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A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Infância Protegida, voltada ao combate a crimes de violência sexual praticados contra crianças e adolescentes no município de Botuporã. Durante a ação, que investiga crimes de estupro de vulnerável, ameaça, produção e divulgação de cenas de cunho sexual envolvendo crianças e adolescentes, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em sete endereços, na sede e na zona rural do município, relacionados a oito investigados.
As investigações tiveram início em julho deste ano, após requisição do Ministério Público, quando a autoridade policial tomou conhecimento dos fatos. Conforme as apurações, um dos investigados mantinha relacionamento com uma adolescente e teria induzido a vítima a permitir a gravação de atos de natureza sexual e o envio de imagens íntimas. De posse desse material, o suspeito passou a ameaçá-la, utilizando a possibilidade de divulgação dos vídeos e imagens em redes sociais como forma de constrangê-la a manter relações com outros homens. No decorrer das investigações, outras duas vítimas foram identificadas.
Durante o cumprimento das medidas judiciais nos endereços-alvo, foram apreendidos 11 aparelhos celulares, um notebook e um pen drive. Todo o material foi encaminhado à unidade policial e passará por processo de extração e análise de dados, que contribuirá para o aprofundamento das investigações e a identificação de outros possíveis envolvidos.
A ação foi realizada pela Delegacia Territorial (DT/Botuporã), com apoio da 20ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (20ª COORPIN/Brumado) e das Delegacias Territoriais (DTs/Paramirim e Livramento de Nossa Senhora).
Na manhã desta terça-feira (25/3), a Polícia Federal deflagrou a operação Infância Protegida, cumprindo mandado de busca e apreensão na cidade de Tanque Novo/BA, como parte de uma investigação relacionada ao armazenamento, disponibilização e venda pela internet de material de abuso sexual infantojuvenil. A ação faz parte de uma investigação que vinha sendo desenvolvida há meses com base em denúncias e evidências coletadas por meio de monitoramento digital e colaboração internacional. Foram reunidas provas de que o investigado era o administrador de um grupo com cerca de 2.700 participantes, onde compartilhava material contendo cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. Também foi verificado que o mesmo tipo de material foi oferecido através de chat de rede social. Os dispositivos eletrônicos, como computadores, celulares e HDs, eventualmente apreendidos serão submetidos a perícia técnica para identificação de conteúdo ilícito.