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Antes mesmo de os Jogos Olímpicos de Paris começarem, as mulheres brasileiras já faziam história. Pela primeira vez em mais de cem anos de participações do país em Olimpíadas, a delegação do Brasil teve mais mulheres do que homens: 163 contra 126, uma fatia correspondente a 56,4% do total. Ao final do evento, elas mostraram que não estavam apenas fazendo número. A maioria dos vinte pódios conquistados pela delegação foi resultado do empenho feminino.
Para começar, os três ouros brasileiros em Paris foram de mulheres: Beatriz Souza no judô, Rebeca Andrade na ginástica artística e a a dupla Duda e Ana Patrícia no vôlei de praia. Doze das vinte medalhas foram de esportistas femininas. Um décimo terceiro pódio, o das equipes no judô, não foi obra 100% das mulheres, mas com participação importante delas. Há três anos, em Tóquio, os pódios femininos representaram 43% do total do Brasil. No Rio, há oito, 26%. Curiosamente, elas também se sobressaíram nos outros naipes de medalhas: foram mais pratas (quatro contra três) e mais bronzes (cinco contra quatro) femininos do que masculinos. Como era de se esperar, na coletiva de imprensa convocada pelo COB neste domingo (11) para realizar um balanço da campanha brasileira em Paris, o assunto foi abordado.
Não faltaram dedicação e suor. Nos Jogos Olímpicos das mulheres, as do futebol feminino defenderam com garra a oportunidade construída. Após duas vitórias heroicas no mata-mata, o grupo repetiu neste sábado, no Parque dos Príncipes, o melhor resultado da história do nosso futebol feminino. Dezesseis anos depois da última final, novamente conquistamos a prata, a 19ª medalha do Brasil em Paris 2024. A medalha foi forjada numa classificação dura na fase de grupos, seguida por triunfos maiúsculos sobre a França, nas quartas-de-final, e sobre a atual campeã mundial Espanha, com direito a goleada nas semifinais. Na decisão, melhor para os Estados Unidos, agora pentacampeões olímpicos, por 1 a 0, gol de Mallory Swanson. Agora o Brasil soma 10 medalhas no futebol olímpico. Além da prata desta edição, as mulheres foram vice-campeãs em Atenas 2004 e Pequim 2008. O masculino, que não se classificou para estes Jogos, soma sete, sendo campeão na Rio 2016 e em Tóquio 2020.
A dupla Duda e Ana Patrícia se sagrou campeã olímpica do vôlei de praia em Paris 2024. Nesta sexta-feira (09), aos pés da icônica Torre Eiffel, as brasileiras venceram as canadenses Melissa e Brandie no tie-break, por 2 sets a 1 (parciais de 26/24, 12/21, 15/10) para cravarem seus nomes no Olimpo e conquistarem o ouro na edição dos Jogos Olímpicos Paris 2024. Eduarda Santos Lisboa e Ana Patrícia Ramos se tornaram a segunda dupla feminina brasileira a subir ao lugar mais alto do pódio na história dos Jogos Olímpicos. Agora, elas se juntam a Jackie Silva e Sandra Pires, campeãs em Atlanta 1996. Campeãs de tudo (Jogos Olímpicos da Juventude, Mundial, Jogos Pan-americanos), Duda e Ana, 28 anos depois da primeira conquista brasileira, somam o ouro olímpico a sua vitoriosa carreira. Para chegar a esse topo, as brasileiras tiveram um jogo duro nesta sexta-feira, decidido na tensão do time-break. As duas equipes, inclusive, reeditaram o confronto da final dos Jogos Pan-americanos Santiago 2023. Na oportunidade, Duda e Ana Patrícia venceram as canadenses por 2 sets 0 para conquistarem o ouro da competição continental. No confronto desta sexta, a história se repetiu, com vitória das brasileiras na final olímpica.
De derrotado na estreia a medalhista olímpico. A jornada de Edival Pontes, o Netinho, na arena montada no Grand Palais foi de fé, garra e, acima de tudo, técnica e força mental. Superado pelo jordaniano Zaid Kareem na primeira rodada, Netinho teve a oportunidade de disputar a repescagem devido à classificação do algoz para a disputa pelo ouro. Não desperdiçou a segunda chance. Após oito horas de espera, venceu duas lutas pela categoria até 68kg e voltará dos Jogos Olímpicos Paris 2024 com um bronze na bagagem. A luta que consagrou a volta por cima de Netinho foi contra o espanhol Javier Polo Perez, vencida por 2 rounds 1 pelo brasileiro, com emoção até o último segundo. Esta é a 15º medalha do Brasil na capital francesa e a terceira do taekwondo brasileiro nos Jogos. Antes de Netinho subiram ao pódio olímpico Natalia Falavigna, bronze em Pequim 2008, e Maicon Andrade, também bronze na Rio 2016.
Dono de quatro medalhas olímpicas, o canoísta Isaquias Queiroz saiu frustrado do Estádio Náutico de Vaires-sur-Marne nesta quinta-feira (8). Após passarem bem pela semifinal realizada de manhã, Isaquias e o parceiro Jacky Godmann chegaram em oitavo lugar na final da prova de C2 500m, com o tempo de 1min42s48. Sorte do Brasil que o baiano, dono de quatro medalhas olímpicas, ainda participará de sua prova favorita. Isaquias volta à raia nesta sexta-feira (9) para disputar os C1 1000m, a mesma que lhe rendeu o ouro em Tóquio 2020. A medalha de ouro no C2 500m ficou com os chineses Bowen Ji e Hao Li (1min39s48); a prata com os italianos Carlo Tacchini e Gabriele Casadei (1min41s08); e o bronze com Diego Domingues e Juan Antoni Moreno (1min41s18). “Não gostei do resultado, claro. Em cima do que nós e nosso treinador Lauro trabalhamos, em cima do que o COB investiu em nós, por mais que seja uma final olímpica, chegar em oitavo não é um resultado excelente. Trabalhamos muito no Brasil e na aclimatação em Portugal. O barco estava andando rápido, mas é uma final olímpica. Não estou feliz com o resultado, mas sim em estar entre os melhores do mundo”, disse o baiano.
Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva editou Medida Provisória que isenta da cobrança do Imposto de Renda os valores recebidos por atletas olímpicos e paralímpicos como premiação pela conquista de medalhas em Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O texto da MP nº 1.251, assinado pelo presidente, pelo ministro André Fufuca (Esporte) e pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 8 de agosto. A Medida Provisória modifica a Lei nº 7.713, de 1988. A regra passa a prever que valores recebidos por atletas em Jogos Olímpicos e Paralímpicos como premiação pela conquista das medalhas, pagos por Comitê Olímpico do Brasil (COB) e Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), ficam isentos de tributação pelo Imposto de Renda. As medalhas, troféus e outros objetos comemorativos recebidos em eventos esportivos oficiais realizados no exterior já eram isentos de impostos federais. O texto especifica que a validade é a partir de 24 de julho de 2024, o que abrange os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024, que estão em curso na França. Pelas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a decisão. "Editei Medida Provisória que isenta de Imposto de Renda os valores recebidos por atletas olímpicos e paralímpicos como premiação pela conquista de medalhas em Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O imposto cobrado por premiações de atletas olímpicos e paralímpicos existia há mais de 50 anos. As medalhas, troféus e outros objetos comemorativos recebidos em eventos esportivos oficiais realizados no exterior já eram isentos de impostos federais", postou.
A seleção brasileira feminina de vôlei está classificada para a semifinal dos Jogos Olímpicos Paris 2024. Nesta terça-feira (06), em um clássico das Américas, o Brasil venceu a República Dominicana por 3 sets a 0 (parciais de 25/22, 25/13, 25/17) pelas quartas de final, na Arena Paris Sul, e agora aguarda o adversário das semis da competição. A equipe do técnico José Roberto Guimarães encontrou dificuldades, natural de uma fase eliminatória, mas encontrou soluções para se impor diante das adversárias, vencer a partida em sets diretos, e continuar na busca pela medalha olímpica. Na semifinal, o Brasil vai encarar Estados Unidos ou Polônia, equipes que ainda se enfrentam nesta terça. Contra as dominicanas, as brasileiras enfrentaram velhas conhecidas. As duas equipes já duelaram diversas vezes neste ciclo olímpico e várias jogadoras já tiveram a oportunidade de dividir quadra no mesmo clube, inclusive no Brasil, caso de Carol e as irmãs Martinez, por exemplo.
Marta tinha 22 anos quando a seleção feminina de futebol disputou uma final olímpica pela última vez. Única remanescente daquela geração, a camisa 10 terá a chance de disputar o ouro que falta à coleção de títulos graças à atuação colossal de companheiras que eram meninas assistindo pela televisão à conquista daquela prata em Pequim 2008. Fora por suspensão, a Rainha viu das arquibancadas do Estádio de Marselha o coletivo honrar a amarelinha para vencer com louvor a poderosa campeã mundial Espanha. Os 4 a 2 no placar das semifinais dos Jogos Olímpicos Paris 2024 foram construídos com um gol contra de Irene Paredes e outros de Gabi Portilho, Adriana e Kerolin – Duda Sampaio, contra, e Paralluelo descontaram. As brasileiras vingaram a derrota na fase de grupos em jogo completamente diferente, com defesa sólida e múltiplas oportunidades de ataque criadas. Na terceira decisão olímpica do nosso futebol feminino, o adversário será, pela terceira vez, os Estados Unidos. Dezesseis anos após o último encontro nesta fase do evento, as duas equipes se enfrentam às 10h (de Brasília) da sexta-feira (9), em Lyon. As americanas garantiram a classificação ao derrotarem a Alemanha por 1 a 0.
“Eu sou um homem em uma missão”, assim Gabriel Medina se descreveu quando buscava a classificação olímpica, em março, durante o ISA Games, em Porto Rico. Agora, mais do nunca, a missão está cumprida. O surfista Gabriel Medina fez história neste sábado, dia 3, e conquistou a medalha que faltava à sua vitoriosa carreira. O bronze nos Jogos Olímpicos Paris 2024 veio no cenário perfeito, na mítica onda de Teahupo'o, no Taiti, e consagra o brasileiro como uma das grandes lendas do esporte nacional. O último capítulo de um roteiro que poderia ter sido escrito para o cinema aconteceu contra o atleta do Peru, Alonso Correa. Para chegar ao pódio olímpico, Medina atravessou momentos de decepção, persistência e superação nos últimos dois anos. O brasileiro, tricampeão mundial, foi o último dos 24 atletas a se classificar para os Jogos Olímpicos, mas assim que garantiu a vaga se preparou integralmente para alcançar o seu principal objetivo, ou melhor, cumprir uma missão: a medalha olímpica. “Os Jogos Olímpicos são o maior palco de esporte que podemos ter no mundo. E agora eu sou medalhista. É muito difícil. Eu sei o quanto trabalhei. Eu sempre assisto esportes em geral e sei o quanto é difícil. Então, fico feliz de ter sido um desses caras, um desses três que podem ganhar medalha no surfe masculino. Como falei, dei o meu melhor, não queria deixar passar mais uma oportunidade porque Tóquio foi muito perto”, completou. Ao longo da competição, Gabriel Medina foi apresentando ao mundo seu melhor surfe nas mais distintas condições. Nas quartas de final, em uma revanche dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 contra o japonês Kanoa Igarashi, em uma bateria épica, fez história ao pegar tubos perfeitos, eternizados em uma foto que viralizou em todo o mundo e o fez ganhar mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais.
A seleção brasileira feminina entrou em campo neste sábado disposta a fazer história. Sem Marta, expulsa na partida contra a Espanha, o Brasil disputaria a vaga com a França, dona da casa e de um histórico favorável: nunca havia perdido para a seleção brasileira - cinco empates e sete vitórias francesas. Logo no início do jogo, aos 15 minutos, Tarciane derrubou Deplhine Cascarino na área e foi marcado pênalti para a França. Após análise do VAR, a penalidade foi confirmada mas, novamente, brilhou a estrela de Lorena, que se esticou e defendeu a cobrança. O primeiro tempo seguiu intenso e disputado, mas terminou sem gols. A segunda etapa continuou acirrada, com oportunidades para os dois lados, mas com muitas pausas, até que, aos 36 minutos, a defesa francesa falhou, Gabi Portilho aproveitou, entrou livre na área e abriu o placar para o Brasil. Ao final do jogo, a juíza deu 16 minutos de acréscimos e a partida esquentou. Com os ânimos aflorados, quatro cartões amarelos foram distribuídos, dois para cada lado. O Brasil se defendia e a França tentava encontrar espaço para empatar, mas sem sucesso. Após quase 20 minutos de acréscimos e com muita emoção de Marta na arquibancada, o apito final: O Brasil está na semifinal dos Jogos Olímpicos.
O judô brasileiro fez história em Paris 2024. A equipe venceu Cazaquistão, Sérvia e Itália, na luta decisiva, para conquistar o bronze nos Jogos Olímpicos, a quarta medalha dessa edição e a 28ª medalha olímpica da modalidade. Rafael Macedo, Beatriz Souza e a própria Rafaela marcaram os pontos do Brasil, mas a Itália empatou em três a três. Coube então a Rafaela Silva, na luta extra, marcar o ponto decisivo que garantiu o Brasil no pódio com o placar de 4 a 3.
Beatriz Souza juntou-se a Aurélio Miguel, Rogério Sampaio, Sarah Menezes e Rafaela Silva no rol de gigantes campeões olímpicos do judô brasileiro. Com uma campanha memorável nesta sexta-feira, no Palais Éphemère da Arena Champs-de-Mars, a brasileira de 26 anos conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Paris 2024 na categoria pesado (acima de 78kg). "O diferencial é manter a calma, porque ajudou, né? Todo mundo treina. A cabeça é o principal, e ela conseguiu ter o controle emocional. Ela conseguiu lutar direitinho, não desistiu da estratégia, foi até o fim. Então isso firmou, garantiu a medalha dela", disse Sarah Menezes. Bia, já detentora de uma carreira repleta de conquistas, venceu quatro lutas para chegar ao tão sonhado ouro. Bia estreou contra Izayana Marenco, da Nicarágua, e não teve dificuldade para avançar com um ippon. Na luta seguinte, válida pela quartas de final, encarou a sul-coreana Hayun Kim, medalhista de bronze no Campeonato Mundial deste ano. Em um combate duríssimo, a brasileira conseguiu reverter uma entrada da asiática e aplicou um waza-ari para seguir na chave. A semifinal prometia ser uma guerra. E foi. Contra a francesa Romaine Dicko, esperança de ouro local e número 1 do ranking mundial, Bia tinha retrospecto desfavorável.
Foi na última oportunidade, mas o Brasil passou de fase e está nas quartas de final do vôlei masculino nos Jogos Olímpicos Paris 2024. Nesta sexta-feira (02), a seleção masculina precisava vencer o Egito bem para se garantir na etapa eliminatória da competição. E assim o fez: 3 sets a 0 diante dos egípcios (parciais de 25/11, 25/13 e 25/16 ), na Arena Paris Sul, e classificação assegurada como terceiro colocado do grupo B.A seleção brasileira estava pressionada para este confronto, pois carregava o favoritismo diante dos egípcios e precisava vencer o jogo em sets diretos (ou perder somente um) para assegurar a classificação sem precisar fazer muitas contas. A vitória tranquila garantiu o Brasil como um dos melhores terceiros colocados da competição. Agora os brasileiros esperam a definição da rodada para saber quem enfrentam nas quartas de final.A novidade nesta sexta-feira foi o retorno do oposto Alan ao elenco. Ele se recuperou de uma lesão na panturrilha e fez sua estreia nestes Jogos Olímpicos, entrando na inversão do 5 e 1. Já o destaque geral da partida foi o irmão de Alan, Darlan, que terminou como maior pontuador, com 15 pontos marcados.
O Time Brasil terá dois representantes nas semifinais do surfe dos Jogos Olímpicos Paris 2024. Nesta quinta-feira, dia 1º, Gabriel Medina e Tatiana Weston-Webb venceram suas baterias e seguem na briga pelas medalhas da competição, que está sendo disputada nas clássicas ondas de Teahupo´o, no Taiti. Os confrontos decisivos acontecerão no próximo sábado, dia 3, a partir das 14hs (horário de Brasília). Em busca de uma vaga na final olímpica, Gabriel enfrentará o australiano Jack Robinson, enquanto Tati terá pela frente a costarriquenha Brisa Hennessy. O dia em Teahupo´o começou com as oitavas de final femininas. Em um dos confrontos mais aguardados dos Jogos, a brasileira Tati Weston-Webb superou com autoridade a líder do ranking da World Surf League, a americana Caitlin Simmers por 12.34 a 1.93. Logo em seguida, as brasileiras Luana Silva e Tainá Hinckel se enfrentaram. Amigas fora da água, elas fizeram um duelo bastante equilibrado, que teve como vencedora Luana pelo placar de 6.77 a 5.93. Nas quartas de final, Tati teve a espanhola Erostarbe como adversária. Com duas ondas consistentes, a brasileira fez um somatório que lhe deu tranquilidade para administrar a bateria. No fim, 8.10 para Tati e 6.34 para a sua oponente e vaga garantida na semifinal olímpica.
Três vitórias em três jogos e classificação garantida com 100% de aproveitamento. Assim Duda e Ana Patrícia encerraram a participação na primeira fase dos Jogos Olímpicos, ao vencerem as italianas Gottardi e Menegatti, por 2 a 0 (21/17 e 21/10), nesta quinta-feira, 1, em Paris. Com a vaga consolidada na primeira posição do grupo, agora elas esperam os outros jogos para saber quem enfrentarão nas oitavas de final. A partida contra as italianas foi muito tranquila. Duda e Ana Patrícia dominaram o placar desde o início do primeiro set, que chegou a ser um pouco mais equilibrado. Já no segundo, superioridade total das brasileiras, que venceram por 21 a 10 sem qualquer dificuldade e confirmaram os 100% de aproveitamento na primeira fase.
Entre os meros mortais, Rebeca Andrade é a ginasta mais completa do mundo. O bicampeonato de Simone Biles no individual geral se torna um detalhe para os brasileiros diante de mais uma prata incontestável do nosso fenômeno. Com 57.932 pontos e apresentações que levantaram a Arena Bercy, Rebeca conquistou seu segundo pódio em Paris 2024 e, de quebra, tornou-se a mulher brasileira com mais medalhas em Jogos Olímpicos. Esta é quarta em duas edições do evento, ultrapassando Fofão, do vôlei, e Mayra Aguiar, do judô, com três cada. Na capital francesa, a paulista liderou tecnicamente o grupo que conquistou o inédito bronze na disputa por equipes no feminino. Em Tóquio 2020 foi prata no individual geral e campeã olímpica no salto. Pela primeira vez em uma final olímpica do individual geral, Flavia Saraiva encantou o público com atuação sólida na trave e o Cancã no solo e fechou sua participação em Paris em 9º lugar com 52.032 pontos. Até o momento, o Time Brasil tem seis medalhas no quadro geral. Também nesta quinta-feira Caio Bonfim foi prata na marcha atlética de 20km, mesma cor da medalha de William Lima, do judô. São três bronzes até o momento: com a equipe feminina da ginástica artística, Larissa Pimenta, do judô, e Rayssa Leal, do skate. E o número de Rebeca ainda pode aumentar, já que a ginasta ainda disputa três finais de aparelhos: salto, trave e solo.
O vôlei feminino do Brasil está classificado para as quartas de final dos Jogos Olímpicos Paris 2024. A seleção venceu o Japão por 3 sets a 0 (parciais de 25/20, 25/17, 25/18) nesta quinta-feira (1º), na Arena Paris Sul, em partida válida pelo grupo B. Com uma rodada de antecedência, as brasileiras se garantiram na próxima fase da competição. Nem mesmo o alto poderio defensivo japonês e eficiência nos contra-ataques, características que levaram os últimos confrontos entre os times a irem para o tie-break, foi páreo para a imposição brasileira nesta quinta. O time do técnico José Roberto Guimarães entrou em quadra bastante concentrado e com poderio ofensivo efetivo com praticamente todas as atletas. Gabi foi o maior destaque e terminou a partida como maior pontuadora geral, com 17 pontos anotados. O Brasil também elevou o nível do seu sistema bloqueio-defesa, fundamental para a vitória diante das japonesas. As adversárias, inclusive, estavam “engasgadas”, uma vez que haviam vencido as brasileiras na semifinal da Liga das Nações deste ano, no time-break. Vitória devolvida e agora a seleção se prepara para o próximo compromisso da fase classificatória, domingo (4), contra a Polônia, às 16h (horário de Brasília).
A seleção brasileira feminina de handebol tentou de tudo, mas acabou superada pela Holanda pela rodada da fase de grupos dos Jogos Olímpicos Paris 2024. Nesta quinta-feira (1º), as brasileiras perderam por 31 a 24 em jogo válido pelo grupo B. Este foi o quarto jogo da seleção nos Jogos Olímpicos. Com uma vitória e três derrotas, e 3 pontos somados, o Brasil ocupa atualmente ocupa a quinta colocação do grupo, mas ainda tem chances de se classificar para as quartas de final com o quarto lugar. Para isso, precisa vencer Angola e fazer contas, sobretudo em saldo de gols. "A gente sabia que seria um jogo duro. Demos o nosso melhor, mas o importante agora é pensar no jogo contra Angola. Hoje, elas souberam aproveitar os nossos erros e a gente não levou bem. Agora é olhar para Angola. Sabíamos que seria difícil avançar mesmo com a vitória hoje", disse Bruna de Paula, armadora e capitã do time.
Caio Bonfim é a personificação da resiliência. Encarou por anos ofensas machistas enquanto treinava nas ruas de Sobradinho, no Distrito Federal. Enfrentou sol, chuva, quilômetros e quilômetros de treinos e competições mundo afora tentando levar a marcha atlética do Brasil onde ela nunca tinha estado. Hoje, o filho de Gianetti e João, também marchadores, chegou aonde sempre mereceu: no pódio olímpico. A conquista da inédita prata olímpica para o nosso país veio na prova masculina de 20km dos Jogos Olímpicos Paris 2024, quarta edição do evento em que Caio compete. Nesta quinta-feira ele cobriu o trajeto em 1h19min09, ficando atrás apenas do equatoriano Brian Daniel Pintado, campeão com 1min18s55. O espanhol Alvaro Martin completou o pódio. "Medalha no Brasil, na marcha atlética, não tem cor. Quando eu passei a linha de chegada no Rio, eu pensei se teria outra oportunidade de disputar os Jogos. Tive muito orgulho daquele quarto lugar. Abriu muitas portas. Na minha cidade, brinco que antes da Rio 2016 eu era xingado quando marchava. Depois de lá, mudou. As buzinas vinham seguidas de 'vamos, campeão'. Quando meu pai me chamou para marchar pela primeira vez, eu fui muito xingado naquele dia. Era muito difícil ser marchador", disse. Caio Bonfim fez sua primeira participação nos Jogos em Londres 2012, na 39ª colocação. Na Rio 2016, em casa, bateu na trave, terminando em quarto lugar. Em vez de lamentar o “quase”, ajoelhou e apontou para o céu em gratidão. Em Tóquio foi o 13º colocado. Nunca deixou de lutar e teve nos Campeonatos Mundiais a confirmação de que sempre este no caminho certo. Ele foi bronze em Londres 2017 e Budapeste 2023.
A Seleção Brasileira Feminina foi derrotada pela Espanha por 2 a 0, nesta quarta-feira (31), em Lyon. Os gols da vitória espanhola foram marcados por Athenea, aos 22 min, e Alexia Putellas, aos 61 min, ambos no segundo tempo. O Brasil jogou com uma jogadora a menos após a expulsão de Marta aos 50 min do primeiro tempo. Com o resultado, o Brasil permanece com 3 pontos no seu grupo. A Espanha ficou em primeiro lugar, com 100 % de aproveitamento. O Japão, que venceu a Nigéria por 3 a 1, ficou em segundo lugar. Pelo regulamento do torneio, as duas primeiras de cada grupo se classificam e as duas melhores terceiras colocadas. Agora, a Seleção aguarda o fim das partidas das outras chaves, que acontecem ainda nesta quarta-feira, para saber se segue no torneio olímpico.
Miguel Hidalgo era um bebê recém-nascido quando Sandra Soldan conquistou que seria, por 24 anos, o melhor resultado do triatlo brasileiro em Jogos Olímpicos. Nesta quarta-feira (31), o paulista de Saltos fez uma prova de recuperação impressionante na corrida, seu ponto forte, para conquistar em Paris o primeiro top 10 da história do país na competição. Entre os homens, o recorde até então era um 14º lugar, de Leandro Macedo, também em Sydney 2000. Miguel cruzou a linha de chegada na Ponte Alexander III na 10ª colocação, com o tempo total de 1h44s27, pouco mais de um minuto atrás do campeão, britânico Alex Yee. Apesar do tamanho do feito estava claramente frustrado por ficar fora do pódio. “Sei que nunca peguei um pódio em Mundial, mas fiz uma preparação para tentar ganhar a prova. Eu poderia ter feito uma prova mais conservadora e talvez ficar numa colocação melhor, mas fiz tudo o que eu pude para tentar pegar medalha. (...) Estou orgulhoso da minha performance, mas insatisfeito com o resultado. Sei que tenho muito para amadurecer como atleta. Para 2028 tenho certeza que vou fechar esse gap.” Se a preocupação pública era com a qualidade da água do Rio Sena, os brasileiros não sofreram neste sentido. Até se queixaram da falta de possibilidade de fazer treino de reconhecimento do local de forma adequada, mas a crítica geral foi sobre a pancadaria entre os adversários debaixo da Ponte Alexander III.
Manoel Messias, outro brasileiro a disputar a prova e 45º no geral, sofreu mais e terminou a primeira etapa apenas na 51ª colocação, enquanto Miguel foi o 23º. No ciclismo Miguel caiu para 27º, enquanto Messias subiu para 47º. Os dois melhoraram na corrida, e Miguel chegou a sonhar com a medalha na terceira e penúltima volta, quando ocupou a quinta posição, a apenas três segundos do líder do pelotão.
Em um jogo tenso, de alto nível técnico, a seleção brasileira masculina de vôlei acabou sofrendo a virada e perdeu a sua segunda partida nestes Jogos Olímpicos Paris 2024. Na manhã desta quarta-feira (31), na Arena Paris Sul, o Brasil foi superado pela Polônia por 3 sets a 2 (parciais de 25/22, 19/25, 25/19, 23/25, 12/15), em partida válida pelo grupo B da competição. Mais eficiente na definição das jogadas e atento aos detalhes, o Brasil mostrou sua força e evolução coletiva. Apesar da derrota, ainda tem chance de classificação às quartas de final dos Jogos como um dos melhores terceiros colocados. O próximo compromisso da seleção é na sexta-feira (02/08), contra o Egito, às 8h (horário de Brasília). Sem margem para erro, Bruninho destacou também sobre como a equipe deve encarar mais esse desafio.
A seleção brasileira de handebol perdeu para a França por 26 a 20, nesta terça-feira, 30, em Paris, pela terceira rodada dos Jogos Olímpicos. Apesar do resultado, a equipe segue com chances de classificação para as quartas de final. O Brasil fez um bom começo de jogo, mas não conseguiu segurar o ritmo das donas da casa. Empurradas pela torcida, as francesas abriram vantagem antes da metade do primeiro tempo, sem dar chances às brasileiras encostarem, e mantiveram a ponta até o fim. Após a partida, a capitã Bruna de Paula falou sobre a atuação da seleção. O Brasil volta a jogar na quinta-feira, 1º, contra a Holanda. O último duelo será contra Angola, no sábado. Uma vitória em alguma das partidas praticamente garante a classificação para as quartas de final.
Os canoístas Ana Sátila e Pedro Gonçalves passaram bem pelas eliminatórias da canoagem slalom e se classificaram, com segurança e em boas posições, para as semifinais de suas respectivas competições nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Enquanto Pepê passou com a oitava colocação geral na prova do K1 (caiaque), Ana foi a sétima colocada na C1 (canoa), em provas disputadas no Estádio Náutico Vaires-sur-Marne. Ana disputa as semifinais e finais - caso avance- nesta quarta-feira, 31/7; já Pepê volta às águas no dia seguinte. Pepê fez um excelente tempo, de 86.64 segundos, logo na primeira das duas descidas, e um tempo ainda melhor na segunda, mas acabou sofrendo uma penalidade. No fim das descidas, a 8ª colocação geral.
Esta terça-feira, 30 de julho de 2024, ficará marcada por um brilho especial. É data da coroação de gerações que batalharam para transformar a ginástica artística do Brasil numa potência mundial. É o dia da prova de que o Time Brasil tem muito mais do que um diamante em sua delegação, mas cinco joias valiosas capazes de levar o coletivo ao pódio nos Jogos Olímpicos Paris 2024. Rebeca Andrade, Flavia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Julia Soares escreveram seus nomes na história olímpica do nosso país. Com nota 164.497, conquistaram o mais valioso dos bronzes, a primeira medalha por equipes da ginástica artística brasileira, no feminino. Ficaram atrás apenas dos Estados Unidos, com 171.296, e da Itália, com 165.494. O bronze sela a quarta edição olímpica seguida com o país no pódio. Agora são sete medalhas. A primeira foi o ouro de Arthur Zanetti nas argolas em Londres 2012. Na Rio 2016 foram três: prata para Zanetti novamente nas argolas, e prata e bronze no solo masculino com Diego Hypolito e Artur Nory, respectivamente. Em Tóquio 2020, Rebeca Andrade quebrou o tabu da ginástica feminina com ouro no salto e prata no individual geral. Esta foi a quarta medalha do Time Brasil em Paris. O país já conquistou prata com William Lima, no judô, e bronzes com Larissa Pimenta, também no judô, e Rayssa Leal, no skate street.