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As novas regras do futebol entraram em vigor neste fim de semana na Série A do Campeonato Brasileiro e apresentaram resultados promissores. O principal deles foi o aumento da média de bola rolando, após os nove primeiras partidas da 23ª rodada. A jornada será concluída nesta segunda-feira, com o duelo entre Internacional e Remo.
Até a pausa para a Copa do Mundo, a média nas partidas era de 52 minutos e 54 segundos. Após os nove jogos de sábado e domingo, o tempo ficou em 55 minutos e 29 segundos. Esta média supera o tempo de bola em jogo de grandes ligas europeias, como a Premier League (55:23), LaLiga (55:08) e Série A (54:28).
Trata-se, além disso, do primeiro fim de semana de aplicação das novas regras, que exigem um período de adaptação tanto das equipes quanto da arbitragem. Ainda que os primeiros sinais sejam positivos, uma análise mais rigorosa do impacto das mudanças exigirá uma base maior de partidas.
“Esse primeiro fim de semana com a implementação das novas regras traz um balanço muito positivo. Ainda é prematuro falar em uma consolidação dos resultados, mas já foi possível perceber avanços importantes em diversos jogos. O aumento do tempo de bola rolando contribui diretamente para um jogo mais fluido, mais dinâmico e, principalmente, para a entrega de um produto cada vez melhor ao torcedor”, disse Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF.
Além das regras que visam aumentar a fluidez do jogo, houve também um caso de aplicação do chamado “protocolo Vini Jr”, em Vitória x Botafogo.
A FIFA anunciou nesta quinta-feira (9) a lista oficial de árbitros que irão atuar na Copa do Mundo de 2026, e o Brasil se destacou como o país com o maior número de representantes na arbitragem da competição.
Ao todo, nove profissionais brasileiros foram selecionados, sendo três árbitros principais e seis assistentes. Entre os nomes confirmados estão Raphael Claus, Ramon Abatti e Wilton Sampaio, que irão comandar partidas no principal torneio do futebol mundial. A equipe é completada pelos assistentes Bruno Boschilia, Bruno Pires, Danilo Manis, Rodrigo Figueiredo, Rafael Alves e Rodolpho Toski.
A expressiva presença brasileira foi destacada pelo diretor de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Netto Góes. “Não é apenas um dado estatístico. É o reflexo de um trabalho sério, consistente e cada vez mais alinhado com os padrões de excelência do futebol mundial. Essa representatividade reforça a confiança da FIFA na arbitragem brasileira e evidencia a qualidade técnica, a preparação física e o compromisso dos nossos profissionais com o jogo”, afirmou.
O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, também ressaltou o reconhecimento internacional. “Temos que destacar o trabalho coletivo. Não tem vencedores, existe uma equipe vencedora que trabalha muito para o melhor da arbitragem no futebol brasileiro. Hoje temos essa notícia fantástica de nove árbitros na Copa do Mundo, o país com mais representantes. Isso fortalece o futebol brasileiro”, declarou.