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O município de Brumado registrou um desempenho expressivo na geração de empregos formais no mês de fevereiro, alcançando a terceira posição entre os municípios baianos com maior número de vagas criadas. Ao todo, foram mais de 580 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado que foi comemorado pelo prefeito Fabrício Abrantes.
O gestor destacou que o resultado reflete o momento de crescimento econômico vivido pela cidade, impulsionado por investimentos públicos, fortalecimento do comércio local e parcerias institucionais que vêm contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho.
“Brumado ficou em terceiro lugar entre os mais de 400 municípios em geração de emprego. Foram mais de 580 empregos com carteira assinada apenas no mês de fevereiro. Isso é fruto de trabalho, de desenvolvimento, do comércio acreditando e das obras do poder público somadas às parcerias. Tudo isso tem gerado emprego, renda e oportunidades para a nossa população”, afirmou.
Segundo o prefeito, o cenário positivo já era uma meta traçada desde o início da gestão, com foco na transformação do município em um polo de desenvolvimento regional. “Esse foi um compromisso que assumimos no início do governo, de transformar Brumado em um canteiro de obras, e isso já está acontecendo”, completou.
Fabrício Abrantes também destacou o impacto social de investimentos na área da saúde, como a implantação do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), que, segundo ele, terá papel importante na reinserção de pessoas no mercado de trabalho.
“Hoje mesmo aqui no CAPS, a gente fica muito feliz porque essas pessoas que serão recuperadas terão, se Deus quiser, a oportunidade de reingressar no mercado de trabalho. Pessoas que enfrentam o alcoolismo ou a dependência de drogas serão tratadas e poderão voltar a ter uma vida produtiva. Brumado está se tornando um verdadeiro canteiro de obras, gerando emprego, renda e oportunidades para quem quer crescer”, destacou o prefeito.
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) Bahia anunciou a abertura de 656 vagas de estágio e bolsas de inovação destinadas a estudantes de diferentes níveis de formação em várias regiões do estado. Entre os municípios contemplados está Brumado, que integra a lista de cidades com oportunidades disponíveis na região sudoeste da Bahia.
As vagas são voltadas para alunos do ensino médio, educação de jovens e adultos (EJA), cursos técnicos, graduação e pós-graduação. Os valores das bolsas variam de acordo com a formação exigida e a área de atuação, podendo chegar a R$ 5 mil em algumas oportunidades.
Na região sudoeste, a unidade do IEL em Vitória da Conquista concentra 123 vagas distribuídas entre diversas cidades, incluindo Brumado, Jequié, Guanambi e Caculé. As bolsas destinadas a essa região variam entre R$ 500 e R$ 1.860.
As oportunidades contemplam estudantes de diferentes áreas, como Administração, Ciências Contábeis, Psicologia, Economia, Pedagogia, Matemática, Letras, Artes, Design Gráfico, Marketing, Comunicação Social, Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Enfermagem, Medicina Veterinária e Arquitetura e Urbanismo. Também há vagas para cursos técnicos e tecnológicos em áreas como Administração, Vendas, Marketing, Gestão Comercial, Informática, Saúde Bucal e Eletromecânica.
A taxa de desocupação no país, também conhecida como taxa de desemprego, ficou em 6,2% no trimestre encerrado em outubro deste ano. A taxa é a menor registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. O trimestre anterior, encerrado em julho deste ano, havia registrado taxa de 6,8%. Em outubro do ano passado, havia ficado em 7,6%. A população ocupada (103,6 milhões) também atingiu recorde, ficando 1,5% acima da média do trimestre encerrado em julho e 3,4% superior a outubro. A população desocupada recuou para 6,8 milhões, ou seja, 8% a menos (menos 591 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 17,2% inferior a outubro de 2023 (menos 1,4 milhão de pessoas). É o menor contingente de desocupados desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014. O rendimento real habitual do trabalhador ficou em R$ 3.255, ficando estável na comparação trimestral e crescendo 3,9% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 332,6 bilhões) cresceu 2,4% (mais R$ 7,7 bilhões) no trimestre e 7,7% (mais R$ 23,6 bilhões) no ano.
A criação de emprego formal caiu em outubro. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, 132.714 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. Em relação aos meses de outubro, o volume é o menor desde 2020, quando se iniciou a metodologia atual do Caged. A geração de empregos caiu 30,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em outubro de 2023, tinham sido criados 190.366 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. Em entrevista coletiva, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que os juros altos contribuíram para a desaceleração na abertura de vagas. “Espero que a transição do Banco Central venha a ajudar isso no tempo. Creio que o Banco Central não foi colaborativo nesse período de analisar completamente os indicadores macroeconômicos e ajudar nas decisões para a gente não perder o ritmo de crescimento. Houve uma desaceleração [na criação de empregos]”, disse o ministro.
O crescimento de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no segundo trimestre é resultado da continuidade do forte dinamismo do mercado de trabalho, afirmou em nota a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). "Um dos reflexos desse dinamismo do mercado de trabalho tem sido a elevação dos salários, com crescimento real de 5,8% do rendimento médio do trabalho em junho de 2024 na comparação com o mesmo período do ano anterior", diz a nota. De acordo com a Fiesp, além do forte ritmo de crescimento dos rendimentos ligados ao trabalho, a renda das famílias também tem crescido devido às transferências governamentais via benefícios de assistência e previdência social; à elevação real do salário-mínimo e ao pagamento dos precatórios. "Cabe destacar que a renda no 2º trimestre também foi potencializada pela antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios previdenciários do INSS. Neste cenário, estimamos que a massa salarial ampliada tenha crescido cerca de 11% em termos reais no 2º trimestre de 2024 na comparação com o mesmo período do ano anterior". Sobre o desempenho da indústria de transformação, a Fiesp entende que esse setor tem sido favorecido pelo bom desempenho da categoria de bens de capital e bens de consumo. A primeira categoria tem sido beneficiada pela melhora das condições de crédito e pela recuperação da confiança dos empresários. No primeiro semestre do ano, o expressivo crescimento da produção de veículos pesados, como ônibus e caminhões, contribuiu para este desempenho. Já a categoria de bens de consumo tem sido impulsionada pela expansão da renda, com destaque para o crescimento da produção de máquinas, aparelhos e materiais elétricos da chamada “linha branca”.
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho caiu para 6,9%, esse é o menor resultado para um trimestre desde janeiro de 2015, quando também marcou 6,9%. Observando apenas para o período de três meses que vai até junho, é o menor resultado desde 2014 (igualmente 6,9%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre móvel anterior, fechado em março, a taxa de desemprego estava em 7,9%. Já no segundo trimestre de 2023, o índice era de 8%. A marca atingida em junho é menos da metade do pico da série histórica do IBGE, em março de 2021, quando a taxa alcançou 14,9%. À época, era o auge da pandemia de covid-19. A série se inicia em 2012. No trimestre encerrado em junho, o número de pessoas que procuravam trabalho ficou em 7,5 milhões – o menor desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015. Isso representa queda de 12,5% no trimestre. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a redução foi 12,8%. A população ocupada renovou mais um recorde, atingindo 101,8 milhões de pessoas. Esse contingente é 1,6% maior que o do trimestre anterior e 3% superior ao do mesmo período do ano passado.
A melhora da atividade econômica e o crescimento da população ocupada não foram suficientes para reduzir o impacto provocado pela pandemia da covid-19 no mercado de trabalho, que segue com alta no desemprego, subocupação e desalento. A avaliação faz parte da análise do desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas para 2021 apresentado, hoje (28), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em março, o estudo mostra que a taxa de desocupação ficou em 15,1%, o que representa 2,3 pontos percentuais acima do resultado do mesmo período do ano anterior. O crescimento do contingente de desalentados também indica que o mercado de trabalho não se recuperou. Nos últimos 12 meses, o número de pessoas com idade de trabalhar que estavam fora da força de trabalho por conta do desalento avançou de 4,8 milhões para quase 6 milhões, uma alta de 25%.