residência oficial dos papas no Vaticano, onde vivia desde sua eleição ao papado em 2013. Ele estava em processo de recuperação após 38 dias de internação por pneumonia nos dois pulmões. Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, foi o primeiro pontífice latino-americano e jesuíta da história da Igreja Católica. Durante os 12 anos de seu papado, destacou-se pela simplicidade, pela defesa dos mais pobres e pelo diálogo aberto com outras religiões e setores da sociedade. Em nota oficial, o Vaticano prestou homenagem à trajetória do líder religioso:“O Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados. Com imensa gratidão por seu exemplo como verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino.” As cerimônias fúnebres já foram iniciadas e seguem os ritos tradicionais para papas em exercício. Detalhes sobre o velório e sepultamento devem ser divulgados nos próximos dias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou nesta segunda-feira (21) luto oficial de sete dias em homenagem ao Papa Francisco. Por meio de nota, o presidente destacou o legado do pontífice argentino Jorge Mario Bergoglio e lamentou profundamente a perda de uma “voz de respeito e acolhimento ao próximo”. Lula ressaltou que Francisco viveu e propagou valores como o amor, a tolerância e a solidariedade. “Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o Papa buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia”, disse. O presidente também destacou a atuação do Papa em temas centrais da agenda social e ambiental global. Segundo ele, com simplicidade, coragem e empatia, Francisco levou ao Vaticano o debate sobre as mudanças climáticas e denunciou modelos econômicos geradores de injustiças e desigualdades. “Ele sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito”, afirmou Lula. O presidente lembrou ainda os encontros que teve com o Papa, ao lado da primeira-dama Janja da Silva, como momentos de carinho e partilha de ideais comuns. “Pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará”, disse. Ao finalizar a nota, o presidente desejou consolo a todos que sofrem com a perda do líder religioso. “O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações”, concluiu.
O mundo católico amanheceu de luto nesta segunda-feira (21) com a notícia da morte do Papa Francisco, aos 88 anos. Jorge Mario Bergoglio faleceu às 2h35 (horário de Brasília), 7h35 no horário local, conforme confirmado pelo Vaticano. Ainda não foram divulgados detalhes sobre a causa da morte. Francisco estava em processo de recuperação de uma pneumonia nos dois pulmões, após ter passado cerca de 40 dias internado. O pontífice ocupou o cargo máximo da Igreja Católica por 12 anos, sendo o primeiro papa jesuíta e também o primeiro da América Latina. Em nota oficial, o Vaticano destacou a dedicação do Papa Francisco à fé e à humanidade:“O Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados. Com imensa gratidão por seu exemplo como verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino.” As cerimônias fúnebres terão início ainda nesta segunda-feira e seguirão os ritos tradicionais da Igreja Católica para um papa em exercício. Detalhes sobre o velório, sepultamento e homenagens póstumas devem ser divulgados ao longo do dia. Francisco deixa um legado marcado pela simplicidade, pela luta contra a desigualdade social e por um papado voltado à inclusão e ao diálogo inter-religioso.
O papa Francisco enfrentou um momento crítico durante sua recente internação por pneumonia, chegando tão perto da morte que sua equipe médica considerou interromper o tratamento para que ele pudesse falecer em paz. A revelação foi feita pelo chefe da equipe médica do Hospital Gemelli, de Roma, Sergio Alfieri, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, publicada nesta terça-feira (25). De acordo com Alfieri, o pontífice de 88 anos esteve em risco iminente quando sofreu um episódio de vômito e havia a possibilidade de engasgo, o que poderia ser fatal. "Havia risco real de que ele não sobrevivesse", afirmou o médico. Diante da gravidade do quadro, a equipe precisou tomar uma decisão difícil: interromper o tratamento ou continuar com todas as terapias possíveis, mesmo com o risco de danificar outros órgãos. "No final, tomamos esse caminho", declarou Alfieri.
O Papa Francisco apresentou "mais uma leve melhora" em seu estado de saúde, conforme informado pelo Vaticano nesta quarta-feira. O pontífice, de 88 anos, está internado há 13 dias no hospital Gemelli, em Roma, sendo esta sua internação mais longa desde o início de seu papado, há quase 12 anos. Segundo o comunicado, Francisco continua recebendo oxigênio, mas não teve novas crises respiratórias. Uma tomografia do tórax realizada na terça-feira indicou uma "evolução normal" da inflamação pulmonar. Durante o fim de semana, o Vaticano havia informado sobre uma "leve insuficiência renal", que gerou preocupações quanto a uma possível piora no quadro de saúde do papa. No entanto, na atualização desta quarta-feira, foi informado que a questão "foi resolvida". O comunicado não esclareceu se o papa ainda é considerado um paciente em estado crítico, classificação atribuída a ele desde sábado. Apesar da melhora, as autoridades mantêm um prognóstico cauteloso. Uma fonte do Vaticano, que preferiu não ser identificada, relatou que Francisco esteve alerta ao longo do dia, conseguiu se alimentar normalmente e se movimentar dentro de seu quarto no hospital. A expectativa é de que novas atualizações sobre seu estado de saúde sejam divulgadas nos próximos dias.
Na madrugada desta segunda-feira (24), o Vaticano informou que o papa Francisco "passou bem a noite, dormiu e está descansando". O pontífice, no entanto, continua lutando contra uma pneumonia dupla, condição que exige acompanhamento médico constante. No domingo (23), o estado de saúde do líder da Igreja Católica foi classificado como crítico, devido a uma insuficiência renal leve. De acordo com o boletim médico divulgado pelo Vaticano na tarde de ontem, novos exames confirmaram a insuficiência renal em estágio inicial, mas a condição está controlada no momento. Os médicos também informaram que Francisco não apresenta mais crise respiratória, o que indica uma melhora parcial do quadro. Apesar disso, o Vaticano mantém sigilo sobre o prognóstico completo, ressaltando a complexidade da situação de saúde do pontífice. Ainda segundo o comunicado oficial, o papa Francisco está "vigilante e bem orientado", o que reforça sua capacidade de interação e resposta aos tratamentos. A Santa Sé segue monitorando seu estado de saúde e novas atualizações devem ser divulgadas conforme a evolução do quadro clínico.
O Vaticano informou nesta quinta-feira (15) que o papa Francisco, de 88 anos, hospitalizado devido a uma pneumonia bilateral, apresentou uma ligeira melhora. Segundo o comunicado oficial, o pontífice não teve febre e seus exames de sangue estão estáveis. O líder da Igreja Católica foi internado no hospital Gemelli, em Roma, no último dia 14 de fevereiro, após enfrentar dificuldades respiratórias por vários dias. A pneumonia bilateral, condição que afeta os dois pulmões, pode comprometer seriamente a respiração, tornando o tratamento essencial para sua recuperação. Francisco tem um histórico de complicações pulmonares, pois, na juventude, desenvolveu pleurisia e precisou remover parte de um dos pulmões. Essa condição o torna mais vulnerável a infecções respiratórias, exigindo acompanhamento médico constante.
O Papa Francisco expressou sua preocupação e condenou veementemente a situação em Israel e na Palestina, descrevendo os acontecimentos como "terrorismo" durante uma audiência geral realizada na Praça de São Pedro nesta quarta-feira, 22 de novembro. Após receber delegações de familiares de reféns israelenses mantidos pelo Hamas e de palestinos presos, o Papa declarou que a violência na região não pode ser rotulada como uma guerra tradicional, mas sim como atos de terrorismo. Ele compartilhou suas reflexões ao final da audiência, pedindo orações pela paz e pelo povo de Israel. A reunião com o Papa ocorreu em um momento delicado, após o governo de Israel aceitar um acordo com o Hamas para a libertação de 50 pessoas sequestradas na Faixa de Gaza, em troca da soltura de prisioneiros palestinos e de um cessar-fogo de quatro dias. O Catar anunciou que nas próximas 24 horas será oficializado o início da trégua de quatro dias entre Israel e o movimento islâmico Hamas, que também prevê a libertação de reféns em Gaza e de prisioneiros palestinos.
O papa Francisco se recupera de uma infecção respiratória na Policlínica Gemelli, no chamado apartamento dos papas. A equipe de enfermagem está otimista com a possibilidade de ele receber alta antes das comemorações do Domingo de Ramos, em 2 de abril. Os médicos "por enquanto" descartaram um quadro com problemas cardíacos e de pneumonia. Francisco apresenta infecção respiratória e precisará passar "alguns dias" no hospital para tratamento, informou o Vaticano em comunicado. De acordo com o Vaticano, o papa permanece sereno e estável e encontra-se no mesmo local em que ficou quando, em 2021, foi internado para a cirurgia no cólon. Os médicos continuam atentos à saturação de oxigênio no sangue de Francisco, que é monitorado permanentemente por meio de um equipamento fixado no quarto. A equipe médica também admite a possibilidade de fazer uma coronariografia por causa do risco de fibrilação arterial.
Na audiência geral desta quarta-feira, 26 de outubro, na Praça São Pedro o Papa saudou os peregrinos de língua portuguesa, em especial aqueles que vieram de São Salvador da Bahia, Anicuns, Taubaté e São Paulo. Em seguida recordou a beatificação da menina Benigna Cardoso da Silva realizada na tarde da última segunda-feira, na cidade de Crato, Ceará: Queridos irmãos e irmãs, anteontem, em Crato, no Estado brasileiro do Ceará, foi beatificada Benigna Cardoso da Silva, uma jovem mártir que, seguindo a Palavra de Deus, manteve pura a sua vida, defendendo a sua dignidade. O seu exemplo nos ajude a ser generosos discípulos de Cristo. A vida do mundo depende do nosso testemunho coerente e alegre do Evangelho. Um aplauso à nova beata! Enfim o Papa dirigiu seu pensamento ao povo brasileiro pedindo a intercessão e a proteção de Nossa Senhora Aparecida. Peço a Nossa Senhora Aparecida que proteja e cuide do povo brasileiro, que o livre do ódio, da intolerância e da violência.
Nesta quarta-feira (26), durante audiência no Vaticano, o Papa Francisco declarou que pais não devem condenar filhos homossexuais, mas oferecer apoio a eles. “Pais que veem diferentes orientações sexuais em seus filhos questionam como lidar com isso, como acompanhar seus filhos e não se esconder atrás de uma atitude de condenação”, declarou disse Francisco. De acordo com informações do O Globo, não é a primeira vez que Francisco faz comentários em defesa dos gays, apesar das regras da Igreja Católica sobre o tema. O Papa disse anteriormente que gays têm o direito de serem aceitos por suas famílias como filhos e irmãos. Além disso, já afirmou que, embora o catolicismo não possa aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, endossa a proteção legal dessas uniões na esfera civil. No ano passado, o Vaticano anunciou que padres e outros ministros não podem abençoar uniões entre pessoas do mesmo sexo, num ato que foi visto como uma vitória para a ala mais conservadora da Igreja. Na ocasião, o Vaticano argumentou que os homossexuais devem ser tratados com dignidade e respeito, mas também que o sexo entre pessoas do mesmo sexo é "intrinsecamente desordenado".
O papa Francisco disse nesta quarta-feira (18) que quem se vacina contra a covid-19 demonstra um "ato de amor" para com os mais frágeis.
O chefe da Igreja Católica afirmou que cabe a cada um contribuir para acabar com a pandemia de covid-19, e que essa contribuição começa com a vacinação. As declarações do papa foram feitas em mensagem dirigida aos representantes da Igreja Católica na América Latina, no momento em que o número de infecções aumenta em países do centro e do sul do Continente Americano. Vacinem-se! É o slogan lançado pelo papa, numa campanha que junta arcebispos e cardeais do Continente Americano com a mensagem de que as vacinas são seguras e uma ferramenta fundamental para conter o avanço do novo coronavírus.
A cirurgia pela qual o papa Francisco passou neste domingo (4) terminou e o pontífice reagiu bem ao procedimento, de acordo com um comunicado do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. “O Santo Padre, internado à tarde no Hospital A. Gemelli, foi submetido à noite a uma operação cirúrgica programada para tratar uma estenose diverticular do cólon”, informou Bruni. Segundo Bruni, o papa Franscisco “reagiu bem à operação”. O hospital onde o papa Francisco foi operado é um extenso hospital e escola de medicina administrado por católicos e localizado na parte norte de Roma. Tradicionalmente a instituição trata os papas e uma parte de seu 10º andar está permanentemente reservada para eles. Algumas horas antes da cirurgia, o papa realizou sua benção de domingo para milhares de pessoas que estavam na Praça de São Pedro e anunciou uma viagem para a Eslováquia e para Budapeste em setembro. Francisco sofre de estenose diverticular sintomática do cólon, uma condição em que bolsas em forma de saco se projetam da camada muscular do cólon, fazendo com que se torne estreito. Além de causar dor, a condição pode causar distensão abdominal, inflamação e dificuldade para evacuar. Francisco às vezes fica sem fôlego porque uma parte de um de seus pulmões foi removida após uma doença quando ele era jovem e morava na Argentina, sua terra natal.
O papa Francisco pediu nesta sexta-feira (25), em sua mensagem de Natal, que as nações compartilhem as vacinas contra a covid-19. Ele afirmou que os muros do nacionalismo não podem ser construídos para impedir uma pandemia que não conhece fronteiras. Em um sinal dos tempos, Francisco entregou a tradicional mensagem "Urbi et Orbi" (Para a cidade e para o mundo) de um púlpito dentro do Vaticano, em vez de fazer o pronunciamento da varanda central da Basílica de São Pedro, diante de dezenas de milhares de pessoas. A pandemia e seus efeitos sociais e econômicos dominaram a mensagem, na qual Francisco apelou à unidade global e à ajuda às nações que sofrem com conflitos e crises humanitárias. “Neste momento da história, marcado pela crise ecológica e graves desequilíbrios econômicos e sociais agravados pela pandemia do novo coronavírus, é tanto mais importante que nos reconheçamos como irmãos”, disse. Lembrando que a saúde é uma questão internacional, ele pareceu criticar o chamado "nacionalismo da vacina", que as autoridades da ONU [Organização das Nações Unidas] temem que poderá piorar a pandemia se os países pobres receberem o imunizante por último. “Que o filho de Deus renove nos dirigentes políticos e governamentais um espírito de cooperação internacional, a começar pela saúde, para que todos tenham acesso a vacinas e tratamento. Diante de um desafio que não conhece fronteiras, não podemos erguer muros. Todos nós estamos no mesmo barco", disse ele.
O papa pediu hoje (21), na abertura de uma reunião histórica da igreja para abordar os abusos sexuais cometidos por membros do clero, "medidas concretas e efetivas" de combate. Segundo o pontífice, não basta apenas condenar esses crimes. "O povo de Deus está a ver-nos e espera que nós não só condenemos, mas que tomemos medidas concretas e efetivas", afirmou o papa Francisco perante 190 representantes da hierarquia religiosa. "A concretização [dessas medidas] é necessária", destacou. "Confrontados com o flagelo do abuso sexual realizado por homens da Igreja contra as crianças, pensei em consultar-me convosco, patriarcas, cardeais, arcebispos, bispos, superiores religiosos e responsáveis, para que juntos possamos ouvir o grito dos pequenos que pedem justiça", ressaltou Francisco.