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A saúde da mulher requer um momento importante que acontece antes de qualquer diagnóstico: aquele em que ela olha para si. Nesse contexto, o Hospital Estadual de Oncologia Alto Sertão (HEOAS), em Caetité, realiza, no próximo dia 17 de outubro, o Dia D da Saúde da Mulher com uma programação especial reunindo diferentes ações de prevenção e promoção da saúde, das 8h às 17h.
A iniciativa, que faz parte do Outubro Rosa, pretende ir além do mapeamento do câncer de mama, a ideia é transformar a prevenção em uma experiência de cuidado completo. Aberto ao público, com atendimento por ordem de chegada, a iniciativa tem expectativa de receber cerca de 60 mulheres entre moradoras da comunidade, pacientes, acompanhantes e colaboradores do hospital, de acordo com os critérios clínicos necessários para cada atendimento e exame.
Ao longo da programação, as participantes terão acesso a acolhimento e atividades educativas, atendimento de enfermagem, avaliação médica e acompanhamento nutricional. Também serão realizados exames e procedimentos como mamografia, radiografia e eletrocardiograma, conforme indicação específica para cada paciente.
No caso do câncer de mama, a ação é especialmente importante, pois quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores são as possibilidades de intervenção e chances de cura. Por isso, o Dia D pretende aproximar a prevenção da rotina das mulheres, criando um espaço para que dúvidas sejam esclarecidas e cuidados sejam realizados antes que um problema de saúde se torne uma emergência.
“O Outubro Rosa não precisa ser lembrado apenas quando aparece um sintoma ou quando alguém próximo recebe um diagnóstico. Com esta iniciativa, nós do Hospital Estadual de Oncologia Alto Sertão queremos que as mulheres abram espaço em suas agendas para o Dia D de acolhimento, orientação, avaliação e estímulo ao cuidado integral”, destaca o diretor médico do HEOAS, Dr. Fábio Veloso Alexandrino.
O uso de medicamentos popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras tem se mostrado eficaz no combate à obesidade, mas também é associado a casos de deficiência de vitaminas e perda de massa muscular, sobretudo quando não há mudança de hábitos relacionados à alimentação e atividade física.
Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenador do Departamento de Farmacoterapia da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Marcio Mancini, explica que esse tipo de medicamento - da classe dos agonistas do receptor GLP 1 - pode causar deficiência de micronutrientes e perda excessiva de massa muscular se não houver um acompanhamento adequado.
Segundo ele, o forte efeito de redução do apetite e de atraso do esvaziamento do estômago fazem com que os pacientes, muitas vezes, reduzam drasticamente a ingestão de alimentos, o que pode levar a um consumo insuficiente de proteínas e vitaminas.
“Quando o tratamento é iniciado, é preciso dar prioridade à densidade nutricional. O foco principal não deve ser apenas reduzir o tamanho das porções, mas garantir que as pequenas refeições sejam ricas em nutrientes."
O médico sugere metas de proteína de aproximadamente 1,2 grama/quilo/dia para indivíduos jovens e saudáveis, e de 1,5 grama/quilo/dia para idosos ou pessoas em risco de sarcopenia (perda de massa muscular.
De acordo com o especialista, também é essencial fazer o acompanhamento da quantidade de massa magra, o que pode ser feito por meio de exames como a bioimpedância, em consultório, e densitometria de corpo inteiro, no em laboratório. Outra estratégia é testar a função muscular por meio de testes de força de preensão manual (hand grip) para evitar que a perda de músculo ultrapasse 25% de todo o peso perdido.
O Brasil segue fora do Mapa da Fome, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 (SOFI, na sigla em inglês), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU). O documento considera dados referentes ao triênio 2023-2025 e foi divulgado nesta terça-feira (21/7).
O país manteve abaixo de 2,5% a proporção da população que não tem renda suficiente para consumir a quantidade mínima de calorias para uma vida saudável, segundo o indicador de Prevalência de Subnutrição (PoU, na sigla em inglês) utilizado pela FAO na construção do Mapa da Fome.
O relatório também apontou a diminuição da insegurança alimentar severa, chegando a 0,6%. 16,7 milhões de pessoas deixaram a condição de insegurança alimentar severa no triênio 2023-2025 no país.
No Brasil, o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) integra a estrutura de governança das políticas de segurança alimentar e nutricional, articulando ações de proteção social, transferência de renda, acesso ao crédito agrícola e compras públicas da produção de alimentos, entre outras iniciativas.
Alimentação saudável
Para chegar aos números, a FAO-ONU utiliza indicadores macroeconômicos e demográficos que consideram variáveis como tamanho da população, perfil de renda e custo médio de uma cesta de alimentos saudável.
Além disso, segundo a FAO, o custo da dieta saudável no Brasil foi de US$ PPC 4,89 (dólares em Paridade do Poder de Compra) por pessoa ao dia, abaixo da média da América do Sul (US$ 4,94) e da América Latina e Caribe (US$ 4,91).
Potencial nutritivo das chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais despertou interesse dos jovens cientistas
O interesse pelas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) vem crescendo em todo o mundo. Muito disso gira em torno de discussões sobre alimentação saudável, biodiversidade e gastronomia contemporânea. Rica em proteína e ferro, a ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) é um exemplo que tem chamado a atenção de profissionais da saúde e da gastronomia.
O potencial dessas “plantinhas” estimulou a professora Siderleia Rocha e os estudantes Samuel Oliveira, Rian Lima, Saullo Oliveira e Jefferson Oliveira, do Colégio Estadual de Tempo Integral Sinésio Costa, localizado no município de Riacho de Santana, a criarem uma barra de cereal à base de ora-pro-nóbis.
“A ideia de desenvolver uma barrinha de proteína surgiu a partir do interesse em utilizar PANCs na alimentação cotidiana, valorizando alimentos nutritivos e pouco explorados. A ora-pro-nóbis foi escolhida por ser rica em proteínas, fibras e vitaminas, além de ser acessível e fácil de cultivo”, explica Siderleia.
Empolgados com o resultado do projeto, os jovens cientistas, que já pensam em patentear a ideia e empreender, destacam os diferenciais do produto. “Ao contrário de muitas opções industrializadas, nossa barrinha é um produto artesanal, livre de aditivos químicos e processos ultraprocessados. Além disso, utilizamos ingredientes como mel e castanhas para garantir uma formulação estável e funcional, unindo saúde e praticidade”, dizem.
A Prefeitura de Brumado, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), tem reforçado o investimento na alimentação escolar da rede pública, garantindo refeições diárias para milhares de estudantes. A iniciativa busca assegurar nutrição adequada e contribuir para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes matriculados nas unidades municipais.
De acordo com a gestão municipal, mais de 9 mil alunos são atendidos diariamente com alimentação balanceada, preparada seguindo critérios nutricionais e padrões rigorosos de qualidade. O serviço contempla quatro refeições ao longo do dia, incluindo café da manhã, lanche, almoço e pré-janta.
Com a ampliação do atendimento, a rede municipal ultrapassa a marca de 30 mil refeições servidas todos os dias. Ao longo do ano letivo, a estimativa é que o número supere 6 milhões de refeições distribuídas aos estudantes.
A administração municipal destaca que o cardápio é elaborado para garantir os nutrientes necessários ao crescimento e aprendizado dos alunos, respeitando as necessidades nutricionais de cada faixa etária. O preparo também segue protocolos de higiene e segurança alimentar, assegurando qualidade no serviço oferecido.
Segundo a Secretaria de Educação, a alimentação escolar é considerada parte essencial do processo pedagógico, contribuindo para o rendimento em sala de aula e para a permanência dos estudantes nas unidades de ensino.